
Raphinha abandona campo com lesão na coxa e assombra o Brasil
Exames confirmam problema muscular no posterior da coxa direita; atacante está fora do duelo com a Escócia e faz tratamento intensivo para tentar voltar nos oitavos de final.
Aos 39 minutos do primeiro tempo da vitória brasileira por 3 a 0 sobre o Haiti, na Filadélfia, Raphinha caiu no gramado do Lincoln Financial Field e levou as mãos à face posterior da coxa direita. O lance interrompeu a exibição contundente que colocou o Brasil na liderança do Grupo C, mas deixou uma interrogação que ecoou muito além dos 60 mil torcedores no estádio. O jogador do Barcelona, que já havia visto um gol ser anulado por impedimento milimétrico e obrigara o goleiro adversário a uma defesa difícil, foi substituído por Rayan e deixou o campo caminhando, embora com expressão abatida.
Exames de imagem realizados no sábado (20) confirmaram uma lesão muscular no bíceps femoral da coxa direita. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que o atleta iniciou “protocolo de tratamento intensivo”, mas não estipulou prazo de retorno. É a quarta ocorrência na mesma região em menos de um ano, facto que a própria medicina desportiva explica pela anatomia da musculatura isquiotibial: o bíceps femoral, biarticular, é submetido a contrações excêntricas extremas nos sprints e nas desacelerações, gerando um risco de recidiva que estudos situam em torno de 30%. Raphinha já havia ficado afastado por lesões na coxa direita por mais de 100 dias na última temporada europeia.
Na perspetiva do Rio de Janeiro e de São Paulo, a apreensão é generalizada. Fontes da comissão técnica, citadas pela imprensa brasileira, classificaram a “primeira impressão” como negativa ainda no estádio. Jogadores como Vinícius Júnior e Lucas Paquetá manifestaram tristeza após a partida; “Espero que não seja nada grave e que ele possa seguir connosco”, disse o camisa 7. A CBF optou por não convocar substituto – o regulamento da FIFA só permitia alterações na lista até 24 horas antes da estreia –, o que força Carlo Ancelotti a encontrar soluções internas. Luiz Henrique, Martinelli, Rayan e Endrick despontam como opções para a vaga contra a Escócia, na quarta-feira (24), em Miami.
Observadores internacionais, da imprensa espanhola à indonésia, repercutiram o diagnóstico como um golpe severo para o Brasil. O diário AS chegou a aventar que Raphinha poderia não voltar a atuar neste Mundial, cenário que o departamento médico tenta reverter com um tratamento que enfatiza a recuperação ativa da mobilidade e da força, em vez do repouso prolongado. A meta é ter o jogador disponível para um eventual confronto das oitavas de final, que começam dentro de duas semanas.
Com quatro pontos, o Brasil divide a liderança do Grupo C com Marrocos e precisa de um empate contra a Escócia, que tem três, para garantir a classificação. A ausência de Raphinha soma-se à gestão cautelosa de Neymar, que volta de lesão e deve ser utilizado de forma gradual. O desfecho da fase de grupos, que também definirá o posicionamento na chave, ganha contornos de urgência: enquanto o atacante trava uma corrida contra o relógio biológico, a seleção brasileira procura manter o ímpeto ofensivo sem um dos seus desequilibradores mais regulares.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Apesar da vitória fácil, o Brasil está em choque com a lesão muscular de Raphinha. As primeiras impressões são negativas e o seu histórico de problemas na coxa agrava a preocupação. A nação inteira aguarda ansiosamente os exames médicos, temendo uma baixa que comprometeria a Copa do Mundo.
A vitória expressiva sobre o Haiti traz ao Brasil satisfação misturada com nervosismo sobre o estado de Raphinha. O técnico Ancelotti tranquiliza, mas a incerteza continua. O foco já se volta para o próximo desafio sem drama excessivo.
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