
Incêndio em centro de animação em Lucknow, na Índia, deixa 15 mortos e expõe falhas de segurança
Vítimas, a maioria jovens na faixa dos 20 anos, ficaram presas em edifício sem saída de emergência; autoridades indianas ordenaram investigação e suspenderam funcionários.
Um incêndio deflagrou na tarde de segunda-feira (22) num edifício comercial de três andares no bairro de Aliganj, em Lucknow, capital do estado indiano de Uttar Pradesh, causando a morte de pelo menos 15 pessoas, segundo fontes hospitalares e do governo local. A maioria das vítimas eram jovens adultos, com idades entre 20 e 28 anos, que frequentavam um estúdio de animação e jogos digitais instalado nos andares superiores do prédio.
Testemunhas relataram cenas de pânico, com pessoas a saltar das janelas do primeiro e segundo andares para escapar às chamas e ao fumo denso. Equipas de bombeiros, da Força Nacional de Resposta a Desastres (NDRF) e da força estadual (SDRF) mobilizaram 14 viaturas, incluindo uma plataforma hidráulica, e perfuraram paredes de um edifício contíguo para aceder aos pisos superiores. Vários animais de uma clínica veterinária no rés-do-chão também morreram carbonizados, embora alguns gatos tenham sido resgatados com vida.
O governo do Uttar Pradesh, chefiado por Yogi Adityanath, ordenou a formação de uma equipa especial de investigação (SIT) com prazo de sete dias para apurar as causas e responsabilidades. Quatro funcionários públicos — incluindo engenheiros da companhia elétrica, um oficial de segurança contra incêndios e técnicos da autoridade de desenvolvimento urbano — foram suspensos. A polícia deteve três ou quatro pessoas, entre elas os proprietários do imóvel e os responsáveis pelo estúdio e pela clínica veterinária, com base em acusações de negligência e violação das normas de segurança. O primeiro-ministro Narendra Modi e o governo estadual anunciaram indemnizações às famílias das vítimas.
Permanecem por esclarecer as causas exatas do incêndio — as primeiras hipóteses apontam para um curto-circuito no sistema de ar condicionado da clínica veterinária — e a dimensão real das falhas de fiscalização. Investigações preliminares indicam que o edifício tinha licença de construção para uso residencial, mas funcionava como espaço comercial desde 2014, sem saídas de emergência adequadas e, alegadamente, sem extintores. O incidente ocorre semanas após outro incêndio em Deli que matou 21 pessoas, reacendendo o debate sobre a segurança contra incêndios em estabelecimentos comerciais na Índia. Na perspetiva de Brasília, o caso recorda tragédias como a da boate Kiss, em 2013, que expôs a necessidade de rigor na concessão de alvarás e na inspeção de edificações. As operações de rescaldo e identificação das vítimas continuavam ao final do dia, enquanto as autoridades asseguravam que ninguém permanecia preso no edifício.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um incêndio devastador num edifício em Lucknow, que albergava um centro de coaching e uma loja de animais, causou pelo menos 15 mortos, a maioria estudantes. Enquanto jovens desesperados saltavam das janelas, as equipas de resgate também salvaram vários gatos das chamas. As autoridades, incluindo o primeiro-ministro e o ministro-chefe, ordenaram rapidamente um inquérito de alto nível e anunciaram indemnizações.
Um incêndio num edifício comercial em Lucknow, que albergava um centro de coaching e uma loja de animais, matou pelo menos 11 pessoas. Estudantes encurralados saltaram do primeiro andar enquanto o fogo durou mais de uma hora. As equipas de resgate retiraram os corpos após extinguirem o incêndio.
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