
Espanha vence Argentina na prorrogação e conquista o bi mundial
Com gol de Ferran Torres no segundo tempo extra, La Roja supera os atuais campeões e ergue a taça pela segunda vez na história.
O MetLife Stadium, em Nova Jérsia, foi palco de um desfecho amargo para a Argentina. Aos 106 minutos, o atacante Ferran Torres, que entrara no decorrer da partida, aproveitou uma brecha na defesa sul-americana para marcar o único golo da final do Mundial de 2026. A Espanha, que já pressionava desde o tempo regulamentar, conseguiu enfim furar o bloqueio de uma Albiceleste reduzida a dez jogadores e assegurou o título com um triunfo por 1-0, repetindo o feito de 2010.
A resistência argentina, que buscava tornar-se a primeira seleção desde 1962 a conquistar dois títulos consecutivos, foi minada pela expulsão de um dos seus defensores e pelo desgaste físico acumulado. O treinador Lionel Scaloni reconheceu a superioridade do adversário: “Eles foram melhores, essa é a verdade”, afirmou, acrescentando que guardará com carinho a memória do grupo e a “enorme dificuldade” de alcançar uma segunda final seguida. Scaloni pediu que a equipa aceitasse a derrota com a mesma dignidade exibida nas vitórias recentes e agradeceu aos adeptos pelo apoio “extraordinário” ao longo do torneio.
Na perspetiva de Brasília, a queda do rival histórico no último obstáculo foi recebida com um misto de alívio e respeito pela trajetória argentina, que incluía o título de 2022 e a liderança de Lionel Messi. Observadores em Lisboa, por sua vez, celebraram o triunfo ibérico como a confirmação de uma geração que, sob o comando de Luis de la Fuente, já havia dominado o futebol europeu. O próprio treinador espanhol admitiu que a equipa “teve de sofrer” para superar a defesa argentina, enquanto Ferran Torres dedicou o golo “aos 47 milhões de espanhóis”.
Em países lusófonos como Angola e Moçambique, onde a final mobilizou audiências massivas, a simpatia por Messi e pela Argentina dividiu espaço com a admiração pela solidez coletiva da Roja. A vitória espanhola encerra um ciclo de hegemonia sul-americana e projeta a Espanha como a terceira seleção europeia a erguer o troféu nas últimas quatro edições.
Com o segundo título mundial, a Espanha consolida uma era de êxitos que inclui a conquista da Eurocopa e reforça a sua posição entre as potências do futebol global. Para a Argentina, a derrota marca o início de uma transição geracional, enquanto o país se despede de uma fase dourada que, ainda assim, deixa duas finais consecutivas como legado.
| Imprensa do Golfo árabe | 0.00 | neutral |
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| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
A Argentina reconhece a superioridade da Espanha e celebra sua própria jornada, com um aceno histórico à busca de Messi.
A citação direta de Scaloni e o contexto histórico da tentativa de Messi de vencer títulos consecutivos conferem credibilidade e profundidade.
A Argentina aceita a derrota com dignidade e pede para valorizar a trajetória, sem se deter nas estrelas.
Ao omitir o contexto de Messi e a tentativa de vitória consecutiva, a narrativa desloca o foco do poder das estrelas para a realização coletiva.
O bloco omite a menção a Lionel Messi e à tentativa da Argentina de vencer Copas do Mundo consecutivas, presente em outros blocos, para se concentrar no esforço da equipe.
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