
Dez mortos em novo dia de ataques recíprocos entre Rússia e Ucrânia
Ofensivas com mísseis e drones atingem supermercado em Chernigiv e áreas ocupadas, enquanto diplomacia continua paralisada.
Pelo menos dez civis morreram e dezenas ficaram feridos no domingo, 26 de julho de 2026, numa nova jornada de ataques aéreos e com drones entre a Rússia e a Ucrânia, um dia depois de outros vinte óbitos em ambos os lados da linha da frente. Em território controlado por Kiev, um drone russo atingiu um supermercado em Chernigiv, matando duas pessoas – entre elas uma criança de dez anos – e ferindo outras treze, segundo as autoridades locais. Em Kharkiv, um ataque com drone contra um edifício residencial provocou um morto e nove feridos, incluindo duas crianças; na região de Zaporíjia, uma bomba aérea guiada matou um civil e deixou seis feridos. Na capital, mísseis balísticos danificaram infraestruturas e causaram três feridos. Do lado russo, as administrações instaladas pelo Kremlin em Horlivka e na parte ocupada de Kherson relataram cinco mortos em ataques ucranianos, enquanto a região fronteiriça de Belgorod registou mais uma vítima mortal na aldeia de Smorodino, elevando para seis os óbitos em áreas sob controlo militar de Moscovo ou no seu território reconhecido.
O governo do presidente Volodymyr Zelensky qualificou a ofensiva russa como “terror deliberado”, sublinhando que cerca de 1.700 drones, mais de 1.630 bombas aéreas e 95 mísseis foram lançados por Moscovo apenas na última semana. Kiev insiste na necessidade urgente de sistemas de defesa antimísseis dos aliados ocidentais para salvar vidas. Na perspetiva de Lisboa, que acompanha a posição da NATO, a escalada reforça a condenação da invasão russa e o apelo ao reforço da ajuda militar à Ucrânia. Já o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter atacado “empresas da indústria militar” ligadas à produção de drones em Kiev e infraestruturas portuárias em Odessa, negando intenção de alvejar civis, enquanto as autoridades pró-russas descreveram os ataques ucranianos contra áreas residenciais e paragens de autocarro como atos de agressão indiscriminada.
O recrudescimento da violência ocorre num momento de impasse diplomático total. As conversações lideradas pelos Estados Unidos para um cessar-fogo estão estagnadas há meses. Brasília, que desde o início do conflito mantém uma posição de equidistância e insistiu em soluções negociadas, vê com preocupação a intensificação dos combates, enquanto a maioria dos países da África lusófona defende, no quadro da União Africana, o fim imediato das hostilidades sem alinhamento automático com um dos blocos. A Rússia mantém a exigência de reconhecimento internacional da anexação de territórios no leste e sul ucranianos, e Kiev recusa qualquer cessão, apoiando-se no direito internacional e na promessa de recuperar a totalidade das suas fronteiras de 1991.
Militares ucranianos intensificaram nos últimos meses uma campanha de ataques com drones contra refinarias, depósitos de combustível e infraestruturas de transporte no interior da Rússia, o que, segundo avaliações de serviços ocidentais, tem provocado escassez de combustível e dificultado a logística militar russa. Em paralelo, Moscovo continua a utilizar mísseis balísticos e drones de fabrico iraniano contra cidades ucranianas, num padrão de desgaste recíproco. As perspetivas de uma saída diplomática permanecem bloqueadas, e os próximos movimentos serão, previsivelmente, de continuação da pressão militar de ambos os lados, enquanto a comunidade internacional assiste a uma guerra de atrito que já se prolonga por mais de quatro anos.
| Imprensa europeia continental | −0.80 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.30 | critical |
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
| Imprensa africana subsaariana | −0.10 | neutral |
The Russian attack on a Chernihiv supermarket killed a 10-year-old child, demonstrating the brutality of the aggressor.
Focusing on a single innocent victim (a child) amplifies emotional reaction and pins responsibility on Russia, making any further consideration superfluous.
Ukrainian drone attacks that caused civilian casualties in Russian-occupied areas are omitted, which could have mitigated the unilateral condemnation.
Ukrainian drones are crippling the Russian army, while Russia continues to terrorize Ukrainian cities.
By juxtaposing Ukrainian military success with Russian attacks, a symmetry of capabilities is created that legitimizes Ukrainian resistance and downplays the severity of Russian attacks.
The exact civilian death toll from Russian attacks and the fact that Russia hit a supermarket killing a child are omitted, which could have shifted focus to civilian suffering.
Both sides are hitting civilian targets, and diplomacy is not moving forward.
Claims from both sides are presented without taking a position, creating an impression of moral equivalence that favors a neutral stance.
The detail that the Russian supermarket attack killed a child is omitted, which could have upset the symmetry.
Ukrainian strikes cause more civilian casualties than Russian ones on this day.
By highlighting the death toll from Ukrainian strikes, it suggests that Ukraine is at least equally responsible for civilian suffering, balancing the narrative.
The context that the areas struck by Ukraine are under Russian occupation and that the Russian supermarket attack killed a child are omitted, which could have justified Ukrainian strikes as self-defense.
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