
Canadá impõe tarifa de 10% sobre conservas vegetais e reativa passe de turismo doméstico
Medida protecionista exclui países em desenvolvimento, como o Brasil, enquanto Ottawa relança o Canada Strong Pass e o setor privado oferece vantagens para viagens internacionais.
O governo canadiano anunciou na sexta-feira a aplicação imediata de uma tarifa aduaneira provisória de 10% sobre as importações de conservas de legumes, com uma vigência máxima de 200 dias. A medida, justificada pelo Ministério das Finanças como resposta a “circunstâncias críticas” enfrentadas pelos produtores nacionais, exclui explicitamente as conservas provenientes dos Estados Unidos, México, Israel, Chile e dos países em desenvolvimento, em conformidade com as obrigações comerciais internacionais do Canadá. O Tribunal Canadiano de Comércio Externo mantém uma investigação, iniciada em março e com conclusão prevista para setembro, para determinar se o aumento das importações causa ou ameaça causar prejuízo à indústria local. Caso se comprove a inexistência de dano, a sobretaxa será suspensa.
A decisão insere-se num contexto de fricções comerciais mais amplas, particularmente com os Estados Unidos, que impuseram tarifas sobre o aço, o alumínio e o setor automóvel canadianos. Na perspetiva de Ottawa, a salvaguarda provisória procura um equilíbrio entre o alívio ao setor de conservas e a proteção da segurança alimentar e da acessibilidade de preços para os consumidores. Para os exportadores de países lusófonos, como o Brasil, a exclusão dos países em desenvolvimento significa que os fluxos comerciais não serão diretamente afetados por esta barreira temporária, embora observadores em Brasília notem que o redirecionamento de excedentes globais pode, indiretamente, pressionar os mercados.
Paralelamente, o executivo federal relançou o Canada Strong Pass, um passe de turismo doméstico válido de 19 de junho a 7 de setembro de 2026. A iniciativa, originalmente concebida para incentivar os canadianos a viajar dentro do país em reação à guerra comercial e à retórica de anexação por parte de Washington, oferece entrada gratuita em parques nacionais, museus federais e descontos de 25% em campismo, além de tarifas reduzidas ou gratuitas nos comboios da Via Rail para jovens. No verão passado, a frequência de museus e galerias aumentou 15% durante o período de vigência do passe, segundo dados oficiais.
Enquanto o setor público estimula o turismo interno, a Mastercard promove uma campanha global de benefícios para viagens internacionais, com descontos em voos e hotéis reservados pela Trip.com, acesso a reservas prioritárias em restaurantes de prestígio e bilhetes em pré-venda para espetáculos através da parceria com a Live Nation. A sobreposição destas dinâmicas revela um cenário dual: protecionismo setorial e fomento do consumo turístico nacional, a par de incentivos privados à mobilidade global, que permanecem acessíveis aos viajantes canadianos e, por extensão, aos lusófonos que utilizem cartões elegíveis.
O próximo marco factual será a conclusão da investigação do Tribunal Canadiano de Comércio Externo, esperada até 9 de setembro, que determinará a manutenção ou suspensão da tarifa. Simultaneamente, o Canada Strong Pass terminará a 7 de setembro, oferecendo uma janela de observação sobre a eficácia destas políticas de apoio à produção nacional e ao turismo doméstico num período de tensões comerciais persistentes.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O governo canadense impõe uma tarifa temporária de 10% sobre conservas vegetais importadas para apoiar os produtores nacionais, isentando EUA, México, Israel, Chile e países em desenvolvimento. Paralelamente, relança o Canada Strong Pass com descontos e entradas gratuitas para estimular o turismo doméstico, também em reação às tensões comerciais com os Estados Unidos.
A Mastercard transforma os planos de verão em experiências sem preço, oferecendo até 20% de desconto em voos e hotéis reservados pelo Trip.com. O Canada Strong Pass torna-se assim uma oportunidade imperdível para os viajantes, com valor acrescentado que permite focar nas memórias e não nas reservas.
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