
Estrutura oculta sob a Antártida e fóssil de dinossauro reescrevem história do continente gelado
Descobertas geológicas e paleontológicas revelam uma bacia em forma de leque sob o gelo e o primeiro dinossauro antártico, enquanto um iceberg gigante se desintegra e estudos sobre incubação de oviraptores e a Titanoboa lançam luz sobre climas passados.
Uma vasta estrutura geológica em forma de leque, oculta sob mais de três quilómetros de gelo na Antártida Oriental, foi identificada por uma equipa internacional de cientistas. Designada Província da Bacia em Forma de Leque da Antártida Oriental (EAFBP), a formação conecta bacias subterrâneas antes consideradas isoladas, como as de Wilkes e Aurora, num único sistema à escala continental. A descoberta, publicada na Nature Geoscience, sugere que a crusta terrestre se esticou a partir de um ponto de ancoragem perto do Polo Sul durante a fragmentação do supercontinente Gondwana, há cerca de 180 milhões de anos, num processo de extensão rotacional distribuída que enfraqueceu a região e facilitou a separação entre a Antártida e a Austrália.
Paralelamente, um estudo na revista Science revela que ondas do manto, perturbações lentas desencadeadas pela separação continental, elevaram as Montanhas Gamburtsev no leste antártico há cerca de 34 milhões de anos. Esta elevação ultrapassou o limiar de altitude de 1500 a 2000 metros necessário para a formação de gelo permanente, mesmo com temperaturas globais 5°C acima das atuais, explicando por que a Antártida congelou muito antes do Ártico. A mesma região guarda agora o primeiro fóssil de dinossauro descoberto no continente: uma vértebra de titanossauro, encontrada em 1985 mas só agora identificada, que atesta a presença de saurópodes de pescoço longo há 82 milhões de anos, quando a Antártida era coberta por florestas temperadas densas.
Enquanto o passado profundo emerge, o presente imediato mostra a fragilidade do manto de gelo. O iceberg A23a, que se desprendeu da plataforma Filchner em 1986 e permaneceu ancorado no fundo marinho durante décadas, terminou de se desintegrar no Atlântico Sul após um ano de fraturas aceleradas. Com até 3900 quilómetros quadrados, o bloco foi monitorizado por satélites como o Copernicus Sentinel-3, revelando que a sua deriva e derretimento libertaram grandes volumes de água doce, com potenciais impactos nas rotas de pesca e nas cadeias alimentares de krill, focas e pinguins.
Fora do continente gelado, outras investigações expandem o conhecimento sobre a vida e o clima do passado. Cientistas em Taiwan construíram uma incubadora à escala real de um oviraptor, concluindo que estes dinossauros provavelmente combinavam o calor corporal com o calor solar para chocar os ovos, um comportamento distinto das aves modernas. Na Colômbia, a reconstrução da Titanoboa, uma serpente de 13,7 metros e 1,1 toneladas que viveu há 60 milhões de anos, indica temperaturas equatoriais cerca de 10°C mais altas do que hoje. Já na Europa, arqueólogos encontraram uma jarra de cerâmica com dezenas de moedas romanas de bronze dos séculos II e III d.C., um tesouro que ilumina as rotas comerciais e a economia do Império Romano.
Os próximos passos incluem a datação precisa da estrutura em leque e a análise dos sedimentos que pode conter, enquanto o degelo antártico continuará a ser vigiado por satélites. Os fósseis aguardam estudos mais detalhados que possam revelar a diversidade de dinossauros que habitaram a região, e as moedas romanas serão restauradas para exibição pública.
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.30 | critical |
| Imprensa europeia continental | −0.40 | critical |
| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
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