
Bombardeiro estratégico russo Tu-22M3 cai na Sibéria; tripulação ejeta em segurança
Aeronave supersónica, capaz de lançar mísseis hipersónicos, despenhou-se perto do rio Angara durante um voo de treino; Moscovo confirma que os quatro pilotos sobreviveram sem danos no solo.
Um bombardeiro estratégico russo Tupolev Tu-22M3 caiu na segunda-feira na região de Irkutsk, na Sibéria Oriental, durante um voo de treino. O Ministério da Defesa russo confirmou que os quatro tripulantes ejetaram com sucesso e estão vivos, sem registo de danos no solo. Imagens não verificadas que circulam nas redes sociais mostram a aeronave a mergulhar de nariz sobre uma área densamente arborizada perto do rio Angara, seguida de uma espessa coluna de fumo. O aparelho não transportava armamento e preparava-se para aterrar quando ocorreu o acidente, perto da localidade de Svirsk, a cerca de 50 quilómetros a noroeste da base aérea de Belaya, que alberga bombardeiros de longo alcance.
O Tu-22M3, designado “Backfire” pela NATO, é um bombardeiro supersónico de origem soviética que permanece no ativo desde os anos 1970. Capaz de transportar mísseis hipersónicos Kinzhal, tem sido utilizado por Moscovo em missões de combate na Síria e, mais recentemente, na guerra contra a Ucrânia. A sua versatilidade e capacidade de penetração fazem dele uma peça central da aviação estratégica russa, embora a frota seja composta por aeronaves com décadas de serviço, sujeitas a um desgaste operacional significativo.
Na perspetiva de Brasília, o incidente sublinha a pressão a que está submetido o arsenal russo, num momento em que Moscovo recorre intensivamente aos seus bombardeiros de longo alcance para lançar mísseis contra alvos ucranianos. Observadores em Lisboa, no seio da NATO, interpretam o acidente como um lembrete da importância de monitorizar a prontidão da aviação estratégica russa, ainda que o episódio não represente uma ameaça direta à aliança. Já em capitais africanas lusófonas como Maputo e Luanda, onde a Rússia mantém parcerias de segurança, o incidente é acompanhado com atenção, pois eventuais fragilidades na capacidade de projeção militar de Moscovo podem ter reflexos no apoio a operações de estabilização no continente.
A investigação agora em curso deverá apurar se a queda se deveu a falha técnica ou erro humano, mas o episódio reacende o debate sobre a sustentabilidade da frota de Tu-22M3. A Rússia tem vindo a modernizar parte destes aparelhos para a versão Tu-22M3M, com novos sistemas de navegação e armamento, mas o ritmo das atualizações é lento. A perda de uma célula, ainda que sem vítimas, soma-se ao desgaste material acumulado desde o início da invasão da Ucrânia e poderá acelerar os planos de substituição por bombardeiros mais modernos, como o Tu-160M. A sobrevivência da tripulação, contudo, demonstra a eficácia dos sistemas de ejeção, um dado positivo num contexto de elevada exigência operacional.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um bombardeiro russo Tu-22M3, capaz de transportar mísseis hipersônicos Kinzhal e usado na Síria e na Ucrânia, caiu durante um voo de treinamento na Sibéria. A tripulação ejetou em segurança, mas o incidente chama a atenção para a confiabilidade dos ativos aéreos estratégicos de Moscou em meio a operações de combate em andamento. Imagens não verificadas mostram a aeronave mergulhando em uma área florestal.
Um bombardeiro estratégico russo Tu-22M3 caiu durante um voo de treinamento na região de Irkutsk, na Sibéria, enquanto descia para pouso. O ministério da Defesa afirmou que a aeronave não transportava ogivas e que a tripulação ejetou em segurança; os pilotos estão vivos e bem. Um vídeo divulgado por veículos ligados aos serviços de segurança russos mostrou o avião caindo no solo e uma coluna de fumaça.
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