
FBI desmantela plano de ataque com drones e snipers em evento de UFC na Casa Branca
Cinco detidos planeavam usar explosivos para forçar evacuação e emboscar multidão; investigação revela motivações anticapitalistas e alerta para segurança de grandes eventos.
O FBI anunciou na terça-feira (16) que frustrou um plano de ataque com drones explosivos e franco-atiradores contra o evento de artes marciais mistas UFC Freedom 250, realizado no domingo nos jardins da Casa Branca para celebrar o 80.º aniversário do presidente Donald Trump e os 250 anos da independência dos EUA. O diretor Kash Patel revelou que, a 10 de junho, as autoridades tomaram conhecimento de uma ameaça envolvendo indivíduos fora da região de Washington e, numa operação multiestatal, detiveram cinco suspeitos, travando “a frio” os ataques planeados. O plano previa a utilização de drones carregados de explosivos para atingir edifícios próximos, provocar uma evacuação em massa e direcionar a multidão para uma equipa de atiradores, seguida de uma segunda vaga de assalto aos portões da residência presidencial.
As detenções ocorreram no Ohio, Missouri, Nebraska e Califórnia. Um dos acusados, Tycen Proper, de 19 anos, foi denunciado pela própria mãe, preocupada com a sua aquisição de armas e ligação a um grupo online que manifestava raiva contra “a corrupção do governo, a gestão dos ficheiros Epstein” e “centros de dados que consomem toda a água das comunidades”. Documentos judiciais indicam que o grupo visava “a elite capitalista”, bilionários e políticos que receberam donativos do comité de assuntos públicos americano-israelita (AIPAC). A vice-presidente JD Vance atribuiu o episódio à escalada da retórica política da esquerda, apelando a que se “baixasse o tom”, enquanto fontes anónimas revelaram que o anúncio prematuro de Patel irritou o Serviço Secreto, pois o processo ainda estava selado e vários suspeitos continuavam em liberdade.
A notícia teve repercussão global. No Brasil, veículos como G1, UOL e CNN Brasil destacaram o ineditismo do evento e o risco de um atentado com drones numa área tão sensível, ecoando preocupações com a segurança de grandes concentrações como os jogos do Mundial de futebol que decorrem no país. Em Portugal, o CBN e o Público sublinharam a dimensão simbólica do alvo — a Casa Branca em dia de aniversário presidencial — e a sofisticação do plano. Observadores europeus, do Le Figaro ao Bild, enquadraram o caso numa série de tentativas de assassinato contra Trump, após os tiroteios de abril num hotel em Washington e de maio num posto de controlo da Casa Branca. No mundo árabe, o Sky News Arabia e o Al-Jadeed realçaram a utilização de drones e franco-atiradores, enquanto a imprensa russa, como o Kommersant, notou que Trump afirmou no G7 desconhecer a ameaça.
O episódio expõe a evolução da ameaça terrorista doméstica nos EUA, marcada pela radicalização online e pelo emprego de tecnologia acessível como drones comerciais. A pronta intervenção do FBI evitou uma tragédia, mas a divulgação precoce levantou questões sobre coordenação entre agências. A Casa Branca já anunciou que todos os 78 jogos do Mundial nos EUA terão tecnologia de neutralização de drones, sinal de que as lições foram absorvidas. A investigação prossegue com pelo menos 23 pessoas identificadas na rede, e o caso deverá alimentar o debate sobre o discurso político e a segurança de eventos de massa num país profundamente polarizado.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
2 grupos editoriais · 9 idiomas
O FBI frustrou heroicamente um sofisticado complô terrorista em várias etapas envolvendo drones explosivos e atiradores de elite visando o evento do UFC na Casa Branca para o aniversário de Trump. A ação rápida das forças de segurança salvou o presidente e centenas de convidados de um massacre. Os conspiradores, parte de uma rede de 23 pessoas, foram presos em uma operação interestadual.
O ataque frustrado apenas sublinha o absurdo de Trump transformar a Casa Branca numa arena ao estilo de Las Vegas para um espetáculo violento de MMA para celebrar os seus 80 anos. Este evento, criticado como grosseiro e comercial, faz parte de um padrão mais amplo de populismo circense que degrada a presidência. A ameaça à segurança quase parece uma consequência inevitável de tal autoindulgência imprudente.
Artigos relacionados
Trump ameaça voltar a 'lançar bombas' se Irã não cumprir acordo
8 idiomas · 31 veículos
PolíticaG7 anuncia reforço militar à Ucrânia e avaliza acordo entre EUA e Irão
8 idiomas · 24 veículos
PolíticaAcordo EUA-Irão: rascunho de 14 pontos prevê cessar-fogo e alívio de sanções, mas Teerão contesta
6 idiomas · 18 veículos