
Trump autoriza voos diretos dos EUA para o Líbano e discute desarmamento do Hezbollah com Aoun
Encontro na Casa Branca, o primeiro de um chefe de Estado libanês desde 2009, resultou no anúncio do fim da proibição de voos em vigor desde 1985 e na apresentação de um plano para desarmar a milícia xiita.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira o levantamento da proibição de voos diretos de companhias aéreas norte-americanas para o Líbano, em vigor desde o sequestro do voo 847 da TWA em 1985. A decisão foi comunicada após uma reunião na Casa Branca com o Presidente libanês, Joseph Aoun, a primeira visita de um chefe de Estado do Líbano a Washington desde 2009. A medida, segundo a administração norte-americana, visa facilitar as viagens de cidadãos dos EUA e sinalizar um novo capítulo nas relações bilaterais, num momento em que Washington procura consolidar o acordo-quadro trilateral assinado com Israel e o Líbano em 26 de junho.
No centro das conversações esteve o plano apresentado por Aoun para desarmar o Hezbollah e reforçar a autoridade do Exército libanês. De acordo com fontes diplomáticas em Washington, o documento propõe que todas as armas no Líbano passem para o controlo do Estado e define as necessidades logísticas e de financiamento das Forças Armadas Libanesas. Aoun, antigo comandante militar, descreveu o exército como “a espinha dorsal da segurança” e advertiu que, sem o apoio norte-americano, o país poderia reviver o caos da década de 1970. Na perspetiva de Beirute, a retirada total das tropas israelitas do sul do Líbano é a condição prévia para a implementação do desarmamento, enquanto Washington, segundo o Departamento de Estado, insiste que o fim da presença militar do Hezbollah é o preço a pagar pela estabilidade.
O encontro coincidiu com o início da retirada israelita das chamadas “zonas-piloto” no sul do Líbano, um primeiro teste ao acordo de 26 de junho. Tropas libanesas começaram a ser mobilizadas para a localidade de Zawtar al-Gharbiya, mas o processo foi marcado por tensão: o Exército libanês denunciou disparos de forças israelitas nas proximidades dos seus soldados, enquanto Israel afirmou ter efetuado tiros de advertência para o ar após militares libaneses terem entrado numa área fora da zona acordada. Trump, questionado sobre o incidente, limitou-se a dizer que a situação seria analisada, sublinhando que as forças israelitas estão “em processo de reconfiguração”.
A visita de Aoun insere-se num esforço mais amplo da administração Trump para reordenar o tabuleiro do Médio Oriente, que incluiu conversações com o Irão e a mediação de um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. O Presidente norte-americano manifestou disponibilidade para dialogar diretamente com o Hezbollah, caso Beirute o solicite, e sugeriu que a Síria, sob a liderança interina de Ahmad al-Sharaa, poderia desempenhar um papel no desarmamento do grupo xiita. Para a diáspora libanesa, incluindo a numerosa comunidade no Brasil, o restabelecimento das ligações aéreas diretas representa uma alteração logística significativa. O plano de Aoun está agora sob análise das agências norte-americanas competentes, enquanto se aguardam os próximos passos da retirada faseada israelita e a reação do Hezbollah, que rejeitou publicamente tanto as negociações com Israel como a entrega de armas.
| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.20 | neutral |
Lebanese President Aoun brings Trump a plan to disarm Hezbollah, criticizing the group's decision to drag Lebanon into war and calling for Israeli withdrawal.
The bloc builds credibility by attributing to Aoun a clear, morally superior stance, contrasting his presidential role with Hezbollah as a destabilizing actor.
The Aoun-Trump meeting is presented as an opportunity for the US to pressure Beirut to disarm Hezbollah, a condition for Israeli withdrawal.
The bloc makes the narrative plausible by emphasizing the logical sequence: disarmament as a prerequisite, and US mediation as the guarantor.
The meeting is framed as a step toward lasting calm, aiming for both Israeli withdrawal and Hezbollah disarmament, in a balance mediated by the US.
The bloc builds credibility by presenting both sides as equally in need of concessions, without assigning specific blame.
Amplie o olhar
Calotes batem recorde na Argentina e no Brasil enquanto juros elevados redefinem poupança global
3 idiomas · 7 veículos
De TechnologyMusk confessa envolvimento político excessivo, mas mantém defesa do DOGE
3 idiomas · 5 veículos
De Science & HealthTerapias de precisão avançam contra doenças raras na China, Reino Unido e Américas
4 idiomas · 6 veículos