
Marrocos elimina Países Baixos nos pênaltis e avança às oitavas do Mundial 2026
Com defesa decisiva de Bounou, marroquinos vencem por 3-2 nas penalidades após empate em 1-1 e enfrentarão o Canadá na próxima fase.
O guarda-redes Yassine Bounou defendeu o remate de Crysencio Summerville e Ismael Saibari converteu a cobrança decisiva para selar a vitória de Marrocos sobre os Países Baixos por 3-2 nos pênaltis, em Monterrei, no México, garantindo a passagem aos oitavos de final do Mundial de 2026. O empate em 1-1 no tempo regulamentar e no prolongamento forçou a decisão nas grandes penalidades, onde os neerlandeses voltaram a cair, somando a quarta eliminação em desempates da marca de castigo em Copas do Mundo, igualando a Espanha como recordista negativa.
A partida foi resolvida nos detalhes. Cody Gakpo, que entrou em campo dias depois de tornar pública a perda do filho ainda por nascer, inaugurou o marcador aos 72 minutos, ao concluir uma jogada iniciada por Wout Weghorst. Quando a vitória neerlandesa parecia encaminhada, o defesa Issa Diop cabeceou para o fundo das redes já no primeiro minuto dos descontos, forçando o prolongamento. No tempo extra, Soufiane Rahimi desperdiçou a oportunidade de dar a vitória a Marrocos ao rematar contra o corpo de Bart Verbruggen, que fez uma defesa espetacular com o joelho.
Na lotaria dos pênaltis, Marrocos começou por falhar com Neil El Aynaoui, que acertou na trave, e Achraf Hakimi também não converteu, mas Bounou redimiu-se ao travar o remate de Summerville. Saibari assumiu a responsabilidade e atirou para o triunfo. Na imprensa europeia, sublinha-se o registo sombrio dos Países Baixos, que já tinham sido afastados nas penalidades pelo Brasil (1998), pela Argentina (2014 e 2022) e agora por Marrocos. Já os analistas em Rabat recordam que esta é a segunda vitória consecutiva dos Leões do Atlas em desempates por penáltis em Mundiais, depois de terem eliminado a Espanha em 2022.
O selecionador marroquino, Mohamed Ouahbi, afirmou que a equipa “dominou completamente” o adversário, com 70% de posse de bola e mais remates, e interpretou a postura defensiva neerlandesa como “uma forma de respeito”. Ouahbi, que assumiu o cargo meses antes do torneio, destacou a energia vinda dos milhões de adeptos que acompanharam o jogo de madrugada em Marrocos. “Sabemos que atrás de nós há milhões e milhões de pessoas. Isso dá-nos a energia para não desistir”, declarou.
Com este resultado, Marrocos enfrentará o Canadá, coanfitrião do torneio, no dia 4 de julho, em Houston, num reencontro da fase de grupos de 2022, quando os marroquinos venceram por 2-1. A seleção africana procura repetir a campanha histórica do Catar, onde alcançou as meias-finais, e torna-se a terceira nação do continente a chegar consecutivamente aos oitavos de final, juntando-se à Nigéria (1994 e 1998) e ao Gana (2006 e 2010). Noutro jogo do dia, o Paraguai também eliminou a Alemanha nos pênaltis, após empate a uma bola.
| Imprensa africana subsaariana | +0.90 | aligned |
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| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
Marrocos prova a força do futebol africano, superando um adversário europeu com orgulho e determinação, impulsionado pelo apoio de milhões de adeptos em casa.
Ao enfatizar a ligação emocional com os adeptos e a narrativa do treinador sobre o novo respeito, a vitória é apresentada como um triunfo coletivo nacional e continental, minimizando a perspetiva do adversário.
O contexto histórico das repetidas derrotas dos Países Baixos nos penáltis é omitido, o que desviaria a atenção da conquista marroquina para o azar holandês.
O jogo foi um emocionante duelo que foi até ao fim, com Marrocos a prevalecer nos penáltis após um empate tardio.
Ao focar na sequência dramática dos eventos e evitar qualquer atribuição de significado para além do jogo em si, o resultado é apresentado como uma questão de sorte desportiva em vez de uma declaração sobre a força nacional ou continental.
O contexto emocional dos comentários do treinador sobre o apoio dos adeptos e o significado histórico para o futebol africano é omitido, o que adicionaria uma camada partidária à narrativa.
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