
Gana vence Panamá nos acréscimos e arranca com triunfo dramático no Mundial 2026
Caleb Yirenkyi marcou ao minuto 95 e deu aos Black Stars uma vitória crucial no Grupo L, em jogo marcado pela chuva e pela ineficácia panamenha.
O Mundial de 2026 assistiu na noite de quarta-feira, em Toronto, a um desfecho de cortar a respiração. Quando o empate sem golos parecia selado, um contragolpe veloz desenhado por Brandon Thomas-Asante encontrou Caleb Yirenkyi ao segundo poste, e o jovem de 20 anos empurrou a bola para a rede aos 90+5 minutos, garantindo a vitória de Gana por 1-0 sobre o Panamá. A chuva insistente que caiu sobre o BMO Field e a lesão do guarda-redes ganês Lawrence Ati Zigi ao intervalo tornaram o triunfo ainda mais sofrido para os quatro vezes campeões africanos, que assim arrancam com três pontos num Grupo L onde a Inglaterra já havia goleado a Croácia por 4-2.
O encontro, tecnicamente pobre durante largos períodos, teve o Panamá como protagonista na primeira parte. Os canaleros controlaram a posse de bola, rondaram a área adversária e obrigaram Ati Zigi a intervenções decisivas logo nos minutos iniciais, mas a falta de pontaria — com remates de Cecilio Waterman, Cesar Blackman e Jiovany Ramos a saírem por cima ou a serem bloqueados — revelou-se fatal. Gana, sem qualquer remate enquadrado nos primeiros 45 minutos, regressou do balneário mais equilibrada e acabou por castigar a ineficácia centro-americana com um lance de contra-ataque que o selecionador Carlos Queiroz classificou como fruto da inteligência coletiva: “Ganhámos o jogo com o cérebro”, afirmou o técnico português, elogiando a paciência tática dos seus jogadores.
Na perspetiva de Lisboa e do Rio de Janeiro, a partida foi recebida com um olhar cético sobre o nível exibido. Observadores em Portugal notam que o triunfo de Gana, embora merecido pela persistência, não disfarça as limitações ofensivas de uma seleção que ambiciona regressar aos oitavos de final pela primeira vez desde 2010. Já analistas brasileiros sublinham o paralelo com dificuldades crónicas de seleções emergentes: o Panamá, na sua segunda participação em Mundiais, continua sem somar qualquer ponto, repetindo o calvário de 2018, e a derrota no último suspiro expôs a fragilidade emocional de uma equipa que dominou sem ferir. A imprensa africana, por seu turno, destaca a maturidade de Antoine Semenyo, eleito homem do jogo, e a frieza de Yirenkyi, que revelou ter ensaiado exaustivamente aquele movimento de finalização nos treinos.
O desalento panamenho ecoou nas palavras do capitão Yoel Bárcenas, que se disse “muito triste e dececionado” por ver a sua seleção sair de mãos vazias de um jogo que considerava acessível. A derrota complica severamente as aspirações do conjunto de Thomas Christiansen, agora obrigado a pontuar diante de Croácia e Inglaterra para alimentar o sonho de um inédito apuramento. Gana, vice-líder do grupo, terá pela frente o confronto com os ingleses em Boston, um teste que Semenyo já antecipou como “difícil”, mas que os Black Stars encaram com a confiança de quem sabe que, em noites de chuva e sofrimento, o cérebro também decide jogos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Gana conquistou uma vitória dramática nos acréscimos, provocando euforia entre os torcedores. O gol de Yirenkyi mantém vivo o sonho das Estrelas Negras de chegar à fase eliminatória.
O Panamá dominou longos períodos, mas voltou a pagar pela falta de eficiência, sofrendo um gol no último lance. A derrota deixa um gosto amargo, já que os Canaleros estiveram a segundos do primeiro ponto histórico em Copas e agora enfrentam uma batalha difícil para avançar.
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