
Gana impõe bloco defensivo e segura Inglaterra em 0 a 0 no Grupo L
Com 79% de posse e 19 remates, Inglaterra esbarrou na disciplina tática ganense; empate deixa as duas seleções com 4 pontos e decisão adiada para a última rodada.
O Estádio Gillette, em Foxborough, foi palco de um duelo de estratégias opostas que terminou sem golos. A Inglaterra dominou a posse de bola (79%, o registo mais alto de uma equipa que não marcou num jogo de Mundial em seis décadas) e rematou 19 vezes, mas esbarrou repetidamente numa Gana organizada num bloco baixo, com dez jogadores atrás da linha da bola. Thomas Tuchel, selecionador inglês, descreveu a exibição defensiva ganense como “uma das atuações físicas mais impressionantes que já vi de uma equipa a defender”. Harry Kane desperdiçou a oportunidade mais flagrante aos 86 minutos, atirando por cima após um ressalto na trave, enquanto Antoine Semenyo, já perto do fim, viu um remate ser bloqueado pelo próprio companheiro numa rara transição rápida dos Black Stars.
As reações no final do encontro espelharam a natureza do jogo. Tuchel reconheceu que a Inglaterra “não foi clínica” e que o adversário “celebrou o 0-0 como uma vitória”, respeitando essa abordagem. Declan Rice, médio inglês, admitiu a dificuldade de enfrentar “onze jogadores atrás da bola” e elogiou a compactação ganense, mas recusou alarmismo: “Continuamos com grande hipótese de vencer o grupo”. Jude Bellingham reforçou que não há pânico no balneário. Do lado ganense, Semenyo assumiu que “defendemos a maior parte do jogo, era o que a equipa precisava”, enquanto o guarda-redes Jordan Pickford confessou que a Inglaterra já esperava um adversário duro, perigoso no contra-ataque.
O empate mantém as duas seleções no topo do Grupo L com quatro pontos, mas a Croácia, que bateu o Panamá por 1-0, soma três e mantém viva a luta pela qualificação. Gana, que poderia ter garantido antecipadamente um lugar nos 32 avos caso Panamá e Croácia tivessem empatado, viu esse cenário desfazer-se com o golo de Ante Budimir. Assim, a última jornada, no sábado, será decisiva: a Inglaterra enfrenta o Panamá em Nova Jérsia, enquanto Gana mede forças com a Croácia, precisando de um resultado positivo para seguir em frente.
Na perspetiva de Brasília, analistas observam que a ineficácia ofensiva inglesa perante um bloco baixo reacende dúvidas sobre a candidatura dos Three Lions ao título, sobretudo se encontrarem adversários mais letais no contra-ataque nas fases eliminatórias. Em Lisboa, comentadores sublinham a lição tática: a disciplina física e a paciência defensiva de Gana neutralizaram a superioridade técnica, um guião que seleções como Portugal já enfrentaram em Mundiais anteriores. Em Luanda e Maputo, a exibição ganense é saudada como um triunfo da organização coletiva africana, capaz de travar um dos favoritos, e vista como um modelo a inspirar as seleções lusófonas do continente em futuras competições.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Gana ergueu uma muralha defensiva intransponível, frustrando a Inglaterra e conquistando um empate que aproxima os Black Stars da fase de 32. Uma exibição de disciplina e sacrifício que mantém o grupo em aberto e enche o continente de orgulho.
A Inglaterra dominou a posse de bola mas não conseguiu furar a defesa de Gana, levantando dúvidas sobre sua capacidade ofensiva. Apesar do otimismo de Rice e Bellingham, a imprensa alerta que essa falta de pontaria pode se tornar um problema sério no mata-mata.
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