
Reembolsos de até 100% no transporte argentino e reajustes tarifários redefinem custos de mobilidade
Enquanto bancos e carteiras digitais na Argentina oferecem devoluções totais em passagens, aumentos de pedágios e tarifas de ônibus no Brasil e a modernização de frotas em Nova Iorque e no Rio de Janeiro mostram diferentes estratégias para o setor.
A generalização de promoções agressivas no transporte público argentino alterou o custo efetivo da mobilidade para milhões de passageiros. Neste mês, a Cuenta DNI do Banco Provincia passou a devolver 100% do valor de passagens de metrô, pré-metrô e ônibus na região metropolitana de Buenos Aires para pagamentos por NFC, enquanto o Mercado Pago oferece 70% de reembolso via QR, com teto de 10 mil pesos. O Santander, em parceria com a MODO, também garante até 100% de volta, limitado a 8 mil pesos mensais. Em paralelo, os pedágios nas rotas para a costa atlântica subiram 6,71%, elevando o custo da viagem a Mar del Plata para 7.900 pesos nas praças principais, num reajuste trimestral atrelado a índices de salários e inflação. A combinação de incentivos ao pagamento digital e atualizações tarifárias reflete, na perspetiva de analistas locais, uma tentativa de conter o impacto da inflação sobre os usuários frequentes ao mesmo tempo em que se preservam receitas de infraestrutura.
No Brasil, o município de Jacareí, no interior paulista, reajustou a tarifa de ônibus em até 30 centavos, com o bilhete pago em dinheiro passando a 5 reais e o cartão comum a 4,50 reais, enquanto a prefeitura subsidia a diferença em relação ao custo técnico de 8,06 reais. O subsídio anual estimado em 24 milhões de reais busca proteger as classes D e E, que representam 95% dos usuários. Já a cidade do Rio de Janeiro anunciou a licitação para incorporar 1,4 mil novos ônibus à frota municipal, um aumento de 57% na oferta, com foco inicial em bairros como Santa Cruz e Bangu. O novo modelo divide a operação em 34 lotes e remunera as concessionárias por quilómetro rodado, em vez do número de passageiros, numa reforma que prevê garagens públicas e contratos de dez anos.
Fora da América Latina, duas iniciativas legislativas e uma disrupção cibernética ilustram a centralidade dos serviços financeiros na vida quotidiana. No Irão, um ataque informático a três bancos estatais — Melli, Tejarat e Saderat — interrompeu durante dias o pagamento de juros de depósitos a prazo e a visualização de saldos, com a reposição gradual dos serviços a partir de 11 de julho. Em Itália, um projeto de lei em discussão no Senado visa proibir que os bancos recusem arbitrariamente a abertura de contas correntes básicas ou encerrem relações unilaterais sem justa causa, exceto por riscos de lavagem de dinheiro. A norma, que também veda cláusulas de rescisão sem aviso prévio, é vista por observadores em Roma como uma resposta à exclusão financeira num contexto de digitalização acelerada.
Em Nova Iorque, a governadora Kathy Hochul e o prefeito Zohran Mamdani apresentaram um plano de 800 milhões de dólares para reformular o sistema de autocarros ao longo de cinco anos. A iniciativa prevê 2.500 veículos novos, corredores rápidos em cinco vias principais e a adoção progressiva do embarque por todas as portas, o que poderá reduzir entre 6 e 12 minutos o tempo de viagem em trajetos de ida e volta. As primeiras ações concentram-se em corredores como Tremont, no Bronx, e Flatbush Avenue, no Brooklyn, com câmaras de fiscalização de faixas exclusivas e abrigos renovados.
Os próximos marcos incluem o fim de julho como prazo de validade para várias promoções argentinas, a entrada em operação dos primeiros 316 autocarros da nova frota carioca no final de agosto e a conclusão da tramitação do projeto de lei italiano, ainda sem data para votação final.
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Os consumidores podem economizar através de promoções bancárias e carteiras digitais, aproveitando reembolsos e descontos.
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