
FBI investiga operações financeiras da AFA nos EUA durante o Mundial de 2026
Autoridades americanas apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude em contratos comerciais da federação argentina, que movimentaram centenas de milhões de dólares.
O Departamento de Justiça e o FBI dos Estados Unidos conduzem uma investigação preliminar sobre as operações financeiras da Associação do Futebol Argentino (AFA) em território norte-americano, em plena disputa do Mundial de 2026. O foco das apurações, reveladas pela imprensa argentina e confirmadas por fontes em Washington, recai sobre a empresa TourProdEnter LLC, sediada na Flórida, que atuou como agente de cobrança de contratos comerciais internacionais da entidade. De acordo com a documentação analisada, a companhia administrou pelo menos 260 milhões de dólares em receitas da AFA através de contas em cinco bancos dos EUA, mas cerca de 57 milhões de dólares foram distribuídos entre sociedades e beneficiários cuja justificação económica não é clara nos registos bancários.
Na perspetiva de Buenos Aires, o caso insere-se num contexto mais amplo de escrutínio judicial: em dezembro de 2025, forças de segurança argentinas cumpriram mandados de busca e apreensão em duas sedes da AFA e em 18 clubes das três principais divisões, também por suspeitas de lavagem de dinheiro. A investigação norte-americana, porém, ganhou impulso a partir de 2025, quando procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger começaram a recolher depoimentos. O empresário Guillermo Tofoni, que mantém um litígio com a direção da AFA, prestou um testemunho de três horas por videoconferência a agentes do FBI e procuradores em Washington e Miami. Os investigadores procuram agora outras testemunhas com conhecimento direto da gestão de Claudio Tapia e Pablo Toviggino, bem como ex-funcionários do governo de Javier Milei que possam ter tido acesso a informações sensíveis sobre as finanças da federação.
Observadores em Brasília e Lisboa notam que o caso ecoa a lógica do FIFAgate, em que a jurisdição americana foi acionada devido ao uso do sistema financeiro dos EUA para alegados subornos. A AFA, através do seu representante nos Estados Unidos, Tomás Regalado, defendeu num fórum em Miami o princípio da presunção de inocência e sublinhou que a mera existência de uma investigação não constitui prova de culpa. Até ao momento, não foi apresentada qualquer acusação formal contra a entidade ou os seus dirigentes. A investigação permanece numa fase de recolha de documentos e de análise de transações que envolveram contratos com multinacionais como a Adidas e a Warner, canalizados através de bancos como Citibank, Bank of America e JPMorgan.
O dossier encontra-se ainda em estágio preliminar, e fontes judiciais indicam que a decisão sobre a abertura de um processo criminal formal poderá ser tomada apenas após o termo do Campeonato do Mundo. A presença de Claudio Tapia nos Estados Unidos para acompanhar a seleção argentina, que se apurou para os quartos de final, decorre enquanto o dirigente enfrenta outras investigações na Argentina, tendo sido autorizado a viajar mediante fiança. A confluência entre o desempenho desportivo e o escrutínio financeiro internacional coloca a governação do futebol argentino sob uma atenção redobrada, com eventuais desenvolvimentos a dependerem da cooperação entre as autoridades dos dois países e da solidez dos elementos probatórios já recolhidos.
| Imprensa latino-americana | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.20 | neutral |
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
A Argentina denuncia a sombra da lavagem de dinheiro sobre sua federação de futebol em plena Copa do Mundo.
Ao enfatizar o momento do escândalo (durante a Copa do Mundo) e usar um léxico de 'escândalo' e 'investigação', cria-se um senso de crise imediata e culpa implícita.
Omite que a própria Argentina alertou os EUA sobre transações suspeitas em 2024, o que reduziria a magnitude do escândalo.
O mundo árabe registra a investigação americana como um procedimento legal normal contra possível má conduta financeira.
Ao adotar um tom distante e relatar detalhes técnicos (empresa, fluxos), o evento é normalizado como uma questão de conformidade financeira.
Omite o contexto emocional da Copa do Mundo e as implicações para a imagem da Argentina, que poderiam tornar a notícia mais sensacionalista.
A Rússia relata a investigação como já conhecida pelas autoridades argentinas, minimizando sua novidade.
Ao inserir o detalhe de que a Argentina informou os EUA em 2024, o alcance do escândalo é reduzido e a investigação é apresentada como um procedimento cooperativo.
Omite as alegações específicas de lavagem de dinheiro e fraude, que poderiam sugerir maior gravidade.
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