
Espanha vence Argentina na prorrogação e Yamal, aos 19 anos, inscreve-se na história
Com o triunfo por 1 a 0, o atacante do Barcelona torna-se o primeiro jogador com menos de 20 anos a conquistar Eurocopa e Mundial, igualando marcas de Coutinho e Ronaldo.
A Espanha conquistou o segundo título mundial da sua história ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na final do Mundial de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. O golo solitário de Ferran Torres, já no prolongamento, desfez o equilíbrio de um jogo em que a solidez defensiva da equipa de Luis de la Fuente — seis jogos sem sofrer golos em sete — voltou a ser determinante. A vitória encerrou um percurso imaculado na fase a eliminar, que incluiu um triunfo por 2 a 0 sobre a França nas meias-finais, com Lamine Yamal a conquistar a grande penalidade que abriu o marcador.
Aos 19 anos e seis dias, Yamal tornou-se o quarto campeão mundial mais jovem de sempre, atrás apenas de Pelé (17 anos e 249 dias), Ronaldo Nazário (17 anos e 298 dias) e do também brasileiro Coutinho. O extremo do Barcelona, que já havia sido eleito melhor jogador jovem do Euro 2024, é agora o primeiro futebolista com menos de 20 anos a erguer os dois troféus mais importantes do futebol de seleções. Observadores na Ásia sublinham a dimensão estatística do feito, enquanto na América Latina a conquista é lida como a passagem de testemunho geracional de Lionel Messi, que se despediu dos mundiais com a derrota na final.
A campanha de Yamal no torneio foi menos exuberante do que a da Eurocopa, condicionada por uma lesão na fase de grupos que limitou a sua utilização. Ainda assim, o jogador foi titular em todos os jogos a eliminar e participou diretamente em jogadas decisivas, como o penálti sofrido diante da França. A final confirmou o contraste geracional entre as duas seleções: a Espanha alinhou com dois adolescentes — Yamal e Pau Cubarsí, de 19 anos e 178 dias —, enquanto a Argentina apresentou o segundo onze inicial mais velho de uma final mundial, com média superior a 30 anos, apenas atrás do Brasil de 1962.
A imprensa do mundo árabe e da Índia realça o ineditismo de um adolescente disputar as finais do Europeu e do Mundial, um registo que nenhum outro jogador alcançara. Em África, analistas apontam a conquista como o corolário de uma geração espanhola que combina talento da La Masia com uma maturidade tática incomum, projetando um ciclo de domínio que terá continuidade no próximo Mundial, em que a Espanha será anfitriã e defenderá o título. Yamal, então com 22 anos, chegará a essa competição como o rosto de uma equipa que já uniu Europa e o mundo.
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The football world hails the new GOAT: Lamine Yamal has taken the baton from Messi.
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