
Israel gasta US$ 50 milhões para reverter queda de apoio nos EUA
Campanha com inteligência artificial e parceria com Brad Parscale tenta conter erosão nas sondagens e dissidência democrata, enquanto AIPAC perde influência no Congresso.
O Governo de Israel destinou pelo menos 50 milhões de dólares a uma campanha de influência nos Estados Unidos, recorrendo a mensagens geradas por inteligência artificial, anúncios em meios conservadores e parcerias com influenciadores digitais. O contrato principal, de 45 milhões de dólares, foi celebrado com a empresa do antigo estratega de Donald Trump, Brad Parscale, segundo o diário The Wall Street Journal. A operação incluiu o envio de milhões de SMS através da plataforma “Friends for Peace” e a criação de conteúdo para condicionar as respostas de assistentes como o ChatGPT. A própria imprensa israelita confirma o investimento, enquadrando-o num reforço orçamental da diplomacia pública que ascenderá a mais de 700 milhões de dólares em 2026.
O esforço ocorre num momento de viragem na opinião pública norte-americana. Sondagens do Pew Research Center indicam que 60% dos adultos nos EUA têm uma visão desfavorável de Israel — um valor que sobe para 80% entre os eleitores democratas. Na Câmara dos Representantes, 103 deputados democratas votaram, em maio, a favor de uma emenda que cortaria uma ajuda militar de 3,3 mil milhões de dólares, um número recorde. Paralelamente, candidatos críticos da guerra em Gaza venceram primárias contra adversários apoiados pelo lobby pró-israelita AIPAC, sinalizando uma erosão do bipartidarismo tradicional em política externa norte-americana. Observadores em Washington notam que a perda de influência do AIPAC se reflete na fragmentação do voto democrata, com figuras como Nancy Pelosi a apoiar votos simbólicos de restrição.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, o orçamento para diplomacia pública em 2026 será de mais de 700 milhões de dólares, um valor superior ao de qualquer outro país que declara gastos de influência nos EUA, nota o Quincy Institute for Responsible Statecraft. A imprensa árabe sublinha o carácter sistemático da campanha, que inclui a criação de personas fictícias nas redes sociais, enquanto analistas russos lembram que a prática não é inédita — recordando as campanhas de relações públicas contratadas pelo regime sírio antes da guerra civil. Órgãos da Indonésia destacam a utilização de inteligência artificial para moldar o debate público, suscitando dúvidas sobre a transparência. A desconfiança foi ilustrada pelo testemunho de uma artista norte-americana que recebeu as mensagens: “Mesmo que fosse uma causa em que acredito, não quero falar com uma IA”, afirmou.
A eficácia da operação permanece incerta. O ex-estratega Steve Bannon afirmou que Israel “está a tentar vender algo que não se pode vender”. Contudo, a injeção financeira projeta o debate para os próximos ciclos eleitorais nos EUA, onde se espera que o financiamento de campanhas e a política para o Médio Oriente continuem a dividir o Partido Democrata. O dossier segue em aberto, com a execução do orçamento de 2026 a ser acompanhada de perto por observadores internacionais, enquanto em Washington se aguardam novas votações simbólicas sobre a ajuda militar a Israel e se discute legislação para reforçar a transparência nas campanhas de influência digital.
| Imprensa israelense | −0.40 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
| Imprensa iraniana e afins | −0.80 | critical |
Israel acknowledges its image crisis but responds with a mix of self-criticism and diplomatic pragmatism.
The opinion piece uses moral outrage to expose hypocrisy, while the factual report normalizes the spending as standard practice, creating a tension that legitimizes both perspectives.
The neutral report omits deep moral critiques, while the opinion ignores strategic reasons for the campaign.
The United States balances traditional loyalty with new democratic pressures, maintaining a pragmatic approach to the alliance.
By presenting both AIPAC's slipping grip and the reaffirmation of the alliance, an apparent balance is created that masks the real tension, suggesting foreign policy is above public opinion.
The specific use of AI in the campaign is omitted, downplaying the scale of Israeli interference.
Iran denounces Israel's manipulation of US opinion via AI as proof of its moral collapse.
The narrative builds credibility by contrasting artificial propaganda with genuine human sentiment, reversing the roles of victim and aggressor.
Any mention of internal Israeli divisions or the US democratic debate is omitted, which would weaken the portrayal of a monolithic Israel.
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