
Indonésia e Argentina anunciam ofensiva contra cosméticos ilegais em dia de ações coordenadas
Autoridades dos dois países revelaram apreensões milionárias e proibições de máscaras faciais sem registro, enquanto o Líbano reporta aumento de medicamentos falsificados.
Num mesmo dia, a Indonésia e a Argentina divulgaram operações de grande escala contra a venda de cosméticos ilegais, expondo um problema que se estende por vários continentes. A agência reguladora indonésia (BPOM) anunciou a apreensão de 2,1 milhões de unidades de produtos de beleza, avaliadas em 35,8 mil milhões de rupias (cerca de 2,1 milhões de euros), durante uma fiscalização intensiva realizada em maio de 2026. Simultaneamente, a autoridade sanitária argentina (ANMAT) proibiu a comercialização, distribuição e publicidade de todas as máscaras faciais e cosméticos das marcas Ushas, Fayankou, Kakaziyan e Chovemoar, após detetar a ausência de registo sanitário e indícios de importação ilegal.
As autoridades indonésias detalharam que 86,8% dos itens apreendidos não possuíam autorização de comercialização e mais de 90% eram produtos importados, sobretudo da China. A operação abrangeu 190 instalações de produção e distribuição, das quais 67,4% apresentavam irregularidades. A BPOM recomendou ainda o bloqueio de mais de 9.000 ligações de venda online e a suspensão de acessos de importação junto à alfândega. Na Argentina, a ANMAT ordenou a remoção imediata dos anúncios das plataformas de comércio eletrónico e notificou as autoridades provinciais e de defesa do consumidor, argumentando que a falta de registo impede qualquer garantia sobre a segurança ou composição dos ingredientes.
Há, contudo, uma divergência nos números divulgados pela Indonésia. Enquanto o balanço da operação de maio aponta para 35,8 mil milhões de rupias, um outro comunicado da BPOM refere um valor anual de 260 mil milhões de rupias (15,3 milhões de euros) em cosméticos ilegais detetados ao longo de 2026. A agência atribui o aumento de dez vezes nas apreensões, face ao ano anterior, não a uma maior circulação ilícita, mas à maior eficácia da fiscalização, impulsionada pela colaboração entre as unidades regionais e outros organismos. Observadores em Jacarta notam que a discrepância pode refletir a diferença entre o valor de mercado dos produtos apreendidos numa única operação e a estimativa do prejuízo económico total causado pelo comércio ilegal.
O problema extravasa o setor cosmético. No Líbano, a Associação de Importadores de Produtos Farmacêuticos alertou para o aumento da entrada de medicamentos contrafeitos e da importação ilegal de produtos registados, embora o volume permaneça abaixo da média mundial. Para dificultar as falsificações, o setor prepara a introdução de um holograma tridimensional nos formulários de importação. Em contraste, no Reino Unido, serviços de telemedicina como o Renew+Me oferecem, sob prescrição dermatológica, retinoides de grau farmacêutico para o envelhecimento cutâneo, evidenciando a coexistência de canais regulados e de um mercado paralelo que as autoridades de países lusófonos, como Brasil e Portugal, também procuram conter.
A ANMAT fundamentou a proibição na lei argentina de medicamentos e em resoluções que exigem registo sanitário para todos os cosméticos. A BPOM, por sua vez, reforçou o apelo ao consumidor para que verifique a embalagem, o rótulo, o número de autorização e o prazo de validade, e denuncie produtos suspeitos. As investigações prosseguem em ambos os países, com a retirada de produtos do mercado e a cooperação com plataformas digitais e alfândegas, enquanto não há, até ao momento, relatos de vítimas associadas diretamente a estes lotes específicos.
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
Indonesia, through BPOM, claims success in its surveillance and attributes the increase in seizures to more effective controls, not a worsening of the phenomenon.
Uses numerical data and temporal comparisons to demonstrate the effectiveness of regulatory action, normalizing the situation as under control.
Does not mention similar measures in Argentina, nor the global surveillance context, limiting the narrative to the domestic front.
Argentina, through ANMAT, raises an alarm about illegal cosmetics and imposes an immediate ban to protect public health, emphasizing the illegal entry of the products.
Adopts a tone of urgency and authority, using the official disposition as proof of risk and legitimizing state intervention.
Does not refer to the record seizures in Indonesia, nor to the global dimension of the problem, focusing solely on the Argentine case.
Amplie o olhar
Senador republicano Lindsey Graham, aliado de Trump, morre aos 71 anos após doença súbita
11 idiomas · 45 veículos
De Economy & MarketsCorrida da IA vira disputa por eficiência de custos
6 idiomas · 16 veículos
De TechnologyIA empresarial supera fase piloto e pressiona por talento e eficiência de custos
4 idiomas · 13 veículos