Entrar
Edição das 10:00 CETsegunda-feira, 27 de julho de 2026
325 veículos · 17 idiomas610 briefing hoje
Economia e Mercadossegunda-feira, 20 de julho de 2026

Dólar perde força na América Latina, mas bolívar venezuelano acumula queda de 144% em 2026

A maioria das moedas da região se valoriza frente à divisa americana, com destaque para a estabilidade do peso mexicano e argentino, enquanto a Venezuela vive uma espiral inflacionária que desvaloriza sua moeda a níveis recordes.

O bolívar venezuelano atingiu 737 unidades por dólar nesta segunda-feira, 20 de julho, uma depreciação de 144,5% desde o início do ano, quando a cotação era de 301 bolívares. A aceleração da perda de valor reflete a persistente crise económica do país, marcada por hiperinflação e dolarização informal das transações. Em Caracas, analistas apontam que a ausência de âncoras fiscais e monetárias mantém a moeda local sob pressão constante, enquanto o dólar se consolida como reserva de valor para a população.

Em contraste, o peso mexicano opera abaixo das 17,50 unidades por dólar, com uma abertura a 17,47 pesos, recuo de 0,41% na sessão, mas acumulando valorização de 7% em doze meses. Observadores na Cidade do México atribuem a resiliência da moeda a fatores como os fluxos de investimento ligados ao nearshoring, as perspetivas de entrada de divisas com o Mundial de Futebol de 2026 e a expectativa de flexibilização monetária nos Estados Unidos. Projeções oficiais e de instituições financeiras situam o câmbio entre 19,30 e 20,50 pesos por dólar no final do ano, indicando uma possível correção.

Na Argentina, o dólar oficial encerrou a sessão a 1.500 pesos para venda, enquanto o paralelo ('blue') se manteve em 1.530 pesos, repetindo o patamar de abertura de 2026. A diferença de apenas 2% entre as cotações reflete a estratégia de bandas cambiais do banco central, que ajusta os limites pela inflação. Em Buenos Aires, a estabilidade é vista como um trunfo do programa de acumulação de reservas, que já somou 12.696 milhões de dólares em compras consecutivas, mas analistas alertam para a necessidade de monitorar a evolução dos preços e a renegociação do acordo com o FMI.

Nas demais praças latino-americanas, o dólar também cedeu terreno. Na Colômbia, a divisa recuou para 3.254,53 pesos, queda de 15% em um ano, enquanto no Peru o sol se valorizou ligeiramente para 3,39 por dólar. O peso uruguaio e o guarani paraguaio registaram variações marginais. Fora da região, o rublo russo foi cotado a 78,32 por dólar, com o banco central a reduzir a taxa oficial em 0,08 rublos, e em Bangladesh a moeda local depreciou-se para 123,58 takas, refletindo pressões no mercado cambial asiático. O cenário geral é de um dólar globalmente mais fraco, mas com focos de volatilidade em economias com desequilíbrios estruturais.

Divergência — quem conta como
8%Baixa
3 blocos · posições de −0.10 a +0.10
CríticoFavorável
LATINDRUS
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa latino-americana+0.10neutral
Imprensa indiana e sul-asiática−0.10neutral
Imprensa russa e CEI0.00neutral
Imprensa latino-americana+0.10
Voz

O peso mexicano se consolida como âncora de estabilidade regional.

Mecanismouniversalizzazione

Apresenta dados de várias moedas para mostrar uma tendência geral de calma, usando números da Dow Jones e baixa volatilidade.

Omissão

Omite as tensões geopolíticas no Oriente Médio que afetam os mercados cambiais globais.

PragmatismoDistanciamento
Imprensa indiana e sul-asiática−0.10
Voz

A taka de Bangladesh sofre com a crise do Oriente Médio.

Mecanismogerarchia di minacce

Atribui a alta do dólar à crise do Oriente Médio, criando um vínculo causal direto.

Omissão

Omite a calma nos mercados latino-americanos, concentrando-se apenas na depreciação local.

CeticismoPragmatismo
Imprensa russa e CEI0.00
Voz

O Banco da Rússia ajusta as taxas com calma.

Mecanismopersonificazione dello stato

Cita um especialista do Gazprombank para projetar o futuro, dando autoridade à previsão.

Omissão

Omite qualquer referência à estabilidade cambial latino-americana ou à calma global.

PragmatismoDistanciamento

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Tráfego marítimo em Bab el-Mandeb e Ormuz cai para mínimos após ataques houthis·UE estuda abandonar grandes pacotes de sanções contra a Rússia após vetos recorrentes·Xi Jinping respalda soberania brasileira e Lula acelera acordo Mercosul-China·Irã intercepta seis navios no Estreito de Ormuz e relata 'acidente'·Aoun alerta ONU que ações de Israel minam acordo-quadro no sul do Líbano·Netanyahu viaja a Washington para discutir coordenação militar com Trump face ao Irão·Trump rejeita falta de munições, mas debate nos EUA revela limites operacionais contra Irão·Zelensky alega que Rússia prepara mais 30 mil soldados norte-coreanos e Irão ameaça resposta após ataque no Cáspio·Tráfego marítimo em Bab el-Mandeb e Ormuz cai para mínimos após ataques houthis·UE estuda abandonar grandes pacotes de sanções contra a Rússia após vetos recorrentes·Xi Jinping respalda soberania brasileira e Lula acelera acordo Mercosul-China·Irã intercepta seis navios no Estreito de Ormuz e relata 'acidente'·Aoun alerta ONU que ações de Israel minam acordo-quadro no sul do Líbano·Netanyahu viaja a Washington para discutir coordenação militar com Trump face ao Irão·Trump rejeita falta de munições, mas debate nos EUA revela limites operacionais contra Irão·Zelensky alega que Rússia prepara mais 30 mil soldados norte-coreanos e Irão ameaça resposta após ataque no Cáspio·
Atualizado 16:153 idiomas · 10 veículos
AnteriorEconomia e MercadosPróximo
10 veículos|3 idiomas|2 min de leitura
segunda-feira, 20 de julho de 2026

Dólar perde força na América Latina, mas bolívar venezuelano acumula queda de 144% em 2026

A maioria das moedas da região se valoriza frente à divisa americana, com destaque para a estabilidade do peso mexicano e argentino, enquanto a Venezuela vive uma espiral inflacionária que desvaloriza sua moeda a níveis recordes.

O bolívar venezuelano atingiu 737 unidades por dólar nesta segunda-feira, 20 de julho, uma depreciação de 144,5% desde o início do ano, quando a cotação era de 301 bolívares. A aceleração da perda de valor reflete a persistente crise económica do país, marcada por hiperinflação e dolarização informal das transações. Em Caracas, analistas apontam que a ausência de âncoras fiscais e monetárias mantém a moeda local sob pressão constante, enquanto o dólar se consolida como reserva de valor para a população.

Em contraste, o peso mexicano opera abaixo das 17,50 unidades por dólar, com uma abertura a 17,47 pesos, recuo de 0,41% na sessão, mas acumulando valorização de 7% em doze meses. Observadores na Cidade do México atribuem a resiliência da moeda a fatores como os fluxos de investimento ligados ao nearshoring, as perspetivas de entrada de divisas com o Mundial de Futebol de 2026 e a expectativa de flexibilização monetária nos Estados Unidos. Projeções oficiais e de instituições financeiras situam o câmbio entre 19,30 e 20,50 pesos por dólar no final do ano, indicando uma possível correção.

Na Argentina, o dólar oficial encerrou a sessão a 1.500 pesos para venda, enquanto o paralelo ('blue') se manteve em 1.530 pesos, repetindo o patamar de abertura de 2026. A diferença de apenas 2% entre as cotações reflete a estratégia de bandas cambiais do banco central, que ajusta os limites pela inflação. Em Buenos Aires, a estabilidade é vista como um trunfo do programa de acumulação de reservas, que já somou 12.696 milhões de dólares em compras consecutivas, mas analistas alertam para a necessidade de monitorar a evolução dos preços e a renegociação do acordo com o FMI.

Nas demais praças latino-americanas, o dólar também cedeu terreno. Na Colômbia, a divisa recuou para 3.254,53 pesos, queda de 15% em um ano, enquanto no Peru o sol se valorizou ligeiramente para 3,39 por dólar. O peso uruguaio e o guarani paraguaio registaram variações marginais. Fora da região, o rublo russo foi cotado a 78,32 por dólar, com o banco central a reduzir a taxa oficial em 0,08 rublos, e em Bangladesh a moeda local depreciou-se para 123,58 takas, refletindo pressões no mercado cambial asiático. O cenário geral é de um dólar globalmente mais fraco, mas com focos de volatilidade em economias com desequilíbrios estruturais.

Divergência — quem conta como
8%Baixa
3 blocos · posições de −0.10 a +0.10
CríticoFavorável
LATINDRUS
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa latino-americana+0.10neutral
Imprensa indiana e sul-asiática−0.10neutral
Imprensa russa e CEI0.00neutral
Imprensa latino-americana+0.10
Voz

O peso mexicano se consolida como âncora de estabilidade regional.

Mecanismouniversalizzazione

Apresenta dados de várias moedas para mostrar uma tendência geral de calma, usando números da Dow Jones e baixa volatilidade.

Omissão

Omite as tensões geopolíticas no Oriente Médio que afetam os mercados cambiais globais.

PragmatismoDistanciamento
Imprensa indiana e sul-asiática−0.10
Voz

A taka de Bangladesh sofre com a crise do Oriente Médio.

Mecanismogerarchia di minacce

Atribui a alta do dólar à crise do Oriente Médio, criando um vínculo causal direto.

Omissão

Omite a calma nos mercados latino-americanos, concentrando-se apenas na depreciação local.

CeticismoPragmatismo
Imprensa russa e CEI0.00
Voz

O Banco da Rússia ajusta as taxas com calma.

Mecanismopersonificazione dello stato

Cita um especialista do Gazprombank para projetar o futuro, dando autoridade à previsão.

Omissão

Omite qualquer referência à estabilidade cambial latino-americana ou à calma global.

PragmatismoDistanciamento

Esta notícia apareceu em

10 veículos · 3 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Crise diplomática entre Brasil e Argentina atinge nível inédito após insultos de Milei a Lula

8 idiomas · 29 veículos

De Technology

China intensifica cooperação em inteligência artificial com América Latina e Ásia-Pacífico

3 idiomas · 4 veículos

De Science & Health

OMS: 45% dos casos de demência são ligados a fatores de risco modificáveis

9 idiomas · 23 veículos

Ler mais