
Alemanha supera susto e aplica 7–1 histórico ao Curaçao na estreia do Mundial de 2026
Vitória no Grupo E leva tetracampeã a ultrapassar o Brasil como maior artilheira da história das Copas, enquanto a seleção caribenha marca o seu primeiro golo na competição.
A estreia da Alemanha no Campeonato do Mundo de 2026 terminou com um 7–1 que ecoa fantasmas antigos e inscreve novos capítulos. Na madrugada de segunda-feira em Houston, a Mannschaft demoliu o Curaçao, ultrapassando o Brasil como a seleção com mais golos na história dos Mundiais. Agora com 239 tentos, os tetracampeões europeus deixaram para trás os 238 do pentacampeão sul-americano, reacendendo em Brasília e em todo o Brasil a memória traumática do 7–1 de 2014. A goleada, construída com golos de Nmecha (aos 6 minutos), Schlotterbeck, Havertz (duas vezes), Musiala, Brown e Undav, confirmou o favoritismo germânico e expôs o abismo que ainda separa as potências consolidadas dos recém-chegados.
O enredo parecia escrito para uma exibição sem sobressaltos, mas o Curaçao, a mais pequena nação a atuar num Mundial em extensão e população, assinou um instante de lenda. Aos 21 minutos, Livano Comenencia respondeu ao golo inaugural de Nmecha com um remate de pé esquerdo que bateu Neuer e igualou a partida — o primeiro golo do país insular em Copas. O NRG Stadium explodiu, e o próprio Julian Nagelsmann admitiu que a sua equipa ficou «desorientada» durante vários minutos. Esse período de incerteza, lido a partir de Lisboa, foi o único em que se vislumbrou alguma fragilidade na estrutura germânica; depois, a hierarquia restabeleceu-se de forma impiedosa.
Na perspetiva do Rio de Janeiro, a coincidência com o placar da semifinal de 2014 transformou as redes sociais numa torrente de ironia e ressentimento. Para observadores africanos de língua portuguesa, em particular em Angola e Moçambique, a participação do Curaçao — ilha de 155 mil habitantes — reabre o debate sobre a viabilidade do alargamento do torneio a 48 equipas e a exposição de seleções emergentes a humilhações públicas. Vários comentários internacionais criticaram a FIFA por fabricar desequilíbrios que alimentam recordes, mas esvaziam a competitividade.
Em termos desportivos, a entrada de Deniz Undav na segunda parte destravou de vez o ataque alemão. O avançado marcou e serviu dois passes para golo, selando a décima vitória consecutiva da equipa em todas as provas. A Mannschaft mostrou variações táticas que deixam antever um percurso sólido no Grupo E, mas Nagelsmann, elogiando a «coragem e qualidade» do adversário, deixou o alerta: os momentos de desconcentração não se repetirão diante de rivais mais tarimbados. A goleada serviu, assim, como cartão de visita e como lembrete de que a história das Copas se escreve tanto pelo brilho dos gigantes como pela ousadia dos pequenos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Alemanha goleou Curaçao por 7-1, mas o golo histórico dos estreantes e as críticas à FIFA pela expansão do torneio suscitaram ironia e ceticismo. O desnível lembrou a humilhação do Brasil por 7-1 em 2014, questionando a competitividade do Mundial alargado.
A Alemanha reescreveu a história com uma demolição de 7-1 sobre Curaçao, ultrapassando o Brasil como a seleção com mais golos em Copas do Mundo. Enquanto os estreantes festejavam o seu primeiro golo, a noite destacou os marcos estatísticos implacáveis da Alemanha e a sua condição de campeã.
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