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Crime e Desastresterça-feira, 14 de julho de 2026

Cão intoxicado por canábis mobiliza resgate no Ben Nevis; outros incidentes com animais e montanhistas reacendem alertas

Uma cadela labrador precisou de ser retirada de maca da montanha mais alta do Reino Unido após aparente ingestão de droga; no Evereste, um sherpa sobreviveu seis dias sozinho, e um incêndio doméstico nos EUA matou três animais.

Uma cadela labrador de cinco anos, chamada Tokyo, foi resgatada no passado dia 5 de julho na vertente do Ben Nevis, na Escócia, depois de apresentar sintomas súbitos de desorientação, perda de força nas patas traseiras e episódios de inconsciência. A tutora, uma treinadora canina com 25 anos de experiência, relatou às equipas de emergência que o animal cambaleava e deixou de conseguir caminhar quando o grupo se aproximava do cume, a 1.345 metros de altitude. Segundo a equipa voluntária de resgate de montanha de Lochaber, que regressava de outra operação, a cadela foi colocada numa maca e transportada rapidamente até ao início do trilho, sob chuva e temperaturas a rondar os 5 graus.

Já na clínica veterinária Crown Vets, em Fort William, os médicos suspeitaram inicialmente de uma lesão na coluna, mas o quadro clínico — com perda de consciência intermitente e um odor característico libertado durante a medição da temperatura — levou ao diagnóstico de intoxicação por neurotoxina. A consulta com um centro de controlo de intoxicações confirmou que os sintomas eram compatíveis com a ingestão de canábis. A cadela recebeu carvão ativado e fluidos intravenosos, recuperando totalmente durante a noite. A tutora descreveu a fatura veterinária de cerca de 1.300 euros como “dinheiro bem gasto”, sublinhando que Tokyo, no dia seguinte, “abanava a cauda como se nada tivesse acontecido”.

O episódio insere-se num contexto de aumento de casos de toxicidade por canábis em animais de companhia. Dados do centro de controlo de intoxicações da Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais indicam que, nos Estados Unidos, os relatos relacionados com possível ingestão de marijuana quase triplicaram nos últimos cinco anos, com um crescimento de 10% só no último ano. No Reino Unido, as autoridades veterinárias também registam uma tendência de subida, embora sem números consolidados. A tutora de Tokyo afirmou desconhecer que cães pudessem ingerir a substância e admitiu que passará a vigiar com mais atenção o que os animais farejam durante os passeios.

Em incidentes distintos, um sherpa nepalês de 57 anos, Hillary Dawa, sobreviveu seis dias sozinho a mais de 7.500 metros de altitude no Monte Evereste, após ter sido dado como desaparecido no final de maio. A família criticou a demora no acionamento dos meios de busca, argumentando que um alpinista estrangeiro teria mobilizado uma operação mais célere. Nos Estados Unidos, um cão provocou um incêndio numa habitação em Belcamp, Maryland, ao saltar para a bancada da cozinha e ligar acidentalmente uma torradeira; dois cães foram salvos por vizinhos, mas um terceiro cão e dois gatos morreram. As autoridades locais classificaram a causa do fogo como acidental.

Divergência — quem conta como
10%Baixa
2 blocos · posições de 0.00 a +0.20
CríticoFavorável
LATATL
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa latino-americana0.00neutral
Imprensa atlântica / anglosfera+0.20neutral
Imprensa latino-americana0.00
Voz

Tokyo, um labrador, ingeriu acidentalmente cannabis e quase morreu no Ben Nevis, mas o resgate foi bem-sucedido.

Mecanismopersonificazione della vittima

Ao colocar em primeiro plano o relato aterrorizado da tutora sobre a perda de consciência e imobilidade do cão, a narrativa cria uma sensação de tragédia iminente, fazendo o resgate parecer uma fuga da morte.

Omissão

O bloco latino-americano omite a expressão de gratidão da tutora e o enquadramento do resgate como um sucesso, concentrando-se na experiência de quase morte.

VitimismoPragmatismo
Imprensa atlântica / anglosfera+0.20
Voz

Estamos gratos por a Tokyo ter sido resgatada em segurança após uma experiência assustadora, e elogiamos a rápida resposta da equipa de resgate.

Mecanismoenfasi sul lieto fine

Ao destacar a gratidão da tutora e o resultado bem-sucedido, a história enquadra o incidente como uma história de resgate positiva, minimizando a gravidade do estado do cão.

Omissão

O bloco atlântico omite a descrição detalhada da perda de consciência do cão e o medo da tutora de perdê-lo, concentrando-se no resgate bem-sucedido e na gratidão.

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terça-feira, 14 de julho de 2026

Cão intoxicado por canábis mobiliza resgate no Ben Nevis; outros incidentes com animais e montanhistas reacendem alertas

Uma cadela labrador precisou de ser retirada de maca da montanha mais alta do Reino Unido após aparente ingestão de droga; no Evereste, um sherpa sobreviveu seis dias sozinho, e um incêndio doméstico nos EUA matou três animais.

Uma cadela labrador de cinco anos, chamada Tokyo, foi resgatada no passado dia 5 de julho na vertente do Ben Nevis, na Escócia, depois de apresentar sintomas súbitos de desorientação, perda de força nas patas traseiras e episódios de inconsciência. A tutora, uma treinadora canina com 25 anos de experiência, relatou às equipas de emergência que o animal cambaleava e deixou de conseguir caminhar quando o grupo se aproximava do cume, a 1.345 metros de altitude. Segundo a equipa voluntária de resgate de montanha de Lochaber, que regressava de outra operação, a cadela foi colocada numa maca e transportada rapidamente até ao início do trilho, sob chuva e temperaturas a rondar os 5 graus.

Já na clínica veterinária Crown Vets, em Fort William, os médicos suspeitaram inicialmente de uma lesão na coluna, mas o quadro clínico — com perda de consciência intermitente e um odor característico libertado durante a medição da temperatura — levou ao diagnóstico de intoxicação por neurotoxina. A consulta com um centro de controlo de intoxicações confirmou que os sintomas eram compatíveis com a ingestão de canábis. A cadela recebeu carvão ativado e fluidos intravenosos, recuperando totalmente durante a noite. A tutora descreveu a fatura veterinária de cerca de 1.300 euros como “dinheiro bem gasto”, sublinhando que Tokyo, no dia seguinte, “abanava a cauda como se nada tivesse acontecido”.

O episódio insere-se num contexto de aumento de casos de toxicidade por canábis em animais de companhia. Dados do centro de controlo de intoxicações da Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais indicam que, nos Estados Unidos, os relatos relacionados com possível ingestão de marijuana quase triplicaram nos últimos cinco anos, com um crescimento de 10% só no último ano. No Reino Unido, as autoridades veterinárias também registam uma tendência de subida, embora sem números consolidados. A tutora de Tokyo afirmou desconhecer que cães pudessem ingerir a substância e admitiu que passará a vigiar com mais atenção o que os animais farejam durante os passeios.

Em incidentes distintos, um sherpa nepalês de 57 anos, Hillary Dawa, sobreviveu seis dias sozinho a mais de 7.500 metros de altitude no Monte Evereste, após ter sido dado como desaparecido no final de maio. A família criticou a demora no acionamento dos meios de busca, argumentando que um alpinista estrangeiro teria mobilizado uma operação mais célere. Nos Estados Unidos, um cão provocou um incêndio numa habitação em Belcamp, Maryland, ao saltar para a bancada da cozinha e ligar acidentalmente uma torradeira; dois cães foram salvos por vizinhos, mas um terceiro cão e dois gatos morreram. As autoridades locais classificaram a causa do fogo como acidental.

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Tokyo, um labrador, ingeriu acidentalmente cannabis e quase morreu no Ben Nevis, mas o resgate foi bem-sucedido.

Mecanismopersonificazione della vittima

Ao colocar em primeiro plano o relato aterrorizado da tutora sobre a perda de consciência e imobilidade do cão, a narrativa cria uma sensação de tragédia iminente, fazendo o resgate parecer uma fuga da morte.

Omissão

O bloco latino-americano omite a expressão de gratidão da tutora e o enquadramento do resgate como um sucesso, concentrando-se na experiência de quase morte.

VitimismoPragmatismo
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Voz

Estamos gratos por a Tokyo ter sido resgatada em segurança após uma experiência assustadora, e elogiamos a rápida resposta da equipa de resgate.

Mecanismoenfasi sul lieto fine

Ao destacar a gratidão da tutora e o resultado bem-sucedido, a história enquadra o incidente como uma história de resgate positiva, minimizando a gravidade do estado do cão.

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