
Mayweather-Pacquiao é adiado e outros grandes combates enfrentam impasses
Disputas contratuais, exigências financeiras e incertezas regulatórias travam o boxe mundial, do adiamento do megacombate nos EUA à indefinição de títulos na Europa.
O combate mais lucrativo da história do boxe, o reencontro entre Floyd Mayweather e Manny Pacquiao, foi adiado por tempo indeterminado. O anúncio, feito na sexta-feira pelo campo do filipino, atribuiu a decisão a uma "mistura volátil de processos federais, excesso de compromissos e paralisia financeira" que envolve a equipa de Mayweather. A empresa CSI processou o norte-americano na semana passada, exigindo a devolução de pelo menos 4,65 milhões de dólares pagos pelos direitos de promoção do combate com Pacquiao e de uma exibição com Mike Tyson que nunca se concretizou. Uma exibição de Mayweather contra o kickboxer grego Mike Zambidis, marcada para sábado em Atenas, também foi cancelada após uma liminar judicial. O campo de Pacquiao indicou que, mesmo que os litígios sejam resolvidos, o combate só ocorrerá no início de 2027.
O imbróglio contratual não é caso isolado. No peso-pesado, o duelo entre os britânicos Anthony Joshua e Tyson Fury, previsto para o Reino Unido, poderá ser transferido para os Estados Unidos se o financiador saudita Turki Alalshikh assim o exigir, admitiu o promotor Eddie Hearn. Qualquer alteração obrigaria a renegociar o contrato, e Hearn rejeitou as declarações de Dana White, presidente do UFC, de que a sua organização promoveria o evento. A Zuffa Boxing, de White, também surge como possível destino de Oleksandr Usyk. O campeão mundial de pesos-pesados do WBC não demonstrou intenção de enfrentar o desafiante obrigatório Agit Kabayel, conforme relatos da imprensa alemã, e poderá assinar com a empresa norte-americana ou retirar-se. Se Usyk recusar oficialmente o combate, o WBC poderá retirar-lhe o título e declarar Kabayel, atual campeão interino, como campeão mundial pleno — o primeiro alemão a deter o cinturão dos pesados desde Max Schmeling, em 1932.
A tensão entre as ambições desportivas e as realidades financeiras também se manifesta no circuito do PFL. Islam Makhachev, campeão do UFC, comentou a situação do seu compatriota Usman Nurmagomedov, invicto em 21 combates e prestes a terminar o contrato com a liga rival. Makhachev reconheceu que, para desenvolver todo o seu potencial, Usman precisaria de adversários mais duros no UFC, mas alertou que a mudança implicaria uma redução drástica nos rendimentos — "metade do que recebe no PFL", estimou. A disparidade salarial entre as organizações, segundo analistas russos, poderá levar o lutador a renovar com o PFL por mais um contrato antes de ponderar a transição.
Enquanto os impasses se acumulam, os próximos passos são condicionados por combates interinos e decisões regulatórias. Joshua enfrenta Kristian Prenga a 25 de julho e Fury deverá subir ao ringue a 1 de agosto; uma derrota de qualquer um deles inviabilizaria o confronto direto. No caso de Usyk, o WBC aguarda uma posição oficial nos próximos dias para decidir se mantém o ucraniano como campeão ou coroa Kabayel. Já o regresso de Mayweather e Pacquiao depende de um acordo extrajudicial que, a concretizar-se, reativaria primeiro a exibição com Tyson, provisoriamente agendada para 12 de setembro.
| Imprensa europeia continental | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa africana subsaariana | −0.10 | neutral |
The delay is blamed on opaque contracts and endless lawsuits: boxing gets bogged down in paperwork while fans wait in vain.
It reduces a sporting event to an administrative issue, shifting blame from athletes to legal and contractual systems.
The rematch postponement is a minor story in an already crowded sports calendar: the world is looking elsewhere.
It downplays the event's importance by comparing it to more popular competitions, normalizing the delay as routine.
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