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Economiaquarta-feira, 17 de junho de 2026

Jio prepara IPO recorde de US$ 4 mil milhões e aquece mercado asiático de estreias

A oferta da operadora indiana pode ser a maior da história do país, enquanto Hong Kong regista captações bilionárias nos setores de chips e saúde.

A Reliance Jio Infocomm, operadora de telecomunicações do bilionário Mukesh Ambani, prepara-se para protocolar o pedido de uma oferta pública inicial (IPO) que poderá atingir os 4 mil milhões de dólares, tornando-se a maior da história da Índia. Segundo a imprensa internacional, a documentação deverá ser submetida ao regulador indiano nos próximos dias, antes da assembleia geral anual da Reliance Industries. Caso se concretize, a operação superará a estreia bolsista da Hyundai Motor India, que arrecadou 3,3 mil milhões de dólares, e consolidará o mercado de capitais do país, que desde o início de 2026 já somou 2,1 mil milhões de dólares em novas emissões. Observadores em Mumbai notam que a decisão de privilegiar uma emissão primária de ações, em vez de uma oferta de venda, sinaliza a ambição de financiar a expansão da Jio sem diluir o controlo do conglomerado Reliance.

Paralelamente, o setor hospitalar indiano também se prepara para um marco: a Manipal Hospitals, apoiada pelo fundo soberano Temasek, de Singapura, planeia lançar uma IPO de 1 mil milhões de dólares já em julho, com uma avaliação alvo de cerca de 10 mil milhões de dólares. A operação, que seria a primeira estreia bilionária do ano na Índia, surge após um início de ano lento para o mercado de ações, que vinha de dois anos recordistas. A combinação destas megaofertas poderá reanimar o apetite dos investidores globais pela praça indiana, num momento em que a economia do país mantém um ritmo de crescimento robusto.

Em Hong Kong, o dinamismo das emissões também é impulsionado pela procura tecnológica. A Kingboard Laminates, fabricante de placas de circuito impresso, anunciou a venda de uma participação de 4,92% por 1,5 mil milhões de dólares, com o objetivo de expandir a capacidade de produção para responder à explosão da inteligência artificial. Analistas em Hong Kong destacam que os cinco grandes hyperscalers — Alphabet, Amazon, Meta, Microsoft e Oracle — deverão investir 805 mil milhões de dólares em infraestrutura de IA apenas em 2026, gerando uma pressão sem precedentes sobre a cadeia de fornecimento de componentes. Ao mesmo tempo, a fabricante chinesa de equipamentos para litografia CFMEE prepara uma IPO de 410 milhões de dólares na bolsa local, no âmbito da estratégia de Pequim para a autossuficiência em semicondutores face às sanções norte-americanas.

A oferta da Jio, inicialmente prevista para o ano passado, foi adiada devido à instabilidade provocada pelo conflito no Irão, que deprimiu os mercados acionistas indianos. Agora, com a retoma da confiança, o grupo de Ambani avança, embora os riscos geopolíticos permaneçam no radar. Na perspetiva de Lisboa e de São Paulo, o aquecimento das estreias asiáticas contrasta com a moderação das bolsas lusófonas, onde as grandes operações têm sido escassas, e pode atrair investidores em busca de diversificação. A pipeline de IPOs na Ásia promete manter-se robusta, ancorada na digitalização, na transição energética e na corrida pelos chips, ainda que a volatilidade externa possa voltar a testar a resiliência destes mercados.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa indiana e sudasiatica
trionfopragmatismo

A gigante indiana de telecomunicações Jio prepara uma oferta pública recorde de 4 mil milhões de dólares, que deverá tornar-se a maior IPO do país. A operação, juntamente com uma entrada em bolsa de 1 mil milhões no setor da saúde, sublinha a força dos mercados de capitais indianos e o apetite dos investidores pelos setores digital e da saúde.

Stampa cinese/ stato
pragmatismourgenzatrionfo

A procura explosiva de IA está a levar os fabricantes chineses a angariar milhares de milhões para expandir a produção de placas de circuito e equipamentos de chips. Uma venda de participação de 1,5 mil milhões e uma IPO de 410 milhões em Hong Kong refletem o esforço de Pequim pela autossuficiência em semicondutores e a corrida para abastecer a infraestrutura global de IA.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Jio prepara IPO recorde de US$ 4 mil milhões e aquece mercado asiático de estreias

A oferta da operadora indiana pode ser a maior da história do país, enquanto Hong Kong regista captações bilionárias nos setores de chips e saúde.

A Reliance Jio Infocomm, operadora de telecomunicações do bilionário Mukesh Ambani, prepara-se para protocolar o pedido de uma oferta pública inicial (IPO) que poderá atingir os 4 mil milhões de dólares, tornando-se a maior da história da Índia. Segundo a imprensa internacional, a documentação deverá ser submetida ao regulador indiano nos próximos dias, antes da assembleia geral anual da Reliance Industries. Caso se concretize, a operação superará a estreia bolsista da Hyundai Motor India, que arrecadou 3,3 mil milhões de dólares, e consolidará o mercado de capitais do país, que desde o início de 2026 já somou 2,1 mil milhões de dólares em novas emissões. Observadores em Mumbai notam que a decisão de privilegiar uma emissão primária de ações, em vez de uma oferta de venda, sinaliza a ambição de financiar a expansão da Jio sem diluir o controlo do conglomerado Reliance.

Paralelamente, o setor hospitalar indiano também se prepara para um marco: a Manipal Hospitals, apoiada pelo fundo soberano Temasek, de Singapura, planeia lançar uma IPO de 1 mil milhões de dólares já em julho, com uma avaliação alvo de cerca de 10 mil milhões de dólares. A operação, que seria a primeira estreia bilionária do ano na Índia, surge após um início de ano lento para o mercado de ações, que vinha de dois anos recordistas. A combinação destas megaofertas poderá reanimar o apetite dos investidores globais pela praça indiana, num momento em que a economia do país mantém um ritmo de crescimento robusto.

Em Hong Kong, o dinamismo das emissões também é impulsionado pela procura tecnológica. A Kingboard Laminates, fabricante de placas de circuito impresso, anunciou a venda de uma participação de 4,92% por 1,5 mil milhões de dólares, com o objetivo de expandir a capacidade de produção para responder à explosão da inteligência artificial. Analistas em Hong Kong destacam que os cinco grandes hyperscalers — Alphabet, Amazon, Meta, Microsoft e Oracle — deverão investir 805 mil milhões de dólares em infraestrutura de IA apenas em 2026, gerando uma pressão sem precedentes sobre a cadeia de fornecimento de componentes. Ao mesmo tempo, a fabricante chinesa de equipamentos para litografia CFMEE prepara uma IPO de 410 milhões de dólares na bolsa local, no âmbito da estratégia de Pequim para a autossuficiência em semicondutores face às sanções norte-americanas.

A oferta da Jio, inicialmente prevista para o ano passado, foi adiada devido à instabilidade provocada pelo conflito no Irão, que deprimiu os mercados acionistas indianos. Agora, com a retoma da confiança, o grupo de Ambani avança, embora os riscos geopolíticos permaneçam no radar. Na perspetiva de Lisboa e de São Paulo, o aquecimento das estreias asiáticas contrasta com a moderação das bolsas lusófonas, onde as grandes operações têm sido escassas, e pode atrair investidores em busca de diversificação. A pipeline de IPOs na Ásia promete manter-se robusta, ancorada na digitalização, na transição energética e na corrida pelos chips, ainda que a volatilidade externa possa voltar a testar a resiliência destes mercados.

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa indiana e sudasiatica
trionfopragmatismo

A gigante indiana de telecomunicações Jio prepara uma oferta pública recorde de 4 mil milhões de dólares, que deverá tornar-se a maior IPO do país. A operação, juntamente com uma entrada em bolsa de 1 mil milhões no setor da saúde, sublinha a força dos mercados de capitais indianos e o apetite dos investidores pelos setores digital e da saúde.

Stampa cinese/ stato
pragmatismourgenzatrionfo

A procura explosiva de IA está a levar os fabricantes chineses a angariar milhares de milhões para expandir a produção de placas de circuito e equipamentos de chips. Uma venda de participação de 1,5 mil milhões e uma IPO de 410 milhões em Hong Kong refletem o esforço de Pequim pela autossuficiência em semicondutores e a corrida para abastecer a infraestrutura global de IA.

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