
EUA lançam nova ofensiva e bloqueio naval contra o Irão no Golfo
O Comando Central americano anunciou uma vaga de ataques de 90 minutos à ilha de Tunb Grande e a interceção de navios, enquanto Teerão retaliou contra bases regionais e reportou dezenas de vítimas.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou, na quarta-feira, uma nova série de ataques aéreos contra alvos militares iranianos, incluindo uma operação de 90 minutos com munições de precisão sobre sistemas de defesa costeira e depósitos de mísseis de cruzeiro na ilha de Tunb Grande, no Golfo Pérsico. Em paralelo, Washington reativou o bloqueio naval a portos e zonas costeiras do Irão, tendo intercetado, segundo o próprio CENTCOM, dois navios comerciais que tentavam furar o cerco nas primeiras 17 horas da operação. A ofensiva, que decorreu em duas vagas durante o dia, foi justificada pela administração norte-americana como necessária para \"debilitar a capacidade militar iraniana de ameaçar a navegação comercial\" no Estreito de Ormuz, via por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial.
A resposta de Teerão não se fez esperar. As Forças Armadas iranianas anunciaram ter lançado \"várias vagas de operações com mísseis e drones\" contra centros de comando, logística e defesa aérea dos EUA no Médio Oriente. A televisão estatal iraniana reportou ainda ataques a alvos no Kuwait, Bahrein, Qatar e a uma base norte-americana na Jordânia, numa aparente estratégia de alargar o conflito. Do lado iraniano, o impacto humano foi significativo: o exército confirmou a morte de sete militares num quartel em Bampur, no sudeste do país, atingido por 13 mísseis, enquanto a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, elevou para mais de 30 o número de civis mortos nos bombardeamentos dos últimos dias. Autoridades locais relataram explosões em várias províncias do sul, incluindo Bushehr — onde se situa a única central nuclear iraniana —, Hormozgan e Sistão-Baluchistão, mas sem danos nas instalações atómicas, segundo o governador local.
A escalada ocorre após o colapso do frágil entendimento alcançado em Islamabade, em junho, que previa uma coordenação entre Irão e Omã para a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump declarou, à margem da cimeira da NATO em Ancara, que \"já não há acordo\" e que o cessar-fogo terminou. Em entrevista à Fox News, ameaçou alargar os ataques, na próxima semana, a centrais elétricas e pontes, caso Teerão não aceite um novo acordo. Analistas em Brasília e Lisboa sublinham que a disrupção no Estreito de Ormuz tem implicações diretas para os preços globais da energia, afetando economias lusófonas como a brasileira e a angolana, fortemente dependentes da estabilidade dos mercados petrolíferos.
Até ao momento, as autoridades iranianas não emitiram uma avaliação oficial sobre os danos da última vaga de ataques, mas prometeram uma \"resposta firme\". O CENTCOM, por seu lado, mantém mais de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves na região, enquanto prossegue a campanha de \"pressão máxima\" com novas sanções. A comunidade internacional observa com apreensão o regresso das hostilidades a uma das rotas marítimas mais sensíveis do planeta, num momento em que a diplomacia parece ter dado lugar a uma lógica de retaliação mútua.
| Imprensa iraniana e afins | −1.00 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.70 | aligned |
| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
Iran denounces American aggression as a violation of international law and presents itself as a victim of an unjustified attack.
Iranian press uses the term 'ادعا' (claim) to cast doubt on the veracity of US statements, turning facts into baseless accusations.
The context of Iranian provocations that led to the blockade, such as attacks on commercial shipping, is omitted, which is present in Atlantic reports.
The United States acts to defend freedom of navigation and respond to Iranian aggression, restoring order in the Gulf.
Atlantic press presents US actions as reactive and proportionate, emphasizing Iranian threats and collateral victims to legitimize the use of force.
The Iranian perspective on the causes of the conflict, such as the perception of an economic siege, is omitted, and Iranian civilian casualties are downplayed.
Gulf countries observe the escalation cautiously, recording facts without openly taking sides, but emphasizing the importance of regional stability.
Gulf Arab press adopts a detached tone and focuses on numbers and official statements, avoiding moral judgments to maintain a diplomatic position.
Explicit criticism of either Iranian or US actions is omitted, as well as the role of Gulf states in the conflict, to avoid compromising relations.
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