
EUA sancionam turismo cubano enquanto projeto de resort com marca Trump gera controvérsia
Novas restrições atingem ministério e entidades estatais, mas iniciativa de 'Isla Trump' em Cayo Santa María revela canais paralelos de negociação.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira a inclusão do Ministério do Turismo de Cuba e de outras nove entidades estatais na lista de sanções, no âmbito da Ordem Executiva 14404. A medida bloqueia propriedades e interesses financeiros sob jurisdição norte-americana de qualquer empresa controlada em 50% ou mais pelas entidades designadas, o que, segundo a imprensa argentina, pode afetar migrantes com negócios na ilha. Entre os alvos estão as Milícias de Tropas Territoriais, a Associação de Combatentes da Revolução Cubana, as Brigadas de Resposta Rápida e empresas dos setores energético, de comércio exterior e de transporte marítimo.
Na perspetiva de Washington, as sanções visam estrangular as fontes de financiamento do governo cubano e responder a ameaças à segurança nacional. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA continuarão a usar “todos os meios à sua disposição” para promover reformas económicas e políticas. Já o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou as medidas como parte de uma “guerra” com “desígnio genocida”, enquanto o chanceler Bruno Rodríguez denunciou a “intenção criminosa” de punir toda a população. A tensão é amplificada pela presença militar norte-americana no Caribe — o Pentágono deslocou o grupo de ataque do porta-aviões USS Nimitz e vários contratorpedeiros — e por declarações do presidente Donald Trump, que admitiu investigar a possível existência de drones iranianos em Cuba e advertiu que “se os tiverem, trataremos disso”.
Paralelamente, veículos de imprensa dos Emirados Árabes Unidos e do México revelaram que o governo de Díaz-Canel procura investidores árabes para erguer um complexo turístico de luxo em Cayo Santa María, com a anuência de Raúl Guillermo Rodríguez, neto de Raúl Castro e membro da equipa negociadora com Washington. O projeto, que incluiria duas torres e um resort, seria liderado pelo Grupo Bin Haidar, de Abu Dhabi, que terá contactado a família Trump para obter os direitos de uso do nome “Isla Trump”. A iniciativa é interpretada por analistas europeus como um gesto simbólico de distensão, que explora o conhecido interesse do presidente norte-americano pelo setor imobiliário de alto padrão, num momento em que a taxa de ocupação hoteleira cubana no primeiro trimestre não atingiu 13% e o fluxo de turistas caiu 58% nos primeiros cinco meses de 2026 face ao ano anterior.
A sobreposição de sanções e de uma proposta comercial com a marca Trump expõe a complexidade das relações bilaterais. Enquanto o Departamento de Estado qualifica as reformas económicas anunciadas por Havana como “sinais de fumo modestos”, a administração norte-americana nega a existência de negociações diretas ou acordos formais para o resort. O dossiê permanece em aberto: as sanções já produzem efeitos jurídicos imediatos, o projeto “Isla Trump” carece de confirmação oficial e a investigação sobre os alegados drones iranianos prossegue, com Trump a prometer uma resposta célere caso se confirmem as suspeitas.
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.50 | critical |
We expose the contradictions: Washington tightens sanctions while Havana secretly courts Trump with a luxury resort, and Trump himself escalates threats over Iranian drones. The side taken is that of a critical observer, skeptical of both US aggression and Cuban duplicity.
By juxtaposing the official sanctions with the leaked 'Isla Trump' project and the drone threat, the bloc creates a narrative of a multi-layered crisis where Cuba's survival moves appear cynical and US pressure is relentless.
The bloc omits the humanitarian impact of the sanctions on ordinary Cubans and any justification from the Cuban government for its actions.
We reveal the indecent proposal: Cuba tries to bribe Trump with a resort to stave off invasion. The side taken is that of a scandalized European observer, condemning Cuba's cynical maneuver.
By using the sensational label 'proposta indecente' and framing the proposal as a direct attempt to avoid war, the bloc moralizes the situation and delegitimizes Cuba's diplomatic efforts.
The bloc omits the context of the US sanctions that likely motivated Cuba's proposal, and any mention of the US escalation of pressure.
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