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Ciência e Saúdequinta-feira, 23 de julho de 2026

El Niño deve elevar casos de dengue e chikungunya na América do Sul, alertam autoridades

Fenômeno climático previsto para o segundo semestre aumenta temperatura e precipitação, favorecendo a proliferação do Aedes aegypti; Brasil, Peru e Argentina reforçam vigilância.

A combinação de temperaturas mais altas e chuvas intensas associada ao fenômeno El Niño, previsto para atuar de forma moderada a forte a partir do segundo semestre de 2026, cria condições propícias à multiplicação do mosquito Aedes aegypti e amplia o risco de surtos de dengue e chikungunya na América do Sul. O Ministério da Saúde do Brasil emitiu nota técnica para estados e municípios, enquanto projeções da plataforma InfoDengue, da Fiocruz, apontam para até 1,7 milhão de casos de dengue no país em 2027.

No Peru, o Centro Nacional de Epidemiologia registrou 34.820 casos e 36 mortes até a 26ª semana de 2026, aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2025. Na Argentina, a província de Corrientes reporta apenas três casos neste ano, mas o ministro da Saúde, Emilio Lanari, afirma que a gestão monitora o El Niño e já prepara a provisão de vacinas para a temporada crítica. Dados do Instituto Internacional de Pesquisa sobre o Clima da Universidade de Columbia indicam que o aquecimento do Pacífico terá pico entre outubro e dezembro, podendo ser um dos mais intensos já registrados.

Apesar do cenário de alerta, o Brasil apresenta queda expressiva nos registros: até junho de 2026 houve 392,8 mil casos de dengue, 73% menos que em 2025, e redução de 46% nos casos de chikungunya. Ainda assim, as autoridades lembram que os números podem se reverter rapidamente com a alteração das condições climáticas. O Ministério da Saúde recomenda bloqueio de transmissão aos primeiros sinais, reestruturação das equipes de agentes de endemias e uso de tecnologias de controle vetorial. A população é orientada a eliminar criadouros de água parada e buscar atendimento diante de sintomas como febre alta e dores no corpo.

Enquanto países reforçam medidas sanitárias, outras consequências do El Niño já mobilizam governos. No departamento colombiano de Cundinamarca, a Corporação Autônoma Regional e o governo local lançaram um serviço de combate a incêndios florestais com helicópteros dotados de sistema Bambi Bucket, antecipando a estiagem. Na região peruana de Cajamarca, 120 distritos foram identificados como vulneráveis, mas o investimento em prevenção não superou 10% do necessário, segundo informações locais. O Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci) declarou emergência em 102 distritos, exigindo ações preventivas em 60 dias.

As projeções são estimativas ancoradas em modelos climáticos e epidemiológicos, sujeitas a ajustes conforme novas informações. O monitoramento continuará e novos alertas podem ser emitidos à medida que o fenômeno se confirme.

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

El Niño deve elevar casos de dengue e chikungunya na América do Sul, alertam autoridades

Fenômeno climático previsto para o segundo semestre aumenta temperatura e precipitação, favorecendo a proliferação do Aedes aegypti; Brasil, Peru e Argentina reforçam vigilância.

A combinação de temperaturas mais altas e chuvas intensas associada ao fenômeno El Niño, previsto para atuar de forma moderada a forte a partir do segundo semestre de 2026, cria condições propícias à multiplicação do mosquito Aedes aegypti e amplia o risco de surtos de dengue e chikungunya na América do Sul. O Ministério da Saúde do Brasil emitiu nota técnica para estados e municípios, enquanto projeções da plataforma InfoDengue, da Fiocruz, apontam para até 1,7 milhão de casos de dengue no país em 2027.

No Peru, o Centro Nacional de Epidemiologia registrou 34.820 casos e 36 mortes até a 26ª semana de 2026, aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2025. Na Argentina, a província de Corrientes reporta apenas três casos neste ano, mas o ministro da Saúde, Emilio Lanari, afirma que a gestão monitora o El Niño e já prepara a provisão de vacinas para a temporada crítica. Dados do Instituto Internacional de Pesquisa sobre o Clima da Universidade de Columbia indicam que o aquecimento do Pacífico terá pico entre outubro e dezembro, podendo ser um dos mais intensos já registrados.

Apesar do cenário de alerta, o Brasil apresenta queda expressiva nos registros: até junho de 2026 houve 392,8 mil casos de dengue, 73% menos que em 2025, e redução de 46% nos casos de chikungunya. Ainda assim, as autoridades lembram que os números podem se reverter rapidamente com a alteração das condições climáticas. O Ministério da Saúde recomenda bloqueio de transmissão aos primeiros sinais, reestruturação das equipes de agentes de endemias e uso de tecnologias de controle vetorial. A população é orientada a eliminar criadouros de água parada e buscar atendimento diante de sintomas como febre alta e dores no corpo.

Enquanto países reforçam medidas sanitárias, outras consequências do El Niño já mobilizam governos. No departamento colombiano de Cundinamarca, a Corporação Autônoma Regional e o governo local lançaram um serviço de combate a incêndios florestais com helicópteros dotados de sistema Bambi Bucket, antecipando a estiagem. Na região peruana de Cajamarca, 120 distritos foram identificados como vulneráveis, mas o investimento em prevenção não superou 10% do necessário, segundo informações locais. O Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci) declarou emergência em 102 distritos, exigindo ações preventivas em 60 dias.

As projeções são estimativas ancoradas em modelos climáticos e epidemiológicos, sujeitas a ajustes conforme novas informações. O monitoramento continuará e novos alertas podem ser emitidos à medida que o fenômeno se confirme.

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