
Após veto por jogo no Irã, ex-campeão espanhol chega aos EUA com ex-colega brasileiro para a final
Joan Capdevila, que tivera o visto eletrônico negado, embarcou ao lado de Marcos Senna após campanha pública que mobilizou até o chef José Andrés e um apelo direto a Donald Trump.
A imagem publicada pela Associação Espanhola de Desportistas Internacionais na manhã de domingo dissipou as dúvidas: o ex-lateral esquerdo Joan Capdevila, campeão do mundo em 2010, e o antigo médio Marcos Senna, nascido no Brasil e naturalizado espanhol, posavam na pista do aeroporto, prontos para embarcar rumo a Nova Iorque. “Rumo à segunda estrela”, escreveu Senna, numa referência ao possível bicampeonato da Espanha, que a partir das 16h (locais) enfrenta a Argentina de Lionel Messi no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, na decisão do Mundial 2026.
A viagem só foi possível após um imbróglio burocrático que comoveu o futebol espanhol. Capdevila vira o seu pedido de ESTA — a autorização eletrónica de viagem exigida a cidadãos de países isentos de visto para os EUA — rejeitado no final da semana. Em desespero, recorreu à rede social X com um apelo direto: “Preciso de ajuda, Donald Trump. Acabam de me dizer que não posso viajar para a final com os meus filhos porque me negaram o ESTA”. O próprio ex-jogador revelaria, em entrevista à rádio Cadena Cope, que a razão provável da recusa residia num jogo de exibição disputado em Teerão, em 2016, quando integrou uma seleção de estrelas da LaLiga. A participação num evento em território iraniano, interpretada pelas autoridades norte-americanas como potencial fator de inelegibilidade migratória, bloqueou a entrada de um dos heróis do título conquistado na África do Sul.
O caso extravasou as fronteiras desportivas. O mediático chef José Andrés, presidente da ONG World Central Kitchen e figura de relevo nos Estados Unidos, interpelou publicamente Trump, o secretário de Estado Marco Rubio e até a FIFA na mesma plataforma, pedindo que ajudassem “um campeão do mundo a chegar à final”. A pressão surtiu efeito e, em menos de 48 horas, o veto foi levantado. Observadores em Lisboa notam que o episódio ilustra as tensões residuais entre a diplomacia desportiva e as políticas de segurança norte-americanas, enquanto em Brasília a história ganhou contornos especiais devido à presença de Senna, ex-jogador do Villarreal e símbolo da integração luso-brasileira na seleção espanhola que venceu o Euro 2008 e o Mundial 2010.
Agora, Capdevila junta-se a antigos companheiros para apoiar La Roja num duelo de peso. A Espanha procura o segundo título mundial, repetindo o êxito de há 16 anos, enquanto a Argentina defende o cetro conquistado em 2022. A final reúne, assim, camadas de história e redenção, num palco onde a presença de veteranos como Capdevila e Senna sublinha a continuidade entre gerações.
| Imprensa israelense | 0.00 | neutral |
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| Imprensa iraniana e afins | 0.00 | neutral |
| Imprensa europeia continental | +0.30 | aligned |
Capdevila directly appeals to Trump to overcome a bureaucratic hurdle tied to a match in Iran.
Personification of the state: President Trump is presented as the personal interlocutor who resolves the case.
The world champion resolves the visa problem and leaves for New York.
Selective omission: the cause of the initial denial (match in Iran) is kept silent, avoiding drawing attention to a sensitive event.
The reference to the exhibition match in Iran as the reason for the initial denial.
Joan Capdevila, after resolving the visa issue, joins his friends for the final.
Universalization: the story is told as a happy ending for a beloved champion, minimizing Trump's role in the solution.
The direct role of Donald Trump in unblocking the visa is not mentioned.
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