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Mídia e Entretenimentosábado, 20 de junho de 2026

Entre risos nos bastidores e dragões em fúria, ‘A Casa do Dragão’ regressa com guerra total

Após dois anos de pausa, a terceira temporada da prequela de ‘Game of Thrones’ estreia a 21 de junho mergulhando de imediato na fase mais atroz da Dança dos Dragões.

No set de filmagens de A Casa do Dragão, o ator britânico Fabien Frankel enfrentava uma dificuldade inesperada: manter a seriedade. Partilhava muitas cenas com a amiga próxima Phia Saban, que encarna a rainha Helaena Targaryen, e bastava olhar para ela, trajada com pesadas vestes medievais e uma peruca platinada, para que ambos desatassem a rir. “Era muito difícil não fazer o ridículo”, confessou Frankel ao jornal mexicano Excelsior, durante uma visita à Cidade do México. A cumplicidade entre os dois atores contrasta com a carnificina que os rodeia: a nova temporada, que estreia este domingo às 22h em Brasília na HBO e na Max, arranca sem tréguas, mergulhando os espectadores diretamente na Batalha do Gaznate, um confronto naval que promete ser o mais sangrento da série até agora.

A espera de dois anos — o rodagem terminou em setembro de 2023 e só foi retomada em março de 2025 — moldou a relação dos intérpretes com as suas personagens. Olivia Cooke, que dá vida a Alicent Hightower, e Fabien Frankel foram escolhidos em 2020. “Somos pessoas completamente diferentes”, afirmou o ator, sublinhando o estranho exercício de regressar a um papel que parece o mesmo, embora o corpo e a voz já não o sejam. Para Cooke, essa estranheza funciona a favor da narrativa: “Gosto muito dessa continuidade ao voltar, algo que já está estabelecido”. A distância temporal ecoa a da própria trama, onde os Targaryen se despedaçam numa guerra civil que, segundo o material original de George R. R. Martin, assenta em ressentimentos acumulados durante décadas de paz aparente.

Nas plataformas de streaming, a série tornou-se um fenómeno que extravasa o universo de Westeros. Na América Latina, a estreia é sincronizada com o horário nobre local: 19h no México, 22h em Brasília. A CNN Brasil publicou um calendário semanal exaustivo dos oito episódios — o último será exibido a 9 de agosto —, sublinhando uma prática que resiste à lógica do binge-watching e que alimenta a conversa nas redes sociais. Os fãs lusófonos, que habitualmente tomam partido entre os “Pretos” de Rhaenyra e os “Verdes” de Alicent, encontram em podcasts e fóruns um espaço para dissecar alianças estratégicas e batalhas aéreas. A produção aproveita esse envolvimento: no dia da estreia, é lançado também um podcast oficial que explora cada detalhe da temporada.

Apesar do aparato épico, o que parece mobilizar o elenco é a dimensão íntima do dano. A morte do pequeno Jaehaerys, decapitado no berço por dois mercenários contratados por Daemon Targaryen (Matt Smith) em retaliação pelo assassinato de Lucerys, permanece como uma ferida aberta. Phia Saban, que interpreta a mãe obrigada a testemunhar o horror e a fugir com a filha nos braços, carrega uma dor silenciosa que, segundo os atores, confere à guerra uma textura moral mais complexa. Não haverá heróis puros nesta dança: as alianças são precárias, os dragões semeiam fogo indiscriminado e as maquinações de Otto Hightower (Rhys Ifans) e Corlys Velaryon (Steve Toussaint) prometem arrastar reinos inteiros para o abismo.

Quando o primeiro episódio de 2026 se apagar no ecrã, ficará a imagem de Helaena a correr pelos corredores do Castelo Vermelho, a inocência despedaçada. Lá fora, os exércitos dos Pretos e dos Verdes marcham, os dragões cruzam os céus e a estação do derramamento de sangue apenas começou. Nos bastidores, entre uma tomada e outra, Frankel e Saban talvez ainda troquem um sorriso cúmplice — uma lembrança de que, por detrás dos trajes pesados e dos roteiros de devastação, resiste a camaradagem de quem cresceu ao longo de seis anos dentro desta tragédia em technicolor.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

48%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa latino-americana
Imprensa atlântica / anglosfera
DistanciamentoPragmatismo

O retorno de House of the Dragon para sua terceira temporada é contextualizado na intrincada narrativa da guerra civil Targaryen, com recapitulações detalhadas e análises que destacam o ponto de virada dramático da série. A cobertura concentra-se na narrativa e nos arcos dos personagens, mantendo um tom neutro e informativo que prepara o público para o conflito vindouro.

Imprensa latino-americana
UrgênciaTriunfo

A tão aguardada terceira temporada de House of the Dragon chega com intensa energia promocional, enfatizando a guerra sangrenta iminente e os detalhes de programação para os fãs ansiosos. A cobertura reflete um entusiasmo centrado nos fãs, destacando as perspectivas dos atores e a promessa de ação ininterrupta, criando um senso de urgência e antecipação coletiva.

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sábado, 20 de junho de 2026

Entre risos nos bastidores e dragões em fúria, ‘A Casa do Dragão’ regressa com guerra total

Após dois anos de pausa, a terceira temporada da prequela de ‘Game of Thrones’ estreia a 21 de junho mergulhando de imediato na fase mais atroz da Dança dos Dragões.

No set de filmagens de A Casa do Dragão, o ator britânico Fabien Frankel enfrentava uma dificuldade inesperada: manter a seriedade. Partilhava muitas cenas com a amiga próxima Phia Saban, que encarna a rainha Helaena Targaryen, e bastava olhar para ela, trajada com pesadas vestes medievais e uma peruca platinada, para que ambos desatassem a rir. “Era muito difícil não fazer o ridículo”, confessou Frankel ao jornal mexicano Excelsior, durante uma visita à Cidade do México. A cumplicidade entre os dois atores contrasta com a carnificina que os rodeia: a nova temporada, que estreia este domingo às 22h em Brasília na HBO e na Max, arranca sem tréguas, mergulhando os espectadores diretamente na Batalha do Gaznate, um confronto naval que promete ser o mais sangrento da série até agora.

A espera de dois anos — o rodagem terminou em setembro de 2023 e só foi retomada em março de 2025 — moldou a relação dos intérpretes com as suas personagens. Olivia Cooke, que dá vida a Alicent Hightower, e Fabien Frankel foram escolhidos em 2020. “Somos pessoas completamente diferentes”, afirmou o ator, sublinhando o estranho exercício de regressar a um papel que parece o mesmo, embora o corpo e a voz já não o sejam. Para Cooke, essa estranheza funciona a favor da narrativa: “Gosto muito dessa continuidade ao voltar, algo que já está estabelecido”. A distância temporal ecoa a da própria trama, onde os Targaryen se despedaçam numa guerra civil que, segundo o material original de George R. R. Martin, assenta em ressentimentos acumulados durante décadas de paz aparente.

Nas plataformas de streaming, a série tornou-se um fenómeno que extravasa o universo de Westeros. Na América Latina, a estreia é sincronizada com o horário nobre local: 19h no México, 22h em Brasília. A CNN Brasil publicou um calendário semanal exaustivo dos oito episódios — o último será exibido a 9 de agosto —, sublinhando uma prática que resiste à lógica do binge-watching e que alimenta a conversa nas redes sociais. Os fãs lusófonos, que habitualmente tomam partido entre os “Pretos” de Rhaenyra e os “Verdes” de Alicent, encontram em podcasts e fóruns um espaço para dissecar alianças estratégicas e batalhas aéreas. A produção aproveita esse envolvimento: no dia da estreia, é lançado também um podcast oficial que explora cada detalhe da temporada.

Apesar do aparato épico, o que parece mobilizar o elenco é a dimensão íntima do dano. A morte do pequeno Jaehaerys, decapitado no berço por dois mercenários contratados por Daemon Targaryen (Matt Smith) em retaliação pelo assassinato de Lucerys, permanece como uma ferida aberta. Phia Saban, que interpreta a mãe obrigada a testemunhar o horror e a fugir com a filha nos braços, carrega uma dor silenciosa que, segundo os atores, confere à guerra uma textura moral mais complexa. Não haverá heróis puros nesta dança: as alianças são precárias, os dragões semeiam fogo indiscriminado e as maquinações de Otto Hightower (Rhys Ifans) e Corlys Velaryon (Steve Toussaint) prometem arrastar reinos inteiros para o abismo.

Quando o primeiro episódio de 2026 se apagar no ecrã, ficará a imagem de Helaena a correr pelos corredores do Castelo Vermelho, a inocência despedaçada. Lá fora, os exércitos dos Pretos e dos Verdes marcham, os dragões cruzam os céus e a estação do derramamento de sangue apenas começou. Nos bastidores, entre uma tomada e outra, Frankel e Saban talvez ainda troquem um sorriso cúmplice — uma lembrança de que, por detrás dos trajes pesados e dos roteiros de devastação, resiste a camaradagem de quem cresceu ao longo de seis anos dentro desta tragédia em technicolor.

Divergência das fontes

Mídia e Entretenimento · 6 veículos · 3 idiomas

48%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável60%
Neutro40%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa latino-americana
Imprensa atlântica / anglosfera
DistanciamentoPragmatismo

O retorno de House of the Dragon para sua terceira temporada é contextualizado na intrincada narrativa da guerra civil Targaryen, com recapitulações detalhadas e análises que destacam o ponto de virada dramático da série. A cobertura concentra-se na narrativa e nos arcos dos personagens, mantendo um tom neutro e informativo que prepara o público para o conflito vindouro.

Imprensa latino-americana
UrgênciaTriunfo

A tão aguardada terceira temporada de House of the Dragon chega com intensa energia promocional, enfatizando a guerra sangrenta iminente e os detalhes de programação para os fãs ansiosos. A cobertura reflete um entusiasmo centrado nos fãs, destacando as perspectivas dos atores e a promessa de ação ininterrupta, criando um senso de urgência e antecipação coletiva.

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