
França e Espanha decidem vaga na final em duelo de estilos opostos
Com ataque prolífico e defesa quase intransponível, as seleções reeditam a semifinal da Euro 2024 no Mundial de 2026, em Arlington.
O confronto entre França e Espanha, marcado para esta terça-feira no AT&T Stadium, em Arlington, define o primeiro finalista do Mundial de 2026. As duas seleções chegaram às semifinais com triunfos nos quartos de final: a França superou Marrocos por 2 a 0, com gols de Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé, enquanto a Espanha eliminou a Bélgica por 2 a 1, graças a tentos de Fabián Ruiz e Mikel Merino, após um empate provisório de Charles De Ketelaere. Ambas as equipas mantêm campanhas invictas, mas com trajetórias distintas: os franceses venceram todos os seis jogos no tempo regulamentar, com um total de 16 gols marcados, ao passo que os espanhóis sofreram apenas um gol em todo o torneio e acumulam 36 partidas consecutivas sem derrota.
O duelo reedita a semifinal do Campeonato Europeu de 2024, vencida pela Espanha por 2 a 1, e reacende a rivalidade recente entre as duas potências. Na perspetiva de Madrid, a confiança é alimentada pelo histórico favorável: a Roja venceu os dois últimos encontros, incluindo um eletrizante 5 a 4 na Liga das Nações de 2025. O jovem Lamine Yamal, que completa 19 anos na véspera do jogo, afirmou que 'se alguém deve ter medo, são eles', referindo-se às eliminações impostas aos Bleus. Do lado francês, o defensor Ibrahima Konaté respondeu que 'não se deve temer ninguém' e que a equipa não se concentrará apenas em Yamal, mas no coletivo espanhol. Observadores em Paris notam que a França, apesar do respeito pelo adversário, aposta na profundidade do seu ataque, liderado por Mbappé, artilheiro da competição com oito gols, e na criatividade de Michael Olise, líder em assistências.
O contraste tático é evidente: a Espanha de Luis de la Fuente privilegia a posse de bola e a paciência, com Rodri e Pedri a ditar o ritmo, enquanto a França de Didier Deschamps explora a velocidade e a verticalidade dos seus extremos. A defesa espanhola, que só foi batida uma vez, terá de conter um ataque que já disparou 110 remates. Já os franceses, que almejam a terceira final consecutiva – feito só alcançado por Alemanha Ocidental e Brasil –, sabem que enfrentam a seleção com maior percentagem de passes certos no torneio. A partida é vista por analistas sul-americanos como uma 'final antecipada', dado o poderio dos dois elencos.
O vencedor enfrentará na final, em 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, o sobrevivente do duelo entre Inglaterra e Argentina, que se disputa no dia seguinte em Atlanta. As quatro semifinalistas são antigas campeãs mundiais e ocupam os quatro primeiros lugares do ranking da FIFA, algo que não ocorria desde o Mundial de 1990. Além da vaga na decisão, está em jogo a perseguição de Mbappé ao recorde de gols em Copas: com 20 tentos, o francês está a um de igualar Lionel Messi, que também disputa a outra semifinal. Para Deschamps, que deixará o cargo após o torneio, a ambição é encerrar o ciclo com o segundo título mundial.
| Imprensa do Golfo árabe | +0.10 | neutral |
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| Imprensa africana subsaariana | +0.20 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
French defender Konate dismisses Yamal's provocations, stating that France fears no one, but emphasizes the importance of humility in a crucial stage of the tournament. The tone is defensive and confident, aiming to downplay the opponent's statements.
Yamal states that Spain should not fear France, having already eliminated them twice. Konate replies dismissively, calling for silence and focus. The clash is framed as a psychological battle between two great teams.
Southeast Asian outlets report statements from both players, balancing Spanish confidence with French respect for the opponent's quality. The picture is one of mutual recognition of each other's strengths, without sharp polarization.
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