Entrar
Edição das 10:00 CETsexta-feira, 26 de junho de 2026
307 veículos · 17 idiomas846 briefing hoje
Ciência e Saúdesábado, 20 de junho de 2026

Índia proíbe 16 combinações de medicamentos; Irã lista 19 produtos com publicidade vedada

Governos da Índia, do Irã e da Indonésia reforçam o controlo sobre fármacos, alimentos e cosméticos considerados de risco para a saúde pública, em nome da utilização racional e da segurança.

O governo indiano proibiu, com efeito imediato, o fabrico, a venda e a distribuição de 16 combinações de fármacos em dose fixa (FDC), por as considerar desprovidas de “justificação terapêutica” e com riscos potenciais superiores aos eventuais benefícios. A decisão, comunicada pelo Ministério da Saúde da Índia, abrange analgésicos, antiespasmódicos, antibióticos e preparações dermatológicas, como a associação de paracetamol com lignocaína e várias fórmulas de amoxicilina com serratiopeptidase. A medida cumpre uma revisão técnica determinada pelo Supremo Tribunal indiano e baseia-se no parecer de um comité de peritos do Drugs Technical Advisory Board, que identificou combinações irracionais ou potencialmente perigosas.

A proibição insere-se numa política de uso racional de medicamentos que já levara, em anos anteriores, à retirada de outras FDC. A notificação, emitida ao abrigo da Lei de Medicamentos e Cosméticos de 1940, orienta os controladores estaduais e as agências de fiscalização para aplicação rigorosa, ao mesmo tempo que obriga fabricantes e distribuidores a adotar medidas corretivas. A lista inclui também associações de uso tópico com aloé vera e óleos vegetais, refletindo uma atenção acrescida aos produtos de venda livre.

No Irã, o Ministério da Saúde atualizou a lista anual de dezanove bens e serviços prejudiciais à saúde cuja publicidade é proibida em todos os meios de comunicação. A relação inclui enchidos, pizzas, refrigerantes, bebidas energéticas, molhos, salgadinhos, tabaco, serviços de bronzeamento artificial, tatuagens e cosméticos capilares. Apesar de a lei estar em vigor há anos, responsáveis admitem que a sua aplicação nunca foi plena, persistindo a veiculação indireta em séries televisivas e a promoção de suplementos alimentares com alegações infundadas. Paralelamente, a administração de alimentos e medicamentos iraniana alertou para a presença no mercado de máscaras faciais e cremes clareadores sem licença, contendo hidroquinona ou esteroides, capazes de provocar queimaduras químicas, afinamento da pele e manchas irreversíveis.

A preocupação com o uso indevido de substâncias também chegou ao setor agrícola na Indonésia. Após a viralização de vídeos em que agricultores utilizavam paracetamol e complexo B para estimular o crescimento de pimentas, o Ministério da Agricultura indonésio advertiu que não há recomendação oficial nem evidência científica que sustente tal prática. Estudos laboratoriais indicam que as plantas podem absorver resíduos farmacêuticos e acumulá‑los nos tecidos, mas não existem ensaios de campo que comprovem eficácia ou segurança. O fenómeno, associado à busca de alternativas baratas face ao encarecimento dos fertilizantes, motivou o apelo a que apenas se utilizem insumos registados e com base científica.

Estas ações, embora independentes, sublinham uma tendência de maior escrutínio regulatório em economias emergentes. No Brasil, a Anvisa também revê periodicamente combinações de fármacos e já proibiu produtos de risco, em linha com o princípio da precaução. O próximo marco a acompanhar será a efetiva implementação das proibições: na Índia, a fiscalização no terreno pelos órgãos estaduais; no Irã, o cumprimento da vedação publicitária; e na Indonésia, o impacto das orientações do ministério sobre as práticas dos agricultores.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

44%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa indiana e sul-asiáticaImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa indiana e sul-asiática
PragmatismoDistanciamento

The Indian government banned 16 fixed-dose drug combinations, asserting they lack therapeutic justification and pose risks. The move is framed as a necessary step to protect public health and promote rational medicine use. No criticism is directed at the authorities; the ban is presented as scientifically grounded.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
AlarmeUrgência

An urgent health warning is issued over a potentially fatal unapproved peptide product. The tone is alarmist, emphasizing immediate danger and urging public caution. The framing focuses on the severe risks rather than regulatory action.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Apple reacende receios inflacionistas e derruba bolsas globais; petróleo recua·Morre Sergei Ivanov, ex-ministro da Defesa e antigo possível sucessor de Putin·Onda de calor na Europa seria impossível sem mudança climática, conclui estudo·Feminicídios e tentativas em série abalam quatro países em uma semana·Tribunal queniano adia acusação de alunas e exige perícia psiquiátrica, enquanto Nigéria enfrenta violência armada e linchamento·Mayweather-Pacquiao é adiado e outros grandes combates enfrentam impasses·Irão adverte EUA e vizinhos sobre voos israelitas e reivindica direito de retaliação·Washington autoriza transações financeiras com a Venezuela para socorro após sismos·Apple reacende receios inflacionistas e derruba bolsas globais; petróleo recua·Morre Sergei Ivanov, ex-ministro da Defesa e antigo possível sucessor de Putin·Onda de calor na Europa seria impossível sem mudança climática, conclui estudo·Feminicídios e tentativas em série abalam quatro países em uma semana·Tribunal queniano adia acusação de alunas e exige perícia psiquiátrica, enquanto Nigéria enfrenta violência armada e linchamento·Mayweather-Pacquiao é adiado e outros grandes combates enfrentam impasses·Irão adverte EUA e vizinhos sobre voos israelitas e reivindica direito de retaliação·Washington autoriza transações financeiras com a Venezuela para socorro após sismos·
Atualizado 19:463 idiomas · 5 veículos
AnteriorCiência e SaúdePróximo
5 veículos|3 idiomas|3 min de leitura
sábado, 20 de junho de 2026

Índia proíbe 16 combinações de medicamentos; Irã lista 19 produtos com publicidade vedada

Governos da Índia, do Irã e da Indonésia reforçam o controlo sobre fármacos, alimentos e cosméticos considerados de risco para a saúde pública, em nome da utilização racional e da segurança.

O governo indiano proibiu, com efeito imediato, o fabrico, a venda e a distribuição de 16 combinações de fármacos em dose fixa (FDC), por as considerar desprovidas de “justificação terapêutica” e com riscos potenciais superiores aos eventuais benefícios. A decisão, comunicada pelo Ministério da Saúde da Índia, abrange analgésicos, antiespasmódicos, antibióticos e preparações dermatológicas, como a associação de paracetamol com lignocaína e várias fórmulas de amoxicilina com serratiopeptidase. A medida cumpre uma revisão técnica determinada pelo Supremo Tribunal indiano e baseia-se no parecer de um comité de peritos do Drugs Technical Advisory Board, que identificou combinações irracionais ou potencialmente perigosas.

A proibição insere-se numa política de uso racional de medicamentos que já levara, em anos anteriores, à retirada de outras FDC. A notificação, emitida ao abrigo da Lei de Medicamentos e Cosméticos de 1940, orienta os controladores estaduais e as agências de fiscalização para aplicação rigorosa, ao mesmo tempo que obriga fabricantes e distribuidores a adotar medidas corretivas. A lista inclui também associações de uso tópico com aloé vera e óleos vegetais, refletindo uma atenção acrescida aos produtos de venda livre.

No Irã, o Ministério da Saúde atualizou a lista anual de dezanove bens e serviços prejudiciais à saúde cuja publicidade é proibida em todos os meios de comunicação. A relação inclui enchidos, pizzas, refrigerantes, bebidas energéticas, molhos, salgadinhos, tabaco, serviços de bronzeamento artificial, tatuagens e cosméticos capilares. Apesar de a lei estar em vigor há anos, responsáveis admitem que a sua aplicação nunca foi plena, persistindo a veiculação indireta em séries televisivas e a promoção de suplementos alimentares com alegações infundadas. Paralelamente, a administração de alimentos e medicamentos iraniana alertou para a presença no mercado de máscaras faciais e cremes clareadores sem licença, contendo hidroquinona ou esteroides, capazes de provocar queimaduras químicas, afinamento da pele e manchas irreversíveis.

A preocupação com o uso indevido de substâncias também chegou ao setor agrícola na Indonésia. Após a viralização de vídeos em que agricultores utilizavam paracetamol e complexo B para estimular o crescimento de pimentas, o Ministério da Agricultura indonésio advertiu que não há recomendação oficial nem evidência científica que sustente tal prática. Estudos laboratoriais indicam que as plantas podem absorver resíduos farmacêuticos e acumulá‑los nos tecidos, mas não existem ensaios de campo que comprovem eficácia ou segurança. O fenómeno, associado à busca de alternativas baratas face ao encarecimento dos fertilizantes, motivou o apelo a que apenas se utilizem insumos registados e com base científica.

Estas ações, embora independentes, sublinham uma tendência de maior escrutínio regulatório em economias emergentes. No Brasil, a Anvisa também revê periodicamente combinações de fármacos e já proibiu produtos de risco, em linha com o princípio da precaução. O próximo marco a acompanhar será a efetiva implementação das proibições: na Índia, a fiscalização no terreno pelos órgãos estaduais; no Irã, o cumprimento da vedação publicitária; e na Indonésia, o impacto das orientações do ministério sobre as práticas dos agricultores.

Divergência das fontes

Ciência e Saúde · 5 veículos · 3 idiomas

44%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro67%
Crítico33%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa indiana e sul-asiáticaImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa indiana e sul-asiática
PragmatismoDistanciamento

The Indian government banned 16 fixed-dose drug combinations, asserting they lack therapeutic justification and pose risks. The move is framed as a necessary step to protect public health and promote rational medicine use. No criticism is directed at the authorities; the ban is presented as scientifically grounded.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
AlarmeUrgência

An urgent health warning is issued over a potentially fatal unapproved peptide product. The tone is alarmist, emphasizing immediate danger and urging public caution. The framing focuses on the severe risks rather than regulatory action.

Esta notícia apareceu em

5 veículos · 3 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Coreia do Norte testa mísseis e Sul treina 500 mil ‘soldados-drone’

10 idiomas · 24 veículos

De Economy & Markets

Volkswagen prepara corte de até 100 mil postos e fecho de fábricas na Alemanha

10 idiomas · 17 veículos

De Technology

Operações transnacionais expõem hackers acusados de prejuízos bilionários nos EUA e na Argentina

4 idiomas · 8 veículos

Ler mais