
Lula chama Neymar de ‘primeiro convocado home office do mundo’
Em evento em Belo Horizonte, o presidente brincou sobre a lesão que mantém o atacante fora dos gramados, reacendendo o debate sobre sua convocação para o Mundial de 2026.
Foi com um sorriso e uma frase pronta para viralizar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resumiu a situação do maior artilheiro da história da seleção brasileira. Durante uma visita a um hospital em Belo Horizonte nesta sexta‑feira, enquanto conversava com uma criança sobre futebol, Lula ouviu o menino citar Neymar como referência e reagiu de imediato: “O Neymar não está nem jogando”. Emendou então a tirada que já circulava pelas redes: “Vi na internet que ele é o primeiro convocado home office do mundo”. O comentário arrancou risos da plateia e ganhou as manchetes dentro e fora do Brasil, mas também revelou o incómodo em torno de um craque que, aos 34 anos, ainda não entrou em campo na Copa do Mundo de 2026.
O atacante do Santos sofreu uma lesão de grau 2 na panturrilha direita em 17 de maio, um dia antes de o técnico Carlo Ancelotti divulgar a lista final. Desde então, ficou fora do empate inaugural contra Marrocos (1‑1) e foi cortado da partida contra o Haiti, realizada horas depois do discurso presidencial. Permaneceu em Nova Jersey, utilizando a estrutura do hotel da delegação para a fase final de recuperação. A expectativa da comissão técnica, segundo informações que circulam em Brasília, é de que o camisa 10 reúna condições de jogo apenas na última rodada da fase de grupos, contra a Escócia, em 24 de junho. Neymar não atua pela seleção desde outubro de 2023, quando rompeu os ligamentos do joelho esquerdo.
A fala de Lula não se limitou ao campo esportivo. Quase de imediato, o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou um vídeo em defesa do jogador, classificando o presidente como “turista” e criticando os gastos públicos. O ex‑governador mineiro Romeu Zema (Novo) replicou a ironia ao sugerir que a primeira‑dama Janja fosse “home office”. Analistas políticos lembram que Neymar apoiou abertamente Jair Bolsonaro na campanha de 2022, e que a camisa amarela segue impregnada de simbolismo partidário, o que confere uma carga extra a qualquer comentário vindo do Planalto.
Na imprensa árabe e latino‑americana, o episódio foi retratado como mais um capítulo folclórico do dirigente que, dias antes, brincara sobre a possibilidade de contratar Lionel Messi para a seleção brasileira. Comentaristas espanhóis e argentinos, por sua vez, destacaram a longa ausência de Neymar como um fator que torna a piada menos inocente: ele nunca mais foi o mesmo desde a sequência de lesões, e sua presença na convocação gerou controvérsia até entre torcedores.
Com o Brasil somando apenas um ponto em dois jogos, a recuperação de Neymar passa a ser tão decisiva quanto simbólica. O confronto com a Escócia, em Miami, surge como o prazo realista para que o atacante volte a vestir a camisa 10 e ajude a pentacampeã a evitar um percurso acidentado rumo às oitavas de final.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Em um evento sobre igualdade de gênero, Lula brincou com uma criança e chamou Neymar de 'o primeiro convocado home office do mundo', ecoando um meme viral. A imprensa brasileira destaca a ironia do presidente, relembrando uma saia justa com Ronaldo em 2006 e a tensão política pelo apoio de Neymar a Bolsonaro. O episódio mistura futebol, política e sarcasmo.
O presidente do Brasil brincou que Neymar é o primeiro jogador convocado a trabalhar remotamente numa Copa do Mundo, enquanto se recupera de lesão. A notícia é relatada de forma seca, sem referências a tensões políticas ou bastidores.
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