
Grupo H define rival da Argentina e futuro de Cabo Verde no Mundial
Uruguai e Espanha disputam a liderança enquanto a seleção lusófona africana, ainda invicta, busca classificação inédita nos dezesseis avos de final.
A última rodada do Grupo H da Copa do Mundo de 2026 concentra as atenções na definição do adversário da Argentina na fase eliminatória e na possibilidade de uma classificação histórica de Cabo Verde. Nesta sexta-feira, em Guadalajara, o Uruguai de Marcelo Bielsa enfrenta a Espanha precisando de uma vitória para não depender de outros resultados, enquanto os espanhóis, líderes com quatro pontos, jogam pelo empate para confirmar o primeiro lugar. No outro jogo da chave, em Houston, Cabo Verde e Arábia Saudita medem forças com cenários igualmente apertados.
A Espanha chega ao duelo após um empate sem gols com Cabo Verde e uma goleada por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, resultado que, na perspetiva de analistas em Madrid, devolveu a confiança ao time de Luis de la Fuente. O retorno de Pedri a uma função mais recuada na construção de jogadas e a solidez defensiva da dupla Cubarsí-Laporte são apontados como fatores de estabilidade. Já o Uruguai, com dois empates nas duas primeiras jornadas, enfrenta pressão crescente. Observadores em Montevidéu notam que a equipe de Bielsa não conseguiu traduzir em gols a intensidade de sua proposta, e o próprio treinador assumiu responsabilidade pelos erros de organização. Uma derrota elimina os uruguaios; um empate os obriga a torcer contra Cabo Verde.
Cabo Verde, por sua vez, é a única seleção invicta no torneio que ainda não garantiu vaga no mata-mata. Com dois pontos, os Tubarões Azuis seguraram Espanha e Uruguai e agora dependem de si mesmos: uma vitória sobre a Arábia Saudita assegura a classificação, podendo até alcançar a liderança do grupo. Na imprensa brasileira, a campanha da equipe lusófona é acompanhada com simpatia, especialmente por ser a primeira participação do país em Copas. O técnico Bubista terá de lidar com a suspensão do lateral Sidny Lopes e a dúvida sobre Telmo Arcanjo, mas aposta na organização defensiva liderada por Pico Lopes para conter os sauditas, que também precisam vencer para seguir sonhando com uma vaga entre os melhores terceiros.
Na Argentina, o desfecho do grupo é monitorado com atenção redobrada. O segundo colocado da chave será o rival da Albiceleste nos dezesseis avos de final, e uma vitória uruguaia alteraria completamente o chaveamento, podendo evitar um confronto imediato com a Espanha. A imprensa de Buenos Aires ressalta que o duelo entre Uruguai e Espanha, com dois campeões mundiais em campo, ganha atrativo extra por seu impacto direto no caminho da seleção de Lionel Scaloni. Enquanto isso, no México, a chegada da delegação espanhola a Guadalajara foi recebida com entusiasmo por torcedores locais, que aclamaram especialmente Lamine Yamal e Pedri.
Os jogos simultâneos definirão não apenas os classificados do Grupo H, mas também o adversário da Argentina e o posicionamento de Cabo Verde no cenário global. Para a África lusófona, uma vitória representaria um marco histórico e a continuidade de uma campanha que já surpreendeu as previsões iniciais.
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