
Espanha e Argentina decidem o Mundial 2026 com duelo de professor e aluno no banco
La Roja eliminou a França por 2 a 0 e a Albiceleste bateu a Inglaterra por 2 a 1, marcando a primeira final entre seleções comandadas por técnicos com laços de amizade forjados em cursos da federação espanhola.
A Espanha confirmou o favoritismo e a Argentina superou um clássico carregado de história para construir a final da Copa do Mundo de 2026. Em Dallas, os espanhóis controlaram a França com gols de Mikel Oyarzabal, de pênalti, e Pedro Porro, vencendo por 2 a 0 e ampliando para 37 jogos uma invencibilidade oficial que dura desde junho de 2023. Horas depois, em Atlanta, a seleção de Lionel Scaloni derrotou a Inglaterra por 2 a 1 e garantiu o reencontro com o técnico Luis de la Fuente, que foi professor do argentino num curso de treinadores em Las Rozas, em 2017.
A relação pessoal dominou as entrevistas ainda antes da definição do segundo finalista. De la Fuente afirmou que “adoraria jogar contra a Argentina pela amizade que tenho com Scaloni”, embora respeitasse a Inglaterra. A imprensa espanhola recuperou declarações de Scaloni durante a Euro 2024, quando o argentino disse torcer pela Roja e classificou o colega como “um grande tipo” que “deu uma mão enorme” aos alunos. Analistas brasileiros notaram que o vínculo transcende o campo: De la Fuente orientou uma geração que inclui Rodri, Unai Simón e Mikel Merino desde o título europeu sub-19 de 2015, e agora reencontra o ex-aluno na decisão mais importante do futebol.
A campanha espanhola reforça a consistência de um projeto iniciado nas categorias de base. Sob o comando do treinador de 65 anos, a seleção chegou à quarta final consecutiva em grandes torneios — Liga das Nações 2023, Euro 2024, Liga das Nações 2025 e agora o Mundial — feito que a imprensa de Madrid e Barcelona descreve como a consolidação de um estilo baseado na posse de bola e na ocupação racional dos espaços. O próprio De la Fuente resumiu a atuação contra a França dizendo que “a melhor seleção enfrentou o melhor time do mundo”, numa referência ao favoritismo que atribui à sua equipa. Observadores em Lisboa sublinham que a final reúne pela primeira vez na história as quatro seleções mais bem colocadas do ranking da FIFA nas semifinais, sinal de um torneio de alto nível competitivo.
A decisão está marcada para 19 de julho, às 16h locais, no MetLife Stadium em East Rutherford, Nova Jérsia. Será a primeira final de um Mundial com 48 seleções e colocará frente a frente dois treinadores que partilham admiração mútua, mas que agora buscam o título inédito para a Espanha ou o bicampeonato consecutivo para a Argentina. Na perspetiva de Brasília, o confronto ganha contornos de rara densidade tática e emocional, com a amizade suspensa até o apito final.
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Latin America celebrates the bond between De la Fuente and Scaloni, seeing the final as a teacher-student clash, with pride for Argentina.
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