
Equador e Paraguai encaram Alemanha e Austrália com a sobrevivência no Mundial em jogo
As duas seleções sul-americanas entram em campo nesta quinta-feira sob pressão máxima, precisando de vitórias para manter vivas as chances de classificação às oitavas de final.
A quinta-feira (25) concentra o drama sul-americano na Copa do Mundo de 2026. No MetLife Stadium, em Nova Jersey, o Equador enfrenta a Alemanha às 14h (horário local) carregando a urgência de um resultado positivo para não depender de combinações no Grupo E. A ‘Tri’ chega à terceira rodada com apenas um ponto, após derrota por 1 a 0 para a Costa do Marfim e um empate sem gols diante da estreante Curaçao, e ainda não balançou as redes no torneio. Na perspetiva de Quito, a seca ofensiva é o principal obstáculo: a equipa de Sebastián Beccacece, que ostentava 19 jogos de invencibilidade antes do Mundial, vê a geração de Moisés Caicedo, Piero Hincapié e Enner Valencia diante da possibilidade de repetir o vexame boliviano de 1930 e 1950 — encerrar uma Copa sem marcar.
Do outro lado, a Alemanha já garantiu a vaga nas oitavas e lidera o grupo com seis pontos, após golear Curaçao por 7 a 1 e virar sobre a Costa do Marfim com dois gols do suplente Deniz Undav, o segundo aos 94 minutos. Analistas europeus sublinham que o triunfo classificou os campeões de 2014 para a fase eliminatória pela primeira vez desde os fracassos de 2018 e 2022, e que uma vitória sobre o Equador igualaria a maior sequência de triunfos da história da seleção alemã, 12 consecutivos, registada entre 1979 e 1980. O técnico Julian Nagelsmann tem à disposição um ataque versátil com Jamal Musiala, Florian Wirtz, Leroy Sané e Kai Havertz, e a imprensa do mundo árabe destaca que os germânicos buscam a quarta campanha perfeita na fase de grupos.
Horas mais tarde, às 23h (de Brasília), o Paraguai mede forças com a Austrália no Levi’s Stadium, em São Francisco, num duelo direto pela segunda vaga do Grupo D. Com três pontos cada, as seleções vivem situações opostas: os australianos, que venceram a Turquia por 2 a 0 e perderam para os Estados Unidos pelo mesmo placar, avançam com um simples empate graças ao saldo de gols zerado, contra -2 dos paraguaios. Já a ‘Albirroja’, que foi goleada pelos anfitriões norte-americanos na estreia (4 a 1) e bateu os turcos por 1 a 0 mesmo com um jogador a menos, precisa da vitória para não ficar à mercê da tabela de melhores terceiros. A expulsão do criador Miguel Almirón obriga o técnico Gustavo Alfaro a reinventar o meio-campo, depositando em Julio Enciso e no herói da rodada anterior, Matías Galarza, a responsabilidade de furar a defesa australiana.
Observadores em Lisboa e em Sydney notam que o histórico favorece os Socceroos: em cinco amistosos, a Austrália nunca perdeu para o Paraguai, com duas vitórias e três empates. A solidez defensiva, ancorada no jovem Alessandro Circati, e a velocidade do extremo Nestory Irankunda, autor de um golaço contra a Turquia, são as armas de Tony Popovic para controlar o ímpeto paraguaio. A imprensa argentina, por sua vez, ressalta que a ‘Albirroja’ mostrou caráter ao resistir com dez homens na jornada anterior, mas a ausência de Almirón retira a principal válvula de criação, exigindo uma atuação coletiva de alto risco.
O regulamento da FIFA para 2026, que prioriza o confronto direto em caso de empate em pontos, não será aplicado neste duelo porque as equipas ainda não se enfrentaram. Assim, se o jogo terminar empatado, a diferença de gols definirá o classificado, favorecendo a Austrália. O perdedor, com três pontos, ainda poderá sonhar com uma vaga entre os oito melhores terceiros colocados, mas dependerá de uma complexa combinação de resultados nos demais grupos. A noite em São Francisco, portanto, carrega o peso de uma eliminatória antecipada para duas nações que veem no Mundial a oportunidade de afirmação global.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Equador e Paraguai entram nas últimas partidas da fase de grupos com o futuro na Copa pendurado por um fio. O Equador precisa achar o gol contra uma Alemanha já embalada, enquanto o Paraguai, sem seu craque suspenso, é forçado a vencer a Austrália para evitar a eliminação. A narrativa é de obrigação e urgência, com toda a região torcendo para que seus representantes agarrem a chance.
O desfecho do Grupo D é uma equação simples: a Austrália avança com um empate, enquanto o Paraguai precisa vencer para ultrapassá-la. Com os Estados Unidos já classificados e a Turquia eliminada, a partida é desprovida de drama mais amplo, reduzida a um cálculo clínico de saldo de gols e confrontos diretos. A cobertura é imparcial, tratando o duelo como um quebra-cabeça matemático, não como uma cruzada nacional.
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