
França e Marrocos reeditam duelo da semifinal de 2022 nos quartos do Mundial de 2026
Quatro anos após a vitória francesa por 2 a 0 que interrompeu a campanha histórica marroquina, as duas seleções voltam a se enfrentar nesta quinta-feira em Boston, com vaga na semifinal em jogo.
O golo de Theo Hernández aos cinco minutos e o remate certeiro de Randal Kolo Muani na segunda parte selaram, a 14 de dezembro de 2022, o destino de Marrocos na única semifinal africana da história dos Mundiais. Agora, no Gillette Stadium, em Boston, o reencontro das quartas de final da Copa de 2026 coloca frente a frente uma França que persegue a terceira final consecutiva — feito só alcançado por duas seleções europeias — e um Marrocos que já não é surpresa, mas sim uma potência consolidada do futebol global.
A trajetória francesa até aqui reforça o favoritismo. Líder do Grupo I com 100% de aproveitamento, a equipa de Didier Deschamps goleou Senegal, Iraque e Noruega, eliminou a Suécia por 3 a 0 nos dezasseis-avos e, nos oitavos, superou um Paraguai extremamente defensivo com um penálti de Kylian Mbappé. O avançado do Real Madrid soma sete golos no torneio e 19 em Copas, atrás apenas de Lionel Messi na tabela histórica. Michael Olise, com cinco assistências, e Ousmane Dembélé, com quatro golos, completam um ataque que, na perspetiva de Brasília, é o mais temido da competição. A dúvida é a condição física de Aurélien Tchouaméni, com uma lesão muscular que deve dar lugar a Manu Koné no meio-campo.
Marrocos, por sua vez, chega embalado por uma invencibilidade de 34 jogos no tempo regulamentar. Depois de empatar com o Brasil na estreia, venceu Escócia e Haiti na fase de grupos, eliminou os Países Baixos nos penáltis e, nos oitavos, goleou o anfitrião Canadá por 3 a 0, com dois golos de Azzedine Ounahi. Observadores em Lisboa notam que a seleção de Mohamed Ouahbi alia solidez defensiva — o guarda-redes Yassine Bounou fez nove defesas e manteve duas balizas a zero — a transições rápidas lideradas por Brahim Díaz e Achraf Hakimi. A baixa mais sentida é a do avançado Ismael Saibari, artilheiro da equipa na fase de grupos, que saiu lesionado frente ao Canadá e é dúvida.
O historial pesa a favor dos europeus: em seis confrontos, quatro vitórias francesas e dois empates, incluindo o 2 a 0 de 2022. Contudo, analistas africanos sublinham que a equipa marroquina atual é mais madura e profunda, reflexo de um investimento estatal que já rendeu um título mundial sub-20 e a primeira classificação de uma seleção árabe feminina para o Mundial de 2027. A própria composição dos plantéis evidencia os laços migratórios: 18 dos 26 convocados franceses têm origem estrangeira, enquanto 19 dos 26 marroquinos nasceram fora do país, seis deles em França.
O vencedor do duelo, arbitrado pelo argentino Facundo Tello, enfrentará nas semifinais, em Dallas, o sobrevivente do Espanha-Bélgica. Para a França, é a oportunidade de se juntar à Alemanha e ao Brasil como tricampeã consecutiva de finais; para Marrocos, a hipótese de repetir o feito de 2022 e manter viva a esperança de um título inédito para o continente africano.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.50 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
| Imprensa europeia continental | +0.10 | neutral |
Morocco claims its revenge, turning the match into a matter of national pride and historical redemption.
The narrative relies on the memory of the 2022 defeat, presenting the match as a test of strength and determination to overcome past trauma.
Morocco omits mentioning France's perfect tournament record (5 wins) and the threat of Mbappé, which could temper revenge hopes.
The Arab Gulf sides with Morocco, recalling the pain of defeat and calling for redemption.
The narrative emphasizes past suffering to create empathy and justify the quest for revenge.
The Arab Gulf omits mentioning France's favorable historical record (3 wins, 1 loss, 3 draws) and France's winning streak in the tournament.
Continental Europe observes the match with detachment, describing facts without taking sides.
The narrative limits itself to reporting data and statements, avoiding judgments or emotional involvement.
Continental Europe does not mention the emotional charge of the revenge for Morocco nor the historical context of the 2022 semi-final as a trauma for Moroccans.
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