
Desabamentos em Porto Harcourt e Calcutá deixam mortos e dezenas de soterrados
Acidentes em obras na Nigéria e na Índia mobilizam equipas de resgate; em Porto Harcourt, atropelamento fatal também é registado.
Dois desabamentos de edifícios em construção, em Porto Harcourt, na Nigéria, e em Calcutá, na Índia, provocaram pelo menos seis mortos e deixaram dezenas de pessoas presas sob os escombros na quarta-feira. Em Porto Harcourt, um prédio de três ou cinco andares — as fontes locais divergem — ruiu na via Odili, enquanto em Calcutá um armazém de vários pisos cedeu no bairro de Taratala.
Em Porto Harcourt, as autoridades de saúde confirmaram o resgate de quatro feridos graves, transportados para o Hospital Universitário de Rivers State. Um trabalhador morreu ao ser atingido por um pilar, e o corpo foi retirado dos destroços. Familiares da vítima, oriunda do norte da Nigéria, recusaram a remoção para a morgue, segundo testemunhas. A operação de salvamento prossegue, com relatos de que uma vendedora de comida ainda pedia socorro sob os escombros ao cair da noite. Moradores alegam que a construção, originalmente aprovada para três pisos, foi ampliada para cinco, o que teria levado à demissão do engenheiro inicial. As autoridades não confirmaram a causa.
Em Calcutá, o desabamento do armazém em construção matou cinco operários e deixou pelo menos 18 desaparecidos, de acordo com a polícia local. Cerca de 25 pessoas foram resgatadas com vida. O ministro-chefe do estado de Bengala Ocidental, Suvendu Adhikari, afirmou que a maioria dos trabalhadores era proveniente do distrito de Munger, no estado de Bihar. A polícia deteve cinco pessoas, incluindo o engenheiro estrutural, e abriu um inquérito. O Exército indiano mobilizou quatro colunas para apoiar as buscas, que continuavam na quinta-feira. A autarquia portuária de Calcutá, proprietária do terreno, tinha cedido a exploração à empresa Behera Brothers.
Ainda em Porto Harcourt, um atropelamento mortal abalou a cidade na terça-feira. Uma jovem, identificada como Eno, foi colhida por um veículo em alta velocidade junto à Universidade Estadual de Rivers. Dois suspeitos foram detidos e a investigação está em curso, informou a polícia.
Observadores em Lisboa e Brasília notam que os desabamentos em série reacendem o debate sobre a fiscalização de obras em países com urbanização acelerada, realidade partilhada por nações lusófonas como Angola e Moçambique. As autoridades locais mantêm as operações de resgate e apuramento de responsabilidades.
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa africana subsaariana | −0.50 | critical |
India acknowledges its structural failures but frames them as widespread issues rather than isolated cases, thereby reducing pressure on specific actors.
It links the collapse to a long list of parallel dysfunctions (economic, transport, social) to dilute specific responsibility and normalize the event as part of a broader context of hardship.
Specific victims and details of construction site conditions, present in other blocs' sources, are omitted.
Nigeria decries system inefficiency and corruption as root causes of collapses, demanding immediate action and transparency.
Uses the single event to attack overall management of the construction sector, linking the collapse to past scandals and widespread impunity, creating a sense of moral urgency.
Specific data on materials or responsibility of private firms, detailed in other blocs, are omitted.
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