
Câmeras registram roubos, agressões e reações extremas em cidades da Argentina, Brasil, Rússia e Bangladesh
Câmeras de segurança registram roubo frustrado em La Plata, agressão por vingança em Ponta Grossa, choque elétrico contra ladrão em Buenos Aires, e ataques a policiais e cidadãos em Bangladesh e na Rússia.
Uma série de episódios violentos em espaços urbanos, captados por câmeras de segurança, expôs nos últimos dias reações que vão da fuga instintiva ao uso de dispositivos de choque e à justiça pelas próprias mãos. Em La Plata, Argentina, um adolescente que voltava da escola foi surpreendido por dois motochorros; conseguiu escapar correndo, frustrando o roubo, segundo o portal 0221. Na região metropolitana de Buenos Aires, uma mulher identificada como Débora acionou um dispositivo de 6.000 volts instalado na sua moto, fazendo o ladrão cair e abandonar o veículo. A localização exata diverge: fontes mencionam tanto San Martín quanto Remedios de Escalada, mas o modus operandi é o mesmo — a vítima, que já sofrera quatro roubos anteriores, usou o equipamento de autodefesa à distância.
Em Ponta Grossa, no Paraná, a Polícia Civil identificou quatro homens que agrediram o condutor de um carro que colidira contra um muro e, por engano, um morador que tentava prestar socorro. De acordo com a investigação, o motorista havia atingido de raspão um motociclista momentos antes; os agressores, amigos do motociclista, foram ao local para confrontá-lo. O delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira classificou a agressão ao morador como 'covarde' e frisou que 'ninguém pode fazer justiça com as próprias mãos'. Os quatro responderão por lesão corporal e exercício arbitrário das próprias razões, enquanto a polícia busca outros dois envolvidos.
Em Keshabpur, no Bangladesh, a recuperação de uma moto roubada pela polícia terminou em tumulto: o proprietário, ligado à ala estudantil de um partido, e dezenas de jovens exigiram a entrega imediata do veículo, agrediram um agente e levaram a moto. A polícia local, sob o comando da oficial Roksana Khatun, realizou nova operação, recuperou a moto e prendeu um suspeito de receptação; os agressores estão a ser identificados. Já em Murino, na Rússia, adolescentes espancaram um homem que lhes fizera uma advertência, deixando-o caído entre carros enquanto a esposa tentava intervir. Dois foram detidos pela polícia de São Petersburgo.
As investigações prosseguem em todos os casos, com as imagens de videovigilância a desempenharem um papel central na identificação dos suspeitos. Na perspetiva de Brasília, o episódio paranaense reacende o debate sobre o crime de 'exercício arbitrário das próprias razões', previsto no Código Penal brasileiro. Observadores em Lisboa notam que o dispositivo de choque utilizado na Argentina, embora não letal, suscita interrogações sobre a regulação de mecanismos de autodefesa na União Europeia. Em Luanda, onde o roubo de motociclos é uma realidade quotidiana, o recurso a tecnologias de proteção e a reações impulsivas ecoa desafios familiares às autoridades angolanas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Na Argentina e no Brasil, os cidadãos estão recorrendo cada vez mais a dispositivos de autodefesa, como choques elétricos, para repelir ladrões de motos. Vídeos mostram vítimas ativando imobilizadores ou tasers, forçando os agressores a fugir. A polícia investiga e identifica suspeitos, mas a tendência reflete um alarme público crescente com a criminalidade de rua.
Em Bangladesh, uma multidão agrediu policiais para retomar à força uma motocicleta roubada já recuperada, ignorando os procedimentos legais. O proprietário e seus comparsas espancaram um agente e levaram a moto, levando a polícia a fazer uma nova batida para recuperá-la e prender um suspeito. As autoridades agora caçam os agressores, condenando a ação como um ataque às forças de segurança.
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