
British American Tobacco elimina 9 mil postos de trabalho e acelera integração de inteligência artificial
Reestruturação global, que exclui os Estados Unidos, prevê poupança de 600 milhões de libras até 2028 e aprofunda a migração para vaporizadores e bolsas de nicotina.
A British American Tobacco (BAT) anunciou o corte de 9 mil postos de trabalho, cerca de 20% da sua força laboral, no âmbito de um programa de reestruturação que recorre à inteligência artificial para reduzir custos. A medida, que deverá estar concluída até ao final de 2026, eliminará 5.500 funções e transferirá outras 3.500 para parceiros como a Accenture, gerando uma poupança anual adicional de 600 milhões de libras (aproximadamente 695 milhões de euros) até 2028. O mercado norte-americano, o maior da empresa, fica excluído dos cortes.
A iniciativa, batizada de Fit2Win, procura tornar o grupo mais ágil e tecnologicamente orientado, num momento em que o volume global da indústria do tabaco tradicional deverá recuar 2,5% este ano. A fabricante das marcas Lucky Strike e Dunhill acelera a transição para categorias de menor risco, como os vaporizadores Vuse e as bolsas de nicotina Velo, mas enfrenta atrasos regulatórios nos EUA e a concorrência da Philip Morris International. A digitalização de processos e a adoção de inteligência artificial são apresentadas como alavancas para encurtar o lançamento de novos produtos e conter despesas operacionais.
O diretor-executivo, o brasileiro Tadeu Marroco, afirmou que as mudanças “afetam muitos colegas” e que a empresa está focada em apoiá-los “com cuidado e respeito”. Em Londres, as ações recuaram cerca de 1,5%, abaixo do índice FTSE 100. Analistas do Barclays consideraram que a escala dos cortes pode surpreender os investidores. Para os mercados lusófonos, onde a BAT mantém operações fabris e comerciais relevantes — com destaque para o Brasil, mas também para Portugal, Moçambique e Angola —, a empresa não detalhou o impacto local, embora a natureza global da reestruturação indique que as unidades fora dos EUA serão afetadas. A saída da Rússia em 2022 já sinalizara um movimento de retração seletiva.
A maioria das alterações de funções já foi confirmada junto dos trabalhadores, estando as restantes consultas a decorrer de acordo com as exigências locais. O próximo marco factual é a conclusão dos desligamentos até ao final de 2026, com a meta intercalar de 500 milhões de libras de poupança em 2027. A capacidade de a empresa navegar os obstáculos regulatórios e a concorrência de produtos ilícitos em mercados como a Austrália e o Bangladesh determinará o ritmo da recuperação operacional.
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | −0.20 | neutral |
BAT streamlines its workforce to ensure competitiveness in a shrinking industry.
The news is framed as a rational managerial decision, using corporate finance language to downplay the social impact.
No mention is made of possible consequences for workers or criticism from unions, which would be expected.
BAT, like other Western companies, is forced to cut costs to survive in an increasingly regulated market.
The news is placed within a broader narrative of decline of Western corporations, using a detached tone but with implicit criticism of the capitalist model.
No mention is made of the possibility that the workforce reduction could be seen as a short-term strategy or of financial market reactions.
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