
Mbappé eleva Messi e Cristiano, mas prioriza novo título da França
Na véspera do jogo contra o Iraque, Kylian Mbappé afirmou que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo ainda são os melhores do mundo, enquanto alimenta sua própria perseguição ao recorde de gols em Copas
A uma sala repleta de jornalistas no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, Kylian Mbappé atendeu aos pedidos de hierarquia com a mesma calma que o transformou em protagonista da seleção francesa. Questionado sobre quem, entre Erling Haaland, Harry Kane, Lionel Messi e ele próprio, era o melhor da atualidade, o atacante do Real Madrid não titubeou: “Lionel Messi, está claro. É o melhor do mundo, junto com Cristiano Ronaldo”. A resposta, colhida em conferência antes do duelo com o Iraque pela segunda rodada do Grupo E do Mundial de 2026, ecoou tanto por reunir os dois rivais históricos no topo quanto por vir de um artilheiro que já soma 14 tentos em Copas e se posiciona como herdeiro dessa realeza.
O elogio não surge no vazio. Na rodada inaugural, Mbappé marcou os dois gols da vitória francesa por 2 a 0 sobre Senegal, enquanto Messi, aos 39 anos, anotou um triplete na goleada da Argentina sobre a Argélia e igualou Miroslav Klose como maior goleador da história dos Mundiais, com 16. O francês, a apenas dois gols do recorde, reconheceu o peso da perseguição sem abandonar o discurso coletivo: “Marcando, seguro que me acerco ao recorde dele. O que Messi e Cristiano fizeram nos últimos 15 anos é incrível, mas o que está na minha cabeça é como ajudar meu time contra o Iraque e levar o troféu para casa em julho”. A frieza estatística, porém, não disfarça a rivalidade cultivada em embates que já decidiram eliminações e finais — da Rússia 2018 ao Catar 2022 — e que os fez companheiros de vestiário no Paris Saint-Germain.
A escolha de Mbappé foi lida com lentes distintas dos dois lados do Atlântico lusófono. Em Portugal, a inclusão explícita de Cristiano Ronaldo como referência máxima reacendeu o orgulho em torno do capitão da seleção nacional e alimentou a narrativa de que o debate sobre o maior de todos os tempos permanece inconcluso. No Brasil, a menção simultânea aos dois rivais históricos de Pelé e Maradona trouxe à tona a tradicional ponderação de que a grandeza do futebol não cabe em uma única geração. O próprio Mbappé, ao destacar que “não é uma pergunta que está na minha cabeça”, sinalizou que seu foco está na conquista de uma segunda Copa e não em heranças simbólicas.
Com o grupo liderado por França e a sensação norueguesa de Haaland, a partida contra o Iraque ganha contornos de obrigação para os Bleus. Uma vitória encaminha a classificação e mantém Mbappé na rota de colisão com o próprio Haaland na última rodada, duelo que pode decidir a liderança da chave e o prêmio de artilharia. Enquanto isso, o camisa 10 francês desfruta da liberdade de um elenco que, segundo ele, não sofre com a “cultura do momento” que obriga a imitar estilos vencedores. O desafio imediato, porém, é mais prosaico e igualmente implacável: furar a defesa iraquiana e seguir no encalço de Messi no topo da história.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Em uma coletiva de imprensa da Copa do Mundo, Mbappé afirmou que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo são os melhores jogadores da história, colocando-os acima de suas próprias conquistas e das de Haaland e Kane.
Mbappé rendeu-se à evidência da grandeza de Messi, declarando-o o melhor do mundo e destacando seus 15 anos de qualidade incrível, com Ronaldo mencionado apenas como um aceno secundário.
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