
FIFA defende anulação de golo alemão que ditou eliminação nos penáltis frente ao Paraguai
Pierluigi Collina, chefe da arbitragem, considerou correta a intervenção do VAR que invalidou o cabeceamento de Jonathan Tah no prolongamento, gerando forte contestação na Alemanha.
A Alemanha foi afastada do Mundial de 2026 na primeira ronda a eliminar, ao cair nos penáltis (4-3) diante do Paraguai, depois de um empate 1-1 que se prolongou até ao fim do tempo extra. O momento que condensou toda a frustração germânica surgiu aos 102 minutos, quando Jonathan Tah cabeceou para o fundo das redes na sequência de um canto, lance que daria a vantagem de 2-1. O árbitro marroquino Jalal Jayed, porém, foi chamado pelo videoárbitro e, após rever as imagens na linha lateral, anulou o golo por falta de Waldemar Anton sobre o guarda-redes Orlando Gill.
A decisão encontrou respaldo imediato no mais alto escalão da arbitragem mundial. Pierluigi Collina, responsável pelo setor na FIFA, publicou uma análise em que descreve a recomendação dada aos juízes: observar com atenção os movimentos de atacantes que, sem interesse na bola, procuram travar a progressão de um defesa, em especial a do guardião. “Mesmo um contacto ligeiro, se for consciente e tiver a clara intenção de impedir o adversário de defender, deve levar o árbitro e o VAR a analisar a situação e a intervir”, escreveu o italiano, ilustrando o texto com uma fotografia exatamente do choque entre Anton e Gill.
Na Alemanha, a leitura foi diametralmente oposta. O selecionador Julian Nagelsmann classificou o episódio como “um escândalo total” e afirmou que “não há ali, nem de longe, uma falta”. O antigo árbitro Manuel Gräfe, comentador do jornal Bild, foi ainda mais incisivo: “Anular este golo é uma piada. O paraguaio atirou-se para o chão e foi premiado. Não há agarrão, nem empurrão, nem derrube. É uma farsa.” Já o inglês Mark Clattenburg, em declarações à Fox Sports, sustentou que se tratava de “uma falta clara”, alinhando com a posição da FIFA.
Nos países lusófonos, o lance foi acompanhado como um teste à coerência do protocolo de videoarbitragem. Comentadores no Brasil e em Portugal sublinharam que a orientação de Collina procura uniformizar critérios em lances de obstrução sem disputa de bola, mas que a sua aplicação num jogo eliminatório gerou acesa controvérsia. A eliminação precoce da Alemanha, uma das favoritas, reacendeu o debate sobre a fronteira entre o rigor regulamentar e a fluidez do espetáculo.
Com o desfecho, o Paraguai segue para os oitavos de final, enquanto a Mannschaft regressa a casa mais cedo do que em qualquer edição recente do torneio. A FIFA, pela voz de Collina, manteve a linha de que treinadores e jogadores foram previamente informados sobre este tipo de faltas táticas, e que a atuação do árbitro marroquino não deveria surpreender ninguém.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +1.00 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.80 | critical |
Paraguay celebrates the victory as a triumph of national identity, with the president signing the holiday decree wearing the national team shirt.
The narrative relies on personification of the state: the president as fan and symbol of the nation, making the victory a collective and indisputable fact.
It omits the controversy over the disallowed goal and German protests, presenting the victory as clear and deserved.
Germany was robbed: a valid goal disallowed and an unjust elimination. German media denounce the refereeing and bad luck, while commentators attack the team.
The 'stolen goal' rhetoric creates a frame of injustice that shifts responsibility from the team's performance to the referee, fueling resentment.
It silences the joyful reaction of Paraguay and the possibility that the defeat was deserved, focusing only on the refereeing error.
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