
Bélgica escapa de derrota com autogolo e empata com Egito na estreia do Grupo G
Com golo contra forçado por Lukaku, belgas evitam surpresa diante de um Egito organizado que celebrou o aniversário de Salah com atuação sólida em Seattle.
A Bélgica evitou uma estreia desastrosa no Grupo G do Mundial de 2026 ao resgatar um empate 1-1 com o Egito, na madrugada desta terça-feira (16), no Lumen Field, em Seattle. O golo do empate surgiu de um autogolo do defesa Mohamed Hany, aos 66 minutos, pressionado pelo recém-entrado Romelu Lukaku, anulando a vantagem egípcia construída ainda na primeira parte por Emam Ashour. O resultado mantém um incómodo jejum: o Egito, heptacampeão africano, continua sem vencer um jogo em Copas do Mundo na sua quarta participação, enquanto a geração belga, terceira em 2018 e eliminada na fase de grupos em 2022, volta a demonstrar dificuldades para impor o seu estatuto de favorita.
O encontro começou com os 'Diabos Vermelhos' a dominarem a posse de bola, mas foi o Egito a materializar a primeira grande oportunidade. Aos 20 minutos, Mohamed Salah — que celebrava 34 anos e está sem clube após deixar o Liverpool — serviu Ashour, que disparou de fora da área para o fundo das redes de Thibaut Courtois. A seleção africana, orientada por Rudi Garcia, soube conter a pressão belga durante mais de uma hora, com Courtois a revelar-se decisivo em várias intervenções. Só a entrada de Lukaku, aos 66 minutos, alterou a dinâmica: em 28 segundos, o avançado do Nápoles forçou Hany a introduzir a bola na própria baliza, num lance de insistência após centro rasteiro de Thomas Meunier. Kevin De Bruyne ainda acertou no poste numa cobrança de falta, mas o empate persistiu.
Na perspetiva de Brasília, a igualdade é vista como um alerta para a Bélgica, que não perdia num jogo de estreia mundialista desde 1986, mas que volta a tropeçar num adversário teoricamente inferior, à semelhança do que sucedera com a Espanha frente a Cabo Verde no mesmo dia. Observadores em Lisboa sublinham o simbolismo do duelo entre De Bruyne e Salah, dois dos maiores talentos da última década, e notam que o empate deixa o Grupo G — que integra ainda Irão e Nova Zelândia — totalmente em aberto. Já analistas africanos lusófonos destacam a organização tática do Egito e a influência de Salah, mas lamentam a incapacidade de segurar a vantagem, adiando o sonho de um primeiro triunfo em Mundiais.
O desfecho em Seattle projeta um cenário de pressão acrescida para a Bélgica no próximo domingo, quando enfrentará o Irão, enquanto o Egito medirá forças com a Nova Zelândia. Com um ponto cada, as duas seleções dependem do resultado do outro jogo da jornada inaugural para avaliar o real peso deste empate. Para os belgas, o torneio na América do Norte representa a última oportunidade de uma geração dourada conquistar um título; para os egípcios, a esperança de quebrar a maldição e, enfim, inscrever o nome do futebol do Nilo na história das vitórias mundialistas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Egito conquistou um empate histórico contra a Bélgica, exibindo resiliência e frustrando os favoritos europeus. Mohamed Salah deu uma assistência no seu 34º aniversário, mas os Faraós ainda aguardam a primeira vitória em Copas do Mundo após quatro participações. A entrada de Romelu Lukaku forçou um gol contra, negando ao Egito uma vitória famosa.
A Bélgica tropeçou na estreia, precisando de um gol contra para salvar um empate sem brilho contra o Egito. A equipe africana surpreendeu com um gol inicial de Emam Ashour, e os Diabos Vermelhos só reagiram após a entrada de Lukaku. O resultado deixa a Bélgica longe do status de favorita.
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