
Deutsche Bahn proíbe consumo de álcool em todas as estações até outubro
Operadora alemã invoca segurança após ataque a funcionário, mas sindicatos alertam para dificuldades de fiscalização; Suíça mantém modelo distinto.
A Deutsche Bahn (DB) anunciou que, a partir de 15 de outubro, passará a proibir o consumo de bebidas alcoólicas em todas as 5400 estações ferroviárias da Alemanha. A medida, que já vigora em trinta grandes terminais como Colónia, Hamburgo e Munique, será alargada de forma faseada, começando pelas estações centrais de Berlim e Gesundbrunnen a 1 de setembro. Segundo a administração da empresa, o objetivo é reforçar a segurança e a limpeza, na sequência de um episódio recente em que um passageiro embriagado agrediu violentamente um funcionário durante uma verificação de bilhetes, provocando a sua queda do comboio em andamento. A presidente executiva, Evelyn Palla, afirmou que “onde corre demasiado álcool, a violência aumenta”, justificando a proibição como um instrumento de proteção de colaboradores e viajantes.
A aplicação prática da nova regra, contudo, é recebida com ceticismo por sindicatos e forças de segurança. A polícia federal alemã e representantes dos trabalhadores ferroviários sublinham que a escassez crónica de efetivos torna ilusória uma fiscalização integral dos 33.400 quilómetros de rede. Na perspetiva do sindicato da polícia, anunciar uma proibição sem capacidade de a impor envia um “sinal fatal” e pode minar a credibilidade da medida. A própria DB reconhece que a regra será aplicada “com moderação” e integrada nas patrulhas de rotina, prevendo-se sanções que vão da expulsão do recinto até à interdição permanente em caso de reincidência. A proibição não abrange o consumo nos bares e restaurantes das estações, nem o transporte de bebidas fechadas na bagagem, e não se estende ao interior dos comboios, onde a empresa continua a vender álcool nos vagões-restaurante.
A decisão da DB contrasta com a abordagem adotada na Suíça. A operadora SBB informou que não tenciona seguir o exemplo alemão, mantendo o modelo em vigor desde 2008, que restringe a venda de álcool em quiosques e lojas a partir das 22 horas, mas permite o consumo, salvo quando este gera perturbações ou perigo. A SBB sublinha que a sua regulamentação já permite uma intervenção seletiva, sem necessidade de uma proibição geral. A única exceção em território helvético será a estação de Basileia Badischer Bahnhof, propriedade da Alemanha, que ficará sujeita às novas regras. Na imprensa alemã, a medida é lida também como o fim de um ritual cultural — o “Wegbier”, a cerveja de caminho consumida por muitos passageiros ao final do dia — e como um primeiro passo que, para ser eficaz, exigiria um combate paralelo ao tráfico de droga e mais investimento em pessoal e infraestrutura.
Em contraste com o debate europeu, nos países lusófonos as políticas variam. No Brasil, algumas redes de metropolitano, como a de São Paulo, proíbem o consumo de álcool nas estações, mas não existe uma proibição nacional para o setor ferroviário. Em Portugal, a CP não adota uma interdição geral, centrando a sua atuação na perturbação da ordem pública. A DB, por seu lado, dará início nas próximas semanas à adaptação dos regulamentos internos das estações em coordenação com autarquias e autoridades, prevendo-se que a implementação total esteja concluída até meados de outubro, enquanto se aguardam os primeiros balanços sobre o impacto real da proibição na segurança e na vivência dos espaços ferroviários.
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
| Imprensa europeia continental | −0.60 | critical |
Russia emphasizes that the ban is aimed at protecting against violence and is unquestionably necessary.
Quoting official Deutsche Bahn statements without critical analysis creates an impression of an uncontroversial measure.
The widespread German criticism about the impossibility of enforcing the ban is omitted.
The ban is a reasonable step to improve security and cleanliness, with practical exemptions for bars and restaurants.
Neutral reporting with emphasis on official statements and exemptions lends credibility to the policy without scrutiny.
The cultural significance of drinking at stations and the enforcement challenges are left out.
The German and Swiss press criticizes the alcohol ban as ill-conceived and hard to enforce, mocking the 'Wegbier' ritual and doubting controllability.
Using irony and concrete examples (e.g., the impossibility of monitoring all 5,400 stations) undermines the policy's credibility.
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