
Khusanov prolonga contrato com o Manchester City até 2031 e afasta incertezas
Após temporada de afirmação, defesa uzbeque de 22 anos prolonga vínculo e mira protagonismo sob o comando do novo treinador Enzo Maresca.
A renovação de Abdukodir Khusanov com o Manchester City por mais cinco épocas, anunciada este sábado, consolida um dos percursos mais singulares da última temporada europeia. Contratado ao Lens em janeiro de 2025 por 33,5 milhões de libras, o central uzbeque reconstruiu o seu próprio início traumático em Stamford Bridge e tornou-se peça-chave na reta final da época, arrecadando as taças de Inglaterra e da Liga e ajudando a segurar o segundo lugar na Premier League.
O trajeto de Khusanov ganhou contornos de afirmação acelerada. Após a estreia difícil frente ao Chelsea, foi titular em 16 das últimas 19 jornadas do campeonato, formando dupla com Marc Guéhi, e assumiu a titularidade nas finais da Taça e da Taça da Liga, ambas conquistadas em Wembley. Na Liga dos Campeões, destacou-se na eliminatória contra o Real Madrid. Somou 47 jogos na época e rubricou o contrato poucos dias depois de Phil Foden também prolongar o vínculo, num sinal de aposta do clube na continuidade da espinha dorsal jovem.
Com a saída do treinador Pep Guardiola e a chegada de Enzo Maresca, o City procura consolidar uma defesa renovada após as partidas de Stones e Aké. O diretor desportivo Hugo Viana sublinhou as “capacidades físicas e técnicas de topo” do jogador e a convicção de que “os melhores anos ainda estão por vir”. Na perspetiva de observadores em Lisboa, o clube inglês replica um modelo de transição geracional que privilegia a projeção de talentos identificados precocemente, enquanto analistas no Brasil notam que a emergência de um defesa do Uzbequistão num campeão europeu reflete a expansão dos mercados de recrutamento e a crescente diversidade de percursos no futebol de elite.
O próprio Khusanov, primeiro uzbeque a jogar na Premier League e figura na estreia do seu país num Campeonato do Mundo (três jogos no Grupo K), assume o desafio de “impressionar Maresca e a sua equipa técnica” para garantir a titularidade regular. Aos 22 anos e com 30 internacionalizações, o central projeta agora uma nova temporada em que o City, vice-campeão inglês, tentará reaver o título e manter o protagonismo europeu, alicerçado numa defesa que combina juventude e experiência recente em momentos de decisão.
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