
China alerta para 'backdoor' em ferramenta de IA da Anthropic e Alibaba proíbe uso
Alerta de Pequim sobre risco de envio de dados sensíveis sem consentimento no Claude Code leva gigante tecnológica a banir a plataforma, num contexto de adoção assimétrica da inteligência artificial.
A Base Nacional de Dados de Vulnerabilidades (NVDB) da China emitiu um alerta sobre um "risco de porta traseira" no Claude Code, a ferramenta de programação da empresa norte-americana Anthropic. A falha, detetada em versões lançadas entre abril e junho, permitiria o envio de informações sensíveis — como localização e identificadores de identidade — para servidores remotos sem consentimento do utilizador. Em resposta, a gigante tecnológica Alibaba comunicou internamente a proibição do uso da plataforma a partir de 10 de julho.
A Anthropic, que bloqueia o acesso aos seus produtos a partir da China e de outros países considerados adversários, justificou o código como parte de uma experiência iniciada em março para prevenir abusos de contas por revendedores não autorizados e proteger contra a "destilação" — prática de engenharia reversa de modelos de IA. Um engenheiro da empresa afirmou que a equipa já desenvolveu mitigações mais robustas e que o código seria removido na atualização seguinte. A NVDB recomendou a desinstalação ou atualização imediata do software e o reforço da monitorização do tráfego de rede.
O episódio insere-se num cenário de adoção acelerada e assimétrica da inteligência artificial, como advertiu a ONU durante o Diálogo Global sobre Governação da IA, realizado em Genebra a 6 e 7 de julho. Os Estados Unidos concentram 75% da capacidade computacional das 500 supercomputadoras de IA mais potentes, contra 15% da China. O relatório preliminar do Painel Científico Independente da ONU alerta ainda para a erosão da integridade da informação devido à produção em larga escala de conteúdos persuasivos e enganadores. Paralelamente, um centro de estudos norte-americano sobre segurança em IA atribuiu à Anthropic a nota mais alta num ranking de segurança — um C+ —, mas concluiu que o setor, no seu conjunto, não consegue combater ameaças existenciais, como o desenvolvimento de inteligência artificial geral.
A proibição da Alibaba e o alerta de Pequim refletem a crescente tensão tecnológica entre as duas potências, num momento em que Washington também restringiu o acesso estrangeiro a modelos avançados da Anthropic. Para os utilizadores na China, onde serviços como Claude, ChatGPT e Gemini não estão oficialmente disponíveis, o recurso a VPNs continuará a ser a via de acesso, mas sob escrutínio redobrado. O próximo marco factual será a publicação da versão corrigida do Claude Code e a eventual atualização do aviso da NVDB, bem como a entrada em vigor da proibição na Alibaba a 10 de julho.
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
Latin America places China's accusation within a context of US technological hegemony and global safety failures, calling for a more balanced AI ecosystem.
The bloc universalizes the Chinese claim by linking it to UN data and global safety reports, turning a bilateral incident into a matter of global governance.
It omits that Anthropic already blocks access from China, which could undermine the credibility of the accusation.
Russia reports the Chinese discovery as a technical fact, defining the backdoor as an intentional loophole, without taking a stance.
The bloc adopts a dry, technical report, citing authoritative sources (CNNVD, WSJ) to present the news as neutral and verified.
It omits any geopolitical context or Anthropic's response, isolating the fact from the broader dispute.
Southeast Asia highlights the irony: China denounces a backdoor in a tool it already blocks, yet the tool is still accessible via VPN.
The bloc adds the VPN detail, creating an implicit tension between access restrictions and security accusations, without explicit judgment.
It omits the UN data on AI asymmetry or global safety reports, which would lend more weight to China's position.
The Atlantic reports the Chinese warning as an official statement, without adding context or skepticism, maintaining a detached observer stance.
The bloc adopts a neutral news tone, presenting the claim as a fact without questioning its validity, but also without endorsing it.
It omits that China itself has restrictions on access to Claude Code, which could make the accusation appear politically motivated.
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