
Dólar perde força na América Latina, mas bolívar venezuelano acumula queda de 144% em 2026
A maioria das moedas da região se valoriza frente à divisa americana, com destaque para a estabilidade do peso mexicano e argentino, enquanto a Venezuela vive uma espiral inflacionária que desvaloriza sua moeda a níveis recordes.
O bolívar venezuelano atingiu 737 unidades por dólar nesta segunda-feira, 20 de julho, uma depreciação de 144,5% desde o início do ano, quando a cotação era de 301 bolívares. A aceleração da perda de valor reflete a persistente crise económica do país, marcada por hiperinflação e dolarização informal das transações. Em Caracas, analistas apontam que a ausência de âncoras fiscais e monetárias mantém a moeda local sob pressão constante, enquanto o dólar se consolida como reserva de valor para a população.
Em contraste, o peso mexicano opera abaixo das 17,50 unidades por dólar, com uma abertura a 17,47 pesos, recuo de 0,41% na sessão, mas acumulando valorização de 7% em doze meses. Observadores na Cidade do México atribuem a resiliência da moeda a fatores como os fluxos de investimento ligados ao nearshoring, as perspetivas de entrada de divisas com o Mundial de Futebol de 2026 e a expectativa de flexibilização monetária nos Estados Unidos. Projeções oficiais e de instituições financeiras situam o câmbio entre 19,30 e 20,50 pesos por dólar no final do ano, indicando uma possível correção.
Na Argentina, o dólar oficial encerrou a sessão a 1.500 pesos para venda, enquanto o paralelo ('blue') se manteve em 1.530 pesos, repetindo o patamar de abertura de 2026. A diferença de apenas 2% entre as cotações reflete a estratégia de bandas cambiais do banco central, que ajusta os limites pela inflação. Em Buenos Aires, a estabilidade é vista como um trunfo do programa de acumulação de reservas, que já somou 12.696 milhões de dólares em compras consecutivas, mas analistas alertam para a necessidade de monitorar a evolução dos preços e a renegociação do acordo com o FMI.
Nas demais praças latino-americanas, o dólar também cedeu terreno. Na Colômbia, a divisa recuou para 3.254,53 pesos, queda de 15% em um ano, enquanto no Peru o sol se valorizou ligeiramente para 3,39 por dólar. O peso uruguaio e o guarani paraguaio registaram variações marginais. Fora da região, o rublo russo foi cotado a 78,32 por dólar, com o banco central a reduzir a taxa oficial em 0,08 rublos, e em Bangladesh a moeda local depreciou-se para 123,58 takas, refletindo pressões no mercado cambial asiático. O cenário geral é de um dólar globalmente mais fraco, mas com focos de volatilidade em economias com desequilíbrios estruturais.
| Imprensa latino-americana | +0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.10 | neutral |
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
O peso mexicano se consolida como âncora de estabilidade regional.
Apresenta dados de várias moedas para mostrar uma tendência geral de calma, usando números da Dow Jones e baixa volatilidade.
Omite as tensões geopolíticas no Oriente Médio que afetam os mercados cambiais globais.
A taka de Bangladesh sofre com a crise do Oriente Médio.
Atribui a alta do dólar à crise do Oriente Médio, criando um vínculo causal direto.
Omite a calma nos mercados latino-americanos, concentrando-se apenas na depreciação local.
O Banco da Rússia ajusta as taxas com calma.
Cita um especialista do Gazprombank para projetar o futuro, dando autoridade à previsão.
Omite qualquer referência à estabilidade cambial latino-americana ou à calma global.
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