
Buscadora de desaparecidos é assassinada no México; ataques armados deixam mortos em várias cidades
Patricia Negrete Tafoya, que procurava a irmã desaparecida, foi morta a tiros em Pénjamo; noutras regiões do México e do Brasil, a violência fez vítimas entre comerciantes e transeuntes.
Uma integrante do coletivo de busca “Una Promesa por Cumplir”, Patricia Negrete Tafoya, foi assassinada a tiro na noite de 23 de junho em Pénjamo, Guanajuato, ao sair do hospital onde trabalhava. De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado, dois homens numa moto dispararam contra ela, que morreu no local. Negrete Tafoya procurava a irmã Laura Angélica, desaparecida desde 2021, e era a quarta buscadora morta no estado em 2026, segundo registos da imprensa local. A Amnistia Internacional condenou o crime e exigiu uma investigação “imediata, exaustiva e imparcial”, considerando a sua atividade como linha prioritária.
Noutros pontos do México, a violência armada também provocou vítimas. Em León, Guanajuato, duas mulheres — uma funcionária e a presumível proprietária do bar “Nando’s” — foram mortas durante um ataque enquanto era transmitido um jogo da seleção mexicana, informaram as autoridades. Na Cidade do México, uma vendedora de tacos de canasta, de 39 anos, foi baleada no bairro de Tepito e morreu no local; um homem de 50 anos, também atingido, faleceu no hospital. No mesmo bairro, uma comerciante de cerca de 60 anos foi assassinada a tiro na sua banca, e outro locatário ficou gravemente ferido. Em Tlalpan, um automobilista de 30 anos morreu após ser baleado no pescoço. Já em Culiacán, Sinaloa, cinco pessoas foram mortas em dois ataques distintos, e uma criança ficou ferida, de acordo com os serviços de segurança.
No Brasil, dois casos de homicídio mobilizaram as polícias. Em Mato Grosso do Sul, o corpo de um caseiro de 72 anos, Antônio, foi encontrado dentro de um saco em avançado estado de decomposição às margens da MS-080; dois homens foram presos em flagrante. Em Itumbiara, Goiás, a caixa de supermercado Tânia Maria Ribeiro de Oliveira, de 63 anos, foi achada morta em casa. O companheiro, foragido, enviou um áudio a familiares confessando o crime, segundo o delegado responsável. A vítima já tinha tido uma medida protetiva contra ele, mas o casal reatara a relação.
A Amnistia Internacional sublinhou que o homicídio de Negrete Tafoya “não pode ser entendido como um facto isolado” e recordou que, desde 2011, pelo menos 35 pessoas buscadoras foram assassinadas no México, 21 das quais mulheres. A organização instou os governos estaduais e federal a adotarem medidas urgentes de proteção. Em Guanajuato, os coletivos de familiares de desaparecidos denunciam um “vazio de informação” e exigem um relatório público sobre as investigações. As autoridades mexicanas e brasileiras mantêm as apurações em curso, sem que, até ao momento, tenham sido divulgadas detenções na maioria dos episódios.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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The murder of Patricia Negrete Tafoya, a woman dedicated to searching for missing persons, is portrayed as yet another act of systematic violence against activists in Mexico. Amnesty International demands a thorough investigation, while local media highlight the climate of impunity and the constant danger faced by female searchers. The story is placed within a context of daily crime news, with numerous other violent murders in the country.
Japanese and Korean media do not cover the murder of the female searcher in Mexico, instead focusing on local crime cases such as homicides and thefts. The international human rights story is completely ignored, reflecting a predominantly domestic focus. There is no analysis or comment on the context of violence in Mexico.
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