Entrar
Edição das 16:00 CETdomingo, 26 de julho de 2026
325 veículos · 17 idiomas720 briefing hoje
Esportesábado, 27 de junho de 2026

Irã vê vitória escapar por milímetros e denuncia “Copa desastrosa”

Após empate com o Egito, o Irã depende de combinação de resultados para avançar; capitão Taremi critica a Fifa e as restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos.

O grito de classificação ficou preso na garganta. Aos 48 minutos do segundo tempo, o zagueiro Shoja Khalilzadeh empurrou a bola para as redes e correu para a linha lateral, arrancou a camisa, pôs óculos escuros e posou para a foto que parecia selar a vitória por 2 a 1 sobre o Egito. O banco iraniano invadiu o gramado do Lumen Field, em Seattle. Mas a euforia durou menos de um minuto: o árbitro polonês Szymon Marciniak foi chamado pelo VAR e anulou o lance por impedimento milimétrico — a ponta do pé direito do defensor estava à frente do último adversário. Minutos depois, Saeid Ezatolahi ainda acertou o travessão. O empate em 1 a 1 deixou o Irã na terceira posição do Grupo G, com três pontos, à espera de uma improvável combinação de resultados para seguir como um dos oito melhores terceiros colocados.

O jogo havia começado com um ritmo vertiginoso. Logo aos cinco minutos, o egípcio Mahmoud Saber aproveitou rebote do goleiro Alireza Beiranvand após finalização de Mohamed Salah e abriu o placar. A resposta iraniana veio em sequência: Mehdi Taremi sofreu pênalti, mas cobrou mal e viu o goleiro Mostafa Shobeir defender. Aos 14, porém, Ramin Rezaeian empatou com um chute de ângulo quase impossível, após nova defesa de Shobeir. O restante da partida alternou tentativas de controle egípcio e lampejos iranianos, até o desfecho dramático. O Egito, já classificado, terminou em segundo lugar no grupo, atrás da Bélgica — que goleou a Nova Zelândia por 5 a 1 —, e enfrentará a Austrália nas oitavas de final.

Na zona mista, o capitão Taremi não poupou palavras. “Esta é uma Copa do Mundo desastrosa. Um desastre”, disparou. O atacante do Olympiacos denunciou as condições logísticas impostas à delegação: por restrições migratórias dos Estados Unidos, o time não pode permanecer em território americano entre as partidas e é obrigado a retornar a Tijuana, no México, enfrentando horas de controles fronteiriços a cada deslocamento. “Como jogadores profissionais, numa competição profissional, isto não é justo. Se para a Fifa é justo, ótimo para eles. Mas não é justo. Quem quer nos ajudar? Ninguém”, afirmou. Taremi revelou ainda que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, visitou o vestiário após a estreia contra a Nova Zelândia e prometeu resolver os problemas, mas “não fez nada”. Questionado se a organização desejava a eliminação iraniana, respondeu: “Fizeram tudo o possível para nos eliminar. Da nossa perspetiva, sim, acredito que nos querem fora”.

O desabafo ecoou um mal-estar que transcende o campo. A imprensa do Oriente Médio e analistas europeus notaram que o Irã precisou transferir seu centro de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, depois que 15 integrantes da comitiva, incluindo membros da comissão técnica e pessoal de apoio, tiveram vistos negados. O técnico Amir Ghalenoei classificou o tratamento como “terrível” e “injusto”. No vestiário, a seleção deixou uma carta manuscrita agradecendo a hospitalidade de Seattle e invocando o fair play: “Talvez se possam ganhar pontos de muitas formas, mas o respeito não se ganha. Uma equipa pode classificar-se, mas só com integridade e honra se permanece de pé perante a história”. O texto trazia o número 168, referência às vítimas de um ataque aéreo a uma escola em Minab, em fevereiro, que elevou a tensão entre Washington e Teerã.

Com três empates em três jogos, o Irã jamais perdeu nesta Copa, mas também jamais venceu. Agora, precisa torcer por tropeços de Croácia, Argélia ou República Democrática do Congo neste sábado para herdar uma vaga. A expectativa é angustiante: se os resultados não ajudarem, a seleção persa dará adeus ao torneio sem ter sido derrotada, mas carregando a sensação de que a batalha foi travada em duas frentes — e em ambas, os centímetros lhe foram adversários.

Divergência — quem conta como
Eixo: Responsabilità dell'escalation
21%Baixa
3 blocos · posições de −0.70 a −0.20
Critici verso gli USACritici verso l'Iran
EURLATISR
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa europeia continental−0.20neutral
Imprensa latino-americana−0.50critical
Imprensa israelense−0.70critical
Iranian and US outlets are not present in this cluster.
Imprensa europeia continental−0.20
Voz

L'Europa continentale registra l'escalation con tono allarmato, chiedendo moderazione a entrambe le parti.

Mecanismoescalation simmetrica

Presenta gli attacchi come reazioni a catena inevitabili, usando il linguaggio della 'spirale di violenza' per suggerire che nessuna delle due ha il controllo.

Omissão

Omette la giustificazione iraniana (risposta al bombardamento USA) per mantenere un apparente equilibrio.

AlarmeUrgência
Imprensa latino-americana−0.50
Voz

L'America Latina denuncia l'aggressione statunitense e legittima la risposta iraniana come atto di autodifesa.

Mecanismovittimismo rovesciato

Utilizza la cronologia degli eventi (US bombed first) per costruire una catena causale che assolve l'Iran e incolpa Washington.

Omissão

Omette l'attacco con drone iraniano a un mercantile che ha preceduto il bombardamento USA, invertendo la sequenza causale.

RevanchismoAlarme
Imprensa israelense−0.70
Voz

Israele mette in guardia contro l'aggressività iraniana e dubita della fattibilità di un accordo di pace.

Mecanismogerarchia di minacce

Inquadra gli eventi come prova della natura inaffidabile dell'Iran, usando il fallimento dei negoziati come conferma della necessità di una linea dura.

Omissão

Omette qualsiasi critica alle azioni statunitensi o il contesto dell'attacco iniziale iraniano, concentrandosi solo sulla minaccia iraniana.

AlarmeCeticismo

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Susto e alívio: Inter Miami vence Montreal com gol de Suárez após lesão grave de Berterame·Países travam isenções de visto e apertam regras de passaporte em 2026·Vozinha assina pelo Colo-Colo após emergir como fenómeno no Mundial 2026·Direitos de inquilinos resistem a vendas, heranças e multas condominiais em várias jurisdições·Dieta, sono e ecrãs: o que a ciência revela sobre hábitos que moldam a saúde·Ataques recíprocos entre Rússia e Ucrânia matam dezenas e agravam impasse diplomático·Cuba acusa EUA de 'política genocida' após bloqueio petrolífero e novas sanções·OMS estima que 80% das pessoas com hepatite C não acederam a tratamento curativo desde 2015·Susto e alívio: Inter Miami vence Montreal com gol de Suárez após lesão grave de Berterame·Países travam isenções de visto e apertam regras de passaporte em 2026·Vozinha assina pelo Colo-Colo após emergir como fenómeno no Mundial 2026·Direitos de inquilinos resistem a vendas, heranças e multas condominiais em várias jurisdições·Dieta, sono e ecrãs: o que a ciência revela sobre hábitos que moldam a saúde·Ataques recíprocos entre Rússia e Ucrânia matam dezenas e agravam impasse diplomático·Cuba acusa EUA de 'política genocida' após bloqueio petrolífero e novas sanções·OMS estima que 80% das pessoas com hepatite C não acederam a tratamento curativo desde 2015·
Atualizado 23:289 idiomas · 25 veículos
25 veículos|9 idiomas|4 min de leitura
sábado, 27 de junho de 2026

Irã vê vitória escapar por milímetros e denuncia “Copa desastrosa”

Após empate com o Egito, o Irã depende de combinação de resultados para avançar; capitão Taremi critica a Fifa e as restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos.

O grito de classificação ficou preso na garganta. Aos 48 minutos do segundo tempo, o zagueiro Shoja Khalilzadeh empurrou a bola para as redes e correu para a linha lateral, arrancou a camisa, pôs óculos escuros e posou para a foto que parecia selar a vitória por 2 a 1 sobre o Egito. O banco iraniano invadiu o gramado do Lumen Field, em Seattle. Mas a euforia durou menos de um minuto: o árbitro polonês Szymon Marciniak foi chamado pelo VAR e anulou o lance por impedimento milimétrico — a ponta do pé direito do defensor estava à frente do último adversário. Minutos depois, Saeid Ezatolahi ainda acertou o travessão. O empate em 1 a 1 deixou o Irã na terceira posição do Grupo G, com três pontos, à espera de uma improvável combinação de resultados para seguir como um dos oito melhores terceiros colocados.

O jogo havia começado com um ritmo vertiginoso. Logo aos cinco minutos, o egípcio Mahmoud Saber aproveitou rebote do goleiro Alireza Beiranvand após finalização de Mohamed Salah e abriu o placar. A resposta iraniana veio em sequência: Mehdi Taremi sofreu pênalti, mas cobrou mal e viu o goleiro Mostafa Shobeir defender. Aos 14, porém, Ramin Rezaeian empatou com um chute de ângulo quase impossível, após nova defesa de Shobeir. O restante da partida alternou tentativas de controle egípcio e lampejos iranianos, até o desfecho dramático. O Egito, já classificado, terminou em segundo lugar no grupo, atrás da Bélgica — que goleou a Nova Zelândia por 5 a 1 —, e enfrentará a Austrália nas oitavas de final.

Na zona mista, o capitão Taremi não poupou palavras. “Esta é uma Copa do Mundo desastrosa. Um desastre”, disparou. O atacante do Olympiacos denunciou as condições logísticas impostas à delegação: por restrições migratórias dos Estados Unidos, o time não pode permanecer em território americano entre as partidas e é obrigado a retornar a Tijuana, no México, enfrentando horas de controles fronteiriços a cada deslocamento. “Como jogadores profissionais, numa competição profissional, isto não é justo. Se para a Fifa é justo, ótimo para eles. Mas não é justo. Quem quer nos ajudar? Ninguém”, afirmou. Taremi revelou ainda que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, visitou o vestiário após a estreia contra a Nova Zelândia e prometeu resolver os problemas, mas “não fez nada”. Questionado se a organização desejava a eliminação iraniana, respondeu: “Fizeram tudo o possível para nos eliminar. Da nossa perspetiva, sim, acredito que nos querem fora”.

O desabafo ecoou um mal-estar que transcende o campo. A imprensa do Oriente Médio e analistas europeus notaram que o Irã precisou transferir seu centro de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, depois que 15 integrantes da comitiva, incluindo membros da comissão técnica e pessoal de apoio, tiveram vistos negados. O técnico Amir Ghalenoei classificou o tratamento como “terrível” e “injusto”. No vestiário, a seleção deixou uma carta manuscrita agradecendo a hospitalidade de Seattle e invocando o fair play: “Talvez se possam ganhar pontos de muitas formas, mas o respeito não se ganha. Uma equipa pode classificar-se, mas só com integridade e honra se permanece de pé perante a história”. O texto trazia o número 168, referência às vítimas de um ataque aéreo a uma escola em Minab, em fevereiro, que elevou a tensão entre Washington e Teerã.

Com três empates em três jogos, o Irã jamais perdeu nesta Copa, mas também jamais venceu. Agora, precisa torcer por tropeços de Croácia, Argélia ou República Democrática do Congo neste sábado para herdar uma vaga. A expectativa é angustiante: se os resultados não ajudarem, a seleção persa dará adeus ao torneio sem ter sido derrotada, mas carregando a sensação de que a batalha foi travada em duas frentes — e em ambas, os centímetros lhe foram adversários.

Divergência — quem conta como
Eixo: Responsabilità dell'escalation
21%Baixa
3 blocos · posições de −0.70 a −0.20
Critici verso gli USACritici verso l'Iran
EURLATISR
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa europeia continental−0.20neutral
Imprensa latino-americana−0.50critical
Imprensa israelense−0.70critical
Iranian and US outlets are not present in this cluster.
Imprensa europeia continental−0.20
Voz

L'Europa continentale registra l'escalation con tono allarmato, chiedendo moderazione a entrambe le parti.

Mecanismoescalation simmetrica

Presenta gli attacchi come reazioni a catena inevitabili, usando il linguaggio della 'spirale di violenza' per suggerire che nessuna delle due ha il controllo.

Omissão

Omette la giustificazione iraniana (risposta al bombardamento USA) per mantenere un apparente equilibrio.

AlarmeUrgência
Imprensa latino-americana−0.50
Voz

L'America Latina denuncia l'aggressione statunitense e legittima la risposta iraniana come atto di autodifesa.

Mecanismovittimismo rovesciato

Utilizza la cronologia degli eventi (US bombed first) per costruire una catena causale che assolve l'Iran e incolpa Washington.

Omissão

Omette l'attacco con drone iraniano a un mercantile che ha preceduto il bombardamento USA, invertendo la sequenza causale.

RevanchismoAlarme
Imprensa israelense−0.70
Voz

Israele mette in guardia contro l'aggressività iraniana e dubita della fattibilità di un accordo di pace.

Mecanismogerarchia di minacce

Inquadra gli eventi come prova della natura inaffidabile dell'Iran, usando il fallimento dei negoziati come conferma della necessità di una linea dura.

Omissão

Omette qualsiasi critica alle azioni statunitensi o il contesto dell'attacco iniziale iraniano, concentrandosi solo sulla minaccia iraniana.

AlarmeCeticismo

Esta notícia apareceu em

25 veículos · 9 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Protestos na Índia escalam para crise política e levam Modi a prometer tribunais rápidos contra fugas de exames

11 idiomas · 28 veículos

De Economy & Markets

EUA aplicam tarifas de até 12,5% a 60 países por trabalho forçado

1 idioma · 10 veículos

De Technology

Musk confessa envolvimento político excessivo, mas mantém defesa do DOGE

3 idiomas · 5 veículos

Ler mais