
Lyles bate recorde mundial nos 150m, Gout brilha e iraniana entra para o Guinness
No Ostrava Golden Spike, Noah Lyles fixou novo máximo global, Gout Gout alcançou recorde australiano e Erik Portillo venceu no salto em altura; no Irão, Maryam Nikbakht inscreveu o seu nome no livro dos recordes.
A pista de Ostrava, na Chéquia, foi palco de uma noite histórica para o atletismo mundial. Noah Lyles, campeão olímpico dos 100 metros em Paris e tetracampeão mundial dos 200, cravou 14,67 segundos nos raros 150 metros, estabelecendo um novo recorde global e superando a marca de 14,92 que o jamaicano Kishane Thompson fixara em abril. O sul-africano Sinesipho Dambile também correu abaixo do anterior máximo, com 14,78, mas o foco lusófono recaiu sobre o australiano Gout Gout, de apenas 18 anos, que terminou em terceiro com 14,96 — recorde pessoal e nacional. Depois de um sexto lugar frustrante nos 200 metros em Oslo, o jovem de origem sul-sudanesa mostrou resiliência: «Normalmente, quando tenho uma má partida é difícil recuperar, mas hoje consegui um arranque razoável e trouxe a corrida para casa», afirmou. Gout já detém o recorde mundial sub-20 dos 200 metros (19,67), mais rápido do que Usain Bolt na mesma idade, o que alimenta expectativas no Brasil, onde a tradição de velocistas como Robson Caetano mantém viva a atenção sobre as novas gerações da modalidade.
Na mesma reunião, o salto em altura consagrou o mexicano Erik Portillo, subcampeão mundial indoor, que venceu com 2,27 metros. O atleta de Chihuahua, de 25 anos, somou a segunda vitória da temporada no Circuito Continental Ouro, batendo o checo Jan Stefela. A conquista reforça o momento ascendente do atletismo latino-americano, observado com interesse em Lisboa e nas federações da CPLP, que veem no exemplo mexicano um estímulo para jovens talentos de Angola, Moçambique e Brasil.
Fora das pistas, uma proeza individual inscreveu o nome de Maryam Nikbakht no Guinness World Records. A jovem iraniana da província do Azerbaijão Ocidental executou 230 toques de bola com a canela em 60 segundos, demolindo o anterior recorde de 151 que pertencia a um freestyler australiano. Mestre em Educação Física, Nikbakht já detinha o recorde asiático de embaixadinhas de resistência, com mais de sete horas ininterruptas. O feito ecoa particularmente em Portugal, onde a cultura do futebol de rua e o freestyle têm ganhado visibilidade, e ilustra como a globalização dos recordes ultrapassa fronteiras tradicionais.
Na perspetiva de Brasília, a jornada sublinha a densidade de talentos emergentes em várias latitudes. Enquanto Lyles consolida o domínio norte-americano nas distâncias curtas, Gout Gout projeta-se como um rival à altura para os próximos ciclos olímpicos, e Portillo amplia o raio de ação do atletismo mexicano. Já o caso iraniano recorda que os recordes não se limitam às disciplinas olímpicas clássicas. Observadores em Lisboa notam que a diversidade de feitos — da velocidade pura à destreza com a bola — reflete um ecossistema desportivo cada vez mais interligado, onde um estádio checo, uma praça iraniana e uma pista australiana podem partilhar o mesmo noticiário global.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Noah Lyles quebrou o melhor tempo mundial dos 150 metros com 14,67 segundos, enquanto o adolescente australiano Gout Gout se recuperou com um recorde pessoal e nacional de 14,96, terminando em terceiro. A corrida foi uma vitrine de sprint de elite e respeito mútuo, com os dois atletas celebrando juntos.
O saltador mexicano Erick Portillo voou para a vitória com um salto espetacular de 2,27 metros no Golden Spike de Ostrava, conquistando sua segunda grande vitória da temporada. O vice-campeão mundial indoor dominou a prova, deixando a prata para o tcheco Jan Stefela.
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