
G7 reforça apoio militar à Ucrânia e aperta sanções contra energia russa
Líderes do G7 prometem acelerar envio de defesas aéreas e mísseis de longo alcance a Kiev, enquanto aumentam sanções ao petróleo e gás russos e celebram o acordo entre Washington e Teerã.
Reunidos em Évian-les-Bains, na França, os líderes do G7 aprovaram uma declaração conjunta que promete acelerar o envio de sistemas de defesa aérea, interceptores e armamentos de longo alcance para a Ucrânia, além de estudar a extensão de licenças que permitam a Kiev expandir a sua produção militar doméstica. O texto, negociado sob a presidência francesa de Emmanuel Macron, foi descrito pelo chanceler alemão Friedrich Merz como o primeiro comunicado geopolítico unânime obtido durante o segundo mandato de Donald Trump, sinalizando um alinhamento delicado entre as potências ocidentais.
O bloco reforçou ainda as sanções contra o setor de petróleo e gás da Rússia, argumentando que o momento é propício após o acordo intermediado por Trump para reabrir o Estreito de Ormuz. A imprensa russa, como o Kommersant e o Vedomosti, destacou a decisão de aumentar a pressão sobre a economia de guerra de Moscou, enquanto a agência TASS reportou um dos maiores ataques ucranianos com drones a uma refinaria russa, ilustrando a escalada dos combates. Na perspetiva de Brasília, os desdobramentos podem influenciar os mercados globais de energia, com reflexos indiretos para produtores como o Brasil.
Paralelamente, os líderes celebraram o memorando de entendimento entre Washington e Teerã como uma 'oportunidade histórica' para encerrar a guerra no Médio Oriente e impedir que o Irão adquira armas nucleares. Trump, que se reuniu com Volodymyr Zelenskyy e classificou o encontro como 'muito bom', afirmou que a Rússia deve fazer um acordo de paz e que fará o possível para pôr fim a um conflito que, segundo ele, deveria ter sido o mais fácil de resolver entre os oito que já mediou — uma alegação amplamente contestada.
A cimeira, que também recebeu executivos do setor de inteligência artificial para debater segurança online infantil, foi acompanhada com atenção pela imprensa lusófona. No Brasil, portais como UOL e G1 sublinharam o 'novo momento' na guerra e o compromisso com mais armas, enquanto em Itália, o Domani e o Lettera43 notaram que as preocupações iniciais com a postura de Trump foram superadas pela unidade em torno da Ucrânia. Em África, o diário ganês The Ghana Report enfatizou a promessa de reforço das defesas aéreas ucranianas, um tema sensível para países que observam o impacto das sanções energéticas no custo de vida.
O desfecho do encontro projeta um G7 determinado a usar instrumentos económicos e militares para isolar a Rússia e estabilizar o Médio Oriente, mas a concretização das promessas dependerá da coesão interna do grupo e da volatilidade do tabuleiro geopolítico. A inclusão de temas como a inteligência artificial sugere que o clube das democracias ricas procura alargar a sua influência normativa para além das crises imediatas, num momento em que a ordem internacional enfrenta tensões múltiplas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Os países do G7 concordaram em apertar as sanções contra o setor energético russo e aumentar o fornecimento de armas de longo alcance e sistemas de defesa aérea à Ucrânia. Moscou vê isso como uma escalada da pressão ocidental, convenientemente sincronizada após o acordo EUA-Irã. A posição unida é vista como prolongamento do conflito, e não como busca pela paz.
Os líderes do G7 demonstraram unidade inabalável no apoio à Ucrânia, prometendo entregar mais sistemas de defesa aérea, interceptores e armas de longo alcance, além de apertar as sanções ao petróleo e gás russos. A cúpula saudou o acordo EUA-Irã como um passo que pode liberar atenção para encerrar a guerra russa. A mensagem é clara: o Ocidente continuará armando a Ucrânia e sufocando a economia de Moscou até que ela faça um acordo.
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