
Israel ataca sul do Líbano um dia após acordo de paz mediado pelos EUA
Ataque com drone em Nabatieh ocorre horas depois da assinatura de um acordo-quadro em Washington; Hezbollah rejeita o entendimento e Israel mantém operações contra ameaças.
Menos de 24 horas após a assinatura de um acordo-quadro de segurança entre Israel e o Líbano, mediado pelos Estados Unidos em Washington, um ataque com drone israelita atingiu a localidade de Nabatieh al-Fawqa, no sul libanês, no sábado, 27 de junho. As Forças de Defesa de Israel confirmaram a operação, afirmando que visou um indivíduo que representava uma ameaça para as suas tropas, sem apresentar provas adicionais. A agência noticiosa estatal libanesa noticiou o impacto num parque de diversões da cidade, sem registo imediato de vítimas. O episódio constitui a primeira ação militar israelita contra o Líbano desde a conclusão do entendimento, na véspera.
O acordo, apresentado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, como um primeiro passo para uma paz duradoura, prevê a retirada gradual de tropas israelitas de duas zonas a norte e a sul do rio Litani e a sua substituição por forças armadas libanesas, num programa-piloto. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que o exército permanecerá, contudo, numa “linha amarela” de segurança no sul do Líbano enquanto o Hezbollah não for desarmado. Do lado libanês, o presidente Joseph Aoun afirmou que o acordo porá fim à ocupação. O Hezbollah, por seu turno, rejeitou o documento. O líder do grupo, Naim Qassem, classificou-o como um erro que legitima a ocupação israelita, e o deputado Hassan Fadlallah advertiu que a assinatura “atenta contra a soberania do Líbano e pode gerar graves divisões internas”.
A localização do ataque, fora da zona de segurança exibida em mapas divulgados por Israel, evidencia a fragilidade do mecanismo de cessar-fogo. O texto do acordo, cujo conteúdo integral não foi revelado, deixa em aberto questões centrais como o calendário da retirada total israelita e o desarmamento da milícia xiita. Na perspetiva de analistas europeus, a ambiguidade do documento permite que cada parte o interprete de acordo com os seus interesses imediatos: Israel mantém a prerrogativa de atuar contra ameaças, enquanto o Hezbollah insiste na resistência armada. A imprensa russa sublinha que Netanyahu condicionou qualquer retirada ao desarmamento do Hezbollah, uma exigência que o grupo considera inaceitável.
O contexto imediato do conflito remonta, segundo a imprensa indonésia, à morte do líder supremo iraniano, ayatollah Ali Khamenei, num ataque conjunto de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, em 28 de fevereiro, que levou o Hezbollah a lançar ofensivas contra território israelita em retaliação. A dinâmica regional insere-se na disputa mais ampla entre Israel e o eixo de influência iraniano. O acordo de Washington prevê a criação de mecanismos de coordenação militar e o avanço faseado de medidas para reduzir a presença do Hezbollah no sul do Líbano, mas a concretização desses passos permanece incerta. O exército libanês prepara-se para assumir o controlo das duas zonas-piloto, enquanto Israel reitera que continuará a realizar operações contra alvos que considere ameaçadores. O dossiê permanece em aberto, sem data definida para a próxima ronda de conversações.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | 0.00 | neutral |
Israel strikes southern Lebanon the day after signing a framework agreement, showing that peace is fragile and violations persist.
The report highlights the contradiction between the agreement and the military action, implying that Israel is not honouring its commitments.
The Israeli justification that the target was suspected terrorists threatening IDF soldiers is omitted.
The Israeli army strikes suspected militants in southern Lebanon, acting in self-defence against an imminent threat.
The report relies solely on the Israeli army's statement, presenting the action as a necessary response to a terrorist threat.
The framework agreement signed the day before is not mentioned, nor Hezbollah's reaction or international criticism.
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