
Marrocos vence Canadá por 3-0 e avança às quartas de final do Mundial 2026
Com triunfo categórico sobre o Canadá, Marrocos assegura US$ 19 milhões e enfrentará a França nas quartas; Argentina e Colômbia também avançam em busca de premiação recorde.
O Marrocos carimbou a passagem às quartas de final do Mundial 2026 com uma vitória por 3-0 sobre o Canadá, num jogo em que a eficácia suplantou a fluidez. Apesar de ter rematado apenas cinco vezes à baliza — o menor número de que há registo para um vencedor de uma partida a eliminar na história do torneio —, a seleção norte-africana construiu o resultado ainda na primeira parte, período em que as advertências com cartões amarelos superaram os remates, algo inédito na competição. O triunfo, o quarto do Marrocos em fases eliminatórias de Mundiais, iguala o total de todas as outras seleções africanas juntas e prolonga uma série invicta de 34 jogos em todas as provas.
A exibição frente ao Canadá revelou a faceta de um conjunto que sabe vencer mesmo quando o desempenho coletivo fica aquém do ideal, segundo treinadores marroquinos. A fadiga acumulada pelas viagens entre México e Estados Unidos e o desgaste físico do encontro anterior exigiram uma gestão inteligente do plantel. A solidez defensiva e a capacidade de suportar a pressão alta canadiana foram apontadas por observadores em Rabat como os alicerces de um resultado que confirma a maturidade tática da equipa, agora orientada por Mohamed Wahbi, sucessor de Walid Regragui.
Analistas espanhóis descrevem o Marrocos como um candidato sério ao título, sublinhando a qualidade do meio-campo formado por Ounahi, Bouaddi e El Aynaoui, e a influência de Brahim Díaz na criação ofensiva. A confiança externa ecoa um projeto de longo prazo que, na perspetiva de treinadores e dirigentes africanos, começou a ser desenhado em 2011, após a não qualificação para o Mundial de 2010. O investimento em infraestruturas como a Academia Mohammed VI e a aposta na integração de jovens talentos da diáspora — casos de Achraf Hakimi e do próprio Díaz — transformaram a seleção numa potência regular, capaz de chegar às quartas de final pela segunda vez consecutiva.
A classificação tem também um impacto financeiro imediato. A FIFA reservou um fundo recorde de 727 milhões de dólares em prémios, dos quais 655 milhões são distribuídos por desempenho desportivo. Ao garantir um lugar entre os oito melhores, o Marrocos assegurou 19 milhões de dólares, valor que pode subir para 27 milhões se atingir as meias-finais. A Argentina, que sofreu para eliminar Cabo Verde no prolongamento (3-2) e vai defrontar o Egito nos oitavos, já garantiu 15 milhões. A Colômbia, que bateu o Gana por 1-0 e enfrenta a Suíça, também está nos oitavos e partilha do mesmo patamar de premiação.
O próximo adversário do Marrocos é a França, num duelo que treinadores marroquinos comparam, em exigência tática, ao confronto com o Brasil em edições anteriores. A gestão dos cartões amarelos e a recuperação física serão determinantes para travar o ataque francês, que, apesar da reconhecida qualidade individual, tem mostrado fragilidades defensivas. O vencedor deste encontro de quartas de final ficará a dois passos da final e embolsará, no mínimo, 27 milhões de dólares.
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Marrocos celebra seu triunfo e olha para o futuro com ambição.
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