Entrar
Edição das 16:00 CETterça-feira, 23 de junho de 2026
307 veículos · 17 idiomas954 briefing hoje
Última hora
Do vale do Jordão ao Atlas: um dia de alertas, calor e trovoadasCalor, K-pop e clareza: a Milan Fashion Week entre o Mediterrâneo e a precisãoItália trava trabalho ao ar livre nas horas de calor extremo; Nova Iorque e Malásia preparam novas regrasPezeshkian viaja ao Paquistão para consolidar trégua mediada por Islamabad e explorar dividendos económicosEx-primeiro-ministro israelita revela envio clandestino de terminais Starlink para o IrãoMéxico sela liderança do Grupo A e Ochoa iguala recorde de seis Mundiais; Canadá assume controlo do Grupo BEx-CEO da Aeroflot é detido em Moscou; investigação mira gestão de banco estatal em 2016Parlamento Europeu aprova euro digital para reduzir dependência de sistemas de pagamento dos EUADo vale do Jordão ao Atlas: um dia de alertas, calor e trovoadasCalor, K-pop e clareza: a Milan Fashion Week entre o Mediterrâneo e a precisãoItália trava trabalho ao ar livre nas horas de calor extremo; Nova Iorque e Malásia preparam novas regrasPezeshkian viaja ao Paquistão para consolidar trégua mediada por Islamabad e explorar dividendos económicosEx-primeiro-ministro israelita revela envio clandestino de terminais Starlink para o IrãoMéxico sela liderança do Grupo A e Ochoa iguala recorde de seis Mundiais; Canadá assume controlo do Grupo BEx-CEO da Aeroflot é detido em Moscou; investigação mira gestão de banco estatal em 2016Parlamento Europeu aprova euro digital para reduzir dependência de sistemas de pagamento dos EUA
Economia e Mercadosterça-feira, 23 de junho de 2026

BCE prevê inflação da zona euro acima da meta até 2027, mesmo com trégua no Médio Oriente

Economista-chefe Philip Lane alerta que pressões energéticas e efeitos indiretos podem manter preços elevados, apesar da recente queda do petróleo.

A inflação na zona euro subiu para 3,2% em maio, face a 3,0% em abril, impulsionada por uma inflação energética superior a 10% pelo segundo mês consecutivo. A componente subjacente, que exclui energia e alimentos, avançou para 2,6%, sinalizando que os efeitos indiretos do choque energético começam a alastrar-se. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, saudou o acordo de paz no Médio Oriente, mas advertiu que a situação permanece frágil, com riscos de retrocesso ou de nova escalada.

O economista-chefe do BCE, Philip Lane, detalhou em audição no Parlamento Europeu que o atual choque energético difere do observado em 2021-2022: concentra-se nos combustíveis para transporte, e não na eletricidade ou no gás de consumo doméstico. A inflação dos alimentos, que recuara de 2,4% para 1,9%, deverá voltar a subir devido aos custos logísticos. Lane projetou que a inflação geral poderá permanecer acima da meta de 2% até o primeiro semestre de 2027.

O BCE subiu as três taxas de juro de referência em 25 pontos base na reunião de junho, fixando a taxa de depósito em 2,25%, e reviu em alta a previsão de inflação para 3% este ano. Contudo, a queda recente das cotações do petróleo situa agora o cenário energético entre as projeções de referência e as mais moderadas do banco, o que reduz a urgência de uma nova subida já em julho. Os mercados financeiros atribuem apenas uma probabilidade de 20% a um aumento no próximo mês, com o movimento seguinte totalmente precificado para dezembro. Lane defendeu uma resposta “calibrada” e “moderada”, sublinhando que o impacto no crescimento será atenuado por um mercado de trabalho sólido, pelo investimento em inteligência artificial e pela despesa pública em defesa e infraestruturas.

Outros membros do conselho do BCE reforçaram a mensagem de prudência. O presidente do banco central da Eslováquia, Peter Kazimir, afirmou que a direção da política monetária é clara e que o trabalho “ainda não está concluído”, admitindo novos apertos se os dados o exigirem. O homólogo espanhol, José Luis Escrivá, salientou que os efeitos indiretos dos preços energéticos se tornam evidentes, com aumentos nos custos de transporte e de alimentos ao longo da cadeia produtiva.

O BCE manterá uma abordagem dependente da evolução dos dados, monitorizando os preços da energia, os efeitos de segunda ordem e a trajetória dos salários — cujo crescimento negociado desacelerou de 2,9% para 2,5% no primeiro trimestre. A próxima decisão de política monetária, em julho, será observada como teste à pausa nas subidas, num contexto em que a probabilidade de novo aumento é reduzida.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 6 idiomas

44%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa europeia continentalImprensa latino-americana
Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
AlarmeUrgência

O BCE alerta que a inflação alimentar na zona euro está prestes a subir novamente, impulsionada pelos aumentos dos preços da energia provocados pela guerra no Irão, que chegou apenas a uma trégua frágil. Apesar da queda recente, os preços dos alimentos vão aumentar, mantendo a inflação global elevada. A situação continua precária.

Imprensa latino-americana/ Mercado
CeticismoPragmatismo

O BCE reconhece que a inflação pode permanecer acima da meta por algum tempo, mas uma perspetiva mais moderada reduz a urgência do aumento de juros planeado para o próximo mês. Os mercados veem menos necessidade de um aperto imediato, uma vez que os preços da energia caíram. O foco está nas implicações políticas e na pressão reduzida sobre o banco central.

Artigos relacionados

Ler mais
Últimas notícias
Do vale do Jordão ao Atlas: um dia de alertas, calor e trovoadas·Calor, K-pop e clareza: a Milan Fashion Week entre o Mediterrâneo e a precisão·Itália trava trabalho ao ar livre nas horas de calor extremo; Nova Iorque e Malásia preparam novas regras·Pezeshkian viaja ao Paquistão para consolidar trégua mediada por Islamabad e explorar dividendos económicos·Ex-primeiro-ministro israelita revela envio clandestino de terminais Starlink para o Irão·México sela liderança do Grupo A e Ochoa iguala recorde de seis Mundiais; Canadá assume controlo do Grupo B·Ex-CEO da Aeroflot é detido em Moscou; investigação mira gestão de banco estatal em 2016·Parlamento Europeu aprova euro digital para reduzir dependência de sistemas de pagamento dos EUA·Do vale do Jordão ao Atlas: um dia de alertas, calor e trovoadas·Calor, K-pop e clareza: a Milan Fashion Week entre o Mediterrâneo e a precisão·Itália trava trabalho ao ar livre nas horas de calor extremo; Nova Iorque e Malásia preparam novas regras·Pezeshkian viaja ao Paquistão para consolidar trégua mediada por Islamabad e explorar dividendos económicos·Ex-primeiro-ministro israelita revela envio clandestino de terminais Starlink para o Irão·México sela liderança do Grupo A e Ochoa iguala recorde de seis Mundiais; Canadá assume controlo do Grupo B·Ex-CEO da Aeroflot é detido em Moscou; investigação mira gestão de banco estatal em 2016·Parlamento Europeu aprova euro digital para reduzir dependência de sistemas de pagamento dos EUA·
Atualizado 12:006 idiomas · 7 veículos
AnteriorEconomia e MercadosPróximo
7 veículos|6 idiomas|3 min de leitura
terça-feira, 23 de junho de 2026

BCE prevê inflação da zona euro acima da meta até 2027, mesmo com trégua no Médio Oriente

Economista-chefe Philip Lane alerta que pressões energéticas e efeitos indiretos podem manter preços elevados, apesar da recente queda do petróleo.

A inflação na zona euro subiu para 3,2% em maio, face a 3,0% em abril, impulsionada por uma inflação energética superior a 10% pelo segundo mês consecutivo. A componente subjacente, que exclui energia e alimentos, avançou para 2,6%, sinalizando que os efeitos indiretos do choque energético começam a alastrar-se. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, saudou o acordo de paz no Médio Oriente, mas advertiu que a situação permanece frágil, com riscos de retrocesso ou de nova escalada.

O economista-chefe do BCE, Philip Lane, detalhou em audição no Parlamento Europeu que o atual choque energético difere do observado em 2021-2022: concentra-se nos combustíveis para transporte, e não na eletricidade ou no gás de consumo doméstico. A inflação dos alimentos, que recuara de 2,4% para 1,9%, deverá voltar a subir devido aos custos logísticos. Lane projetou que a inflação geral poderá permanecer acima da meta de 2% até o primeiro semestre de 2027.

O BCE subiu as três taxas de juro de referência em 25 pontos base na reunião de junho, fixando a taxa de depósito em 2,25%, e reviu em alta a previsão de inflação para 3% este ano. Contudo, a queda recente das cotações do petróleo situa agora o cenário energético entre as projeções de referência e as mais moderadas do banco, o que reduz a urgência de uma nova subida já em julho. Os mercados financeiros atribuem apenas uma probabilidade de 20% a um aumento no próximo mês, com o movimento seguinte totalmente precificado para dezembro. Lane defendeu uma resposta “calibrada” e “moderada”, sublinhando que o impacto no crescimento será atenuado por um mercado de trabalho sólido, pelo investimento em inteligência artificial e pela despesa pública em defesa e infraestruturas.

Outros membros do conselho do BCE reforçaram a mensagem de prudência. O presidente do banco central da Eslováquia, Peter Kazimir, afirmou que a direção da política monetária é clara e que o trabalho “ainda não está concluído”, admitindo novos apertos se os dados o exigirem. O homólogo espanhol, José Luis Escrivá, salientou que os efeitos indiretos dos preços energéticos se tornam evidentes, com aumentos nos custos de transporte e de alimentos ao longo da cadeia produtiva.

O BCE manterá uma abordagem dependente da evolução dos dados, monitorizando os preços da energia, os efeitos de segunda ordem e a trajetória dos salários — cujo crescimento negociado desacelerou de 2,9% para 2,5% no primeiro trimestre. A próxima decisão de política monetária, em julho, será observada como teste à pausa nas subidas, num contexto em que a probabilidade de novo aumento é reduzida.

Divergência das fontes

Economia e Mercados · 7 veículos · 6 idiomas

44%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro67%
Crítico33%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 6 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa europeia continentalImprensa latino-americana
Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
AlarmeUrgência

O BCE alerta que a inflação alimentar na zona euro está prestes a subir novamente, impulsionada pelos aumentos dos preços da energia provocados pela guerra no Irão, que chegou apenas a uma trégua frágil. Apesar da queda recente, os preços dos alimentos vão aumentar, mantendo a inflação global elevada. A situação continua precária.

Imprensa latino-americana/ Mercado
CeticismoPragmatismo

O BCE reconhece que a inflação pode permanecer acima da meta por algum tempo, mas uma perspetiva mais moderada reduz a urgência do aumento de juros planeado para o próximo mês. Os mercados veem menos necessidade de um aperto imediato, uma vez que os preços da energia caíram. O foco está nas implicações políticas e na pressão reduzida sobre o banco central.

Esta notícia apareceu em

7 veículos · 6 idiomas

Artigos relacionados

Geopolítica & Política

Comissão da ONU acusa Israel de genocídio por ataques deliberados a crianças em Gaza

10 idiomas · 24 veículos

Esporte

Haaland comanda vitória norueguesa sobre Senegal e garante vaga nos dezasseis-avos

8 idiomas · 24 veículos

Economia e Mercados

Kospi sul-coreano desaba 10% e contágio tecnológico derruba mercados globais

7 idiomas · 20 veículos

Ler mais